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segunda-feira, 3 de março de 2008

Amizade


Recebi esse selo de uma amiga querida que conheci na blogsfera: a Ro - do blog Na casa da Vovó, muito obrigado, Rô! Fiquei muito feliz com o mimo. Sei que é Deus que nos ilumina, e fico contente por estar sendo instrumento na mãos dEle!
Após receber esse presente tão querido, fiquei pensando como a amizade é algo importante em nossas vidas.


Quantos amigos que nos levantam, nos levam para Deus, nos auxiliam na caminhada, nos direcionam, nos ajudam a ouvir a Voz de Deus, nos indicam o caminho. Não somos ilhas... quantas vezes ouvimos isso, e realmente não o somos, precisamos de uma comunidade, de pessoas que pensem como nós, que busquem os mesmos objetivos, se não, desanimamos.

Vivemos "nadando contra a maré", e se não temos alguém do nosso lado, podemos afundar, naqueles momentos de desânimo. Quantas vezes ouvimos pessoas dizendo que não precisam de comunidade, que rezam sozinhos em casa... isso não funciona: precisamos de uma comunidade sim, precisamos de pessoas que nos ajudem a caminhar, precisamos de padres para nos direcionar, de amigos para nos fortalecer na fé, para nos levantar quando caímos.
Pela graça de Deus, posso contar com muitos amigos, que estão sempre me levantando nos momentos de queda, me fortalecendo e me ajudando a crescer, além é claro de minha família querida, sempre presente, a quem devo tudo o que sou. A eles meu carinho e orações.
Aqui na blogsfera, também conheci amigos muito queridos, que estão na mesma sintonia, e buscando levar Jesus para as pessoas. Gostaria de mandar esse selinho para alguns deles, que têm a mente muito iluminada pelo Espírito Santo de Deus:
A Paz de Jesus e o Amor de Maria para todos os meus amigos!
João Batista
Ecclesiae Dei

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Jejum:uma oração poderosa e tranformadora.






A quaresma é tempo de conversão, dentro dos exercícios espirituais, a oração, o Jejum e a esmola, tempo rico onde o Espírito Santo trabalha a nossa santificação. Uma pratica excelente de vida espiritual é o Jejum. Ele nos ajuda a rezar com o corpo e nos dá o dom da temperança, do domínio de si, para controlar os nossos apetites desregrados. Serve para o amadurecimento espiritual e para os combates que travamos todos os dias. “O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor?” (Isaías 58,5)


Fiquei pensando nestas passagens da liturgia da quarta-feira de cinzas, que o jejum que agrada a Deus vai muito mais além das praticas de mortificação ou abstinência. O verdadeiro jejum deve partir do coração, deve provocar libertação e mudança de vida, ou seja, de comportamento, se não vale de nada, mesmo porque a maior prova da vida de oração e jejum é o bem comum, atingi aqueles que eu provoco escravidão, o jejum precisa mudar o meu comportamento com Deus e com os meus irmãos. De que adianta rezar tanto se meu comportamento não muda, continuo maltratando as pessoas, trabalhando desonestamente e mantendo os outros escravos do meu homem velho.


“Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo”. (Isaías 58,6)


Muitas vezes associamos o jejum somente a privar-se de comer algo, muitas pessoas pensam em até emagrecer com o jejum. Existem muitas formas interessantes de ajudar nosso corpo a rezar: Já pensou em fazer jejum de silêncio, porque falamos demais e muitas veszes machucamos e cometemos erros. Já pensou em fazer jejum do consumismo e durante toda quaresma só comprar o estritamente necessário; não humilhar as pessoas, fazer um exercício de perdão, sempre dar o primeiro passo, jejuar do orgulho e da vaidade. Teve um ano que eu fiz jejum dos olhos, não vi TV durante quarenta dias e vigiei para não pecar pelo olhar: “os olhos são a janela da alma”.


“Jesus respondeu-lhes: Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”. (São Mateus 17,20)


O jejum é uma grande força espiritual, “pois não lutamos contra homens de carne e sangue, mas com os espíritos malignos espalhados pelos ares”. Os Santos sempre fizeram do jejum uma arma contra as forças do mal e como Jesus disse aos seus discípulos a oração e o jejum são armas fortes contra o demônio. A fé exige atos práticos, que revelem os frutos de minha conversão. O próprio Jesus é mestre, ele orou e jejuou durante quarenta dias antes de começar sua missão pública, daí revestido do Espírito Santo pode realizar a sua missão salvadora.


Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. (São Mateus 4,4)


Deus abençoe o seu Jejum.
Minha benção fraterna.
Pe Luizinho,CN.



Para conhecer os tipos de jejum, baseado no livro "Práticas de Jejum" do Monsenhor Jonas Abib, clique aqui

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sou Católico Parte II

Recebi alguns retornos sobre o texto que publiquei ontem... e concordo com vários dos que me mandaram e-mails, por isso, gostaria de explicar melhor.

Quando eu falava sobre o não concordar, me referia àqueles que simplesmente saem reclamando da Igreja, sem ao menos saber do que estão falando. E àqueles que querem a aprovação da Igreja para coisas que jamais serão aprovadas, já que vão contra os ensinamentos de Cristo, e da Bíblia.
Entretanto, como cristãos, temos o direito e dever de fazer o nosso possível para melhorar a cada dia nossa Igreja, rezar pelo Papa, Padres e Religiosos, que dão sua vida a esse serviço, sugerir mudanças, criar novos movimentos e pastorais, atuar nos já existentes, colocar nossas novas idéias em prática, pois o Espírito Santo continua inspirando-nos a cada dia. As reformas são muito importantes, e não é contra elas que eu falava. Fazer nossa parte não é sair reclamando, mas agir, como Jesus o fez!
Concordo que existe muito a ser mudado e melhorado em nossa Igreja, em nossa Paróquia, em nossa sociedade. Costumamos ouvir que esta é Santa e Pecadora, pois tem como cabeça o Cristo e como membros nós, homens, tão limitados... Façamos nossa parte para que, mesmo em nossas limitações, possamos trazer o Reino de Deus para mais perto de nós e de nossos irmãos!
Grande Abraço em Cristo!
Ecclesiae Dei

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

SOU CATÓLICO


Quando alguém te pergunta: "Qual a sua religião?" Qual é sua resposta?

Para a maior parte da população brasileira, a resposta automática é: "sou católico".


Pois é... só que não é essa maioria que vive os ensinamentos católicos. Nesse ponto, vejo que nossos irmãos evangélicos são muito mais coerentes que a grande maioria católica, que se diz católica e não segue os ensinamentos da Santa Igreja. Eles, os evangélicos, seguem o que sua congregação diz.


As tais "católicas pelo direito de decidir" são um exemplo muito conhecido disso... como assim direito de decidir? Todos o têm, ninguém é obrigado a ser católico. Podem decidir sim, sobre matar ou não seu filho (que é o que elas pleiteiam), mas... então não se denomine católico, porque O CATÓLICO NÃO MATA. Não só porque é católico, mas qualquer religião não mata, pois é bíblico o mandamento do "Não matar".


Ah... sou católico mas não concordo com isso... com aquilo... não vou à missa... não concordo com o Papa... então, meu caro, você não é católico, e não há mal nenhum em assumir isso - você tem o direito constitucional de escolher sua religião, mas convenhamos, não permaneça naquilo que não acredita, somente para atrapalhar quem acredita. Você tem o direito de ter suas opiniões contrárias, então vá viver sua vida. Assim como você tem o direito de não concordar com o pensamento católico, eu tenho o direito de viver esse pensamento.


Quantas vezes ouvimos que a Igreja é retrógrada, ultrapassada, e tal... quando o Papa Bento veio ao Brasil, o Movimento Gay foi fazer passeada... acho engraçado, se a Igreja é ultrapassada, deixe-a ser ultrapassada, qual o interesse dos gays terem a aprovação do Vaticano? Se a Igreja é tão ultrapassada, então viva sua vida, sem se preocupar com a posição dela a respeito.


Posso estar sendo duro nas palavras, mas é a mais pura verdade. Tem gente que nunca pisou numa igreja, que faz tudo ao contrário do que está no Catecismo, e diz que é católico. Parece até um título... todo mundo usa, independente de como vive, independente de seus conceitos e história de vida.



Convido a cada um a repensar seus conceitos, sua religião, aquilo que acredita. Você é Católico porque alguém da sua família era e por tradição te batizaram quando você nasceu? Ou você ama e segue os ensinamentos da Santa Igreja?


Deixemos a hipocrisia de lado, e sejamos verdadeiros e coerentes.


Desculpem o desabafo!


Paz e Bem


Ecclesiae Dei

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Qual é a minha parte?



Existe uma pequena parábola muito antiga, e gostaria de partilhar com vocês o sentimento que ela me traz.



Estava acontecendo um grande incêndio na floresta, os animais fugiam, menos um: um pássaro, que voava até o rio, enchia seu biquinho de água, e ia até as chamas para derramar o líquido. Um animal que o viu fazendo isso, disse que ele estava perdendo tempo, jamais conseguiria apagar o incêndio com tão pouca água, ao que ele respondeu: estou fazendo a minha parte. Se cada um fizer sua parte, conseguiremos apagar as chamas.






Lembrei-me dessa historinha e comecei a pensar, será que faço a minha parte? Num mundo que pede pelo aborto, que mata, que corrompe, que se esquece de Deus, qual é a minha parte? Quantas vezes não fazemos nada, como os animais da história, pensando que não adianta, e simplesmente fugimos, ou deixamos que as coisas aconteçam.



Decidi que quero ser como o passarinho! Quem você quer ser?




Grande abraço


Ecclesiae Dei



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Canção Nova





Aos que, como eu, amam a Canção Nova, segue o link para colaborar com a Evangelização!


Visite o site "Ser Canção Nova é Bom Demais" e divulgue essa bênção!










sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um exemplo de Madre Teresa

Queria partilhar com vocês uma passagem de um livro que estou lendo que me tocou muito:


"No último dia do Congresso internacional de Bombaim, em 1964, Madre Teresa e suas irmãs saíram do Convento em Vie Parle onde eu era capelão e estavam a caminho do Oval, onde o Papa Paulo VI ia celebrar a Eucaristia.

De repente, elas se depararam com um indigente moribundo abandonado na rua. Madre Teresa parou, ergueu-o e levou-o de volta para a casa delas. Neste dia, elas não viram o Papa, representante de Cristo na Terra, mas encontraram alguém maior - o próprio Cristo, na pessoa do indigente."


Pe. Rufus Pereira

Livro Jesus: um Mestre ao alcance de todos. Editora Canção Nova.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ATO DE FÉ
Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas:
Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre.
Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou.
Creio tudo o mais que ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou.
E nesta crença, quero viver e morrer.
Amém.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Convicção e Autenticidade

Convicção e Autenticidade


Somos convictos de nossa fé, de nosso amor por Jesus? Ou falamos uma coisa e vivemos outra. Comecei a pensar nisso, após uma postagem da amiga Maria João em seu blog "Deus em tudo sempre", e encontrei esse texto que falava do mesmo assunto. Nós cristãos precisamos buscar essa autenticidade, e não simplesmente falar de Deus.


Boa leitura!



“Se fordes o que deveis ser, incendiareis o mundo inteiro...”


O que significa viver segundo suas próprias convicções e ser uma pessoa autêntica?
Disse, então, Jesus aos judeus que nele haviam crido: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo. 8, 31-32).


Vivemos, atualmente, em uma sociedade que perdeu o sentido da verdade objetiva. Esta deixou de ser um parâmetro para se tornar algo que cada pessoa pode manipular segundo seus próprios interesses. Tudo é relativo, não existem leis estáveis: “Eu pessoalmente não faria um aborto, mas se você acha que o aborto é o melhor para você, sem problemas”, “porque não deixar que os homossexuais se casem e tenham filhos? O que importa é a felicidade”, “eu adoraria casar na igreja, mas se não der, Deus vai entender...”, “não é pecado faltar à missa aos domingos quando não se está com vontade de ir, o importante é não ser uma pessoa hipócrita...”.


Fala-se muito de tolerância, como sendo um valor primordial, quando os princípios fundamentais do homem passam para um segundo plano. Acima da verdade estão os sentimentos, os estados de espírito, as paixões, os modismos, o desejo de ser aceito a qualquer custo, e por isto vendemos tudo, inclusive nós mesmos.


(...)

Este estilo de vida nos afasta do Evangelho porque Cristo é muito claro, Ele é exigente, não dá “tapinhas nas costas”. Jesus Cristo nos diz no Evangelho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele nos diz que é o detentor da verdade, Ele é a Verdade e por esta razão, quem não a vive, está fora do Evangelho. Seguir Cristo implica em fazer uma opção pela verdade, crer em Cristo exige uma vida norteada pelo Evangelho.


No entanto, este estilo de vida “light” que parece nos deslumbrar, nunca nos trará a felicidade. Jesus Cristo, em contrapartida, nos mostra um caminho, que apesar de ser bastante exigente, é o único capaz de nos levar à autêntica felicidade. Quem conhece Cristo não pode deixar de amá-Lo, não pode deixar de ver toda a sua beleza e bondade, não pode ficar indiferente.

(...)


Deus se tornou para muitas pessoas uma espécie de recurso mágico. Caso precisem de algum consolo divino, ou quando se sentem impotentes perante um problema, elas se aproximam d’Ele, e ainda se atrevem a ficar chateados com Ele caso não recebam o que pediram; mas quando estão bem, se esquecem de que Deus existe. Porquê? Porque não o conhecem, porque não têm fé.
(...)

“Não tenhais medo! Abri, de par em par, as portas a Cristo! Não tenhais medo! Cristo sabe o que está dentro do homem. Só Ele o sabe!” Permiti, pois, eu vos peço, eu vos imploro com humildade e confiança – permiti que Cristo fale com o homem. “Apenas Ele tem palavras de vida, sim, de vida eterna.” (João Paulo II)

(
...)

Temos consciência de que a autenticidade na vida de uma pessoa arrebata e deixa uma marca permanente, indelével. A sua vida não é como a das outras pessoas: passageira e fugaz, ou seja, a vida de uma pessoa autêntica transcende, mas porquê? Porque uma pessoa autêntica tem um sentido na vida, e esta vida está sustentada por princípios sólidos e íntegros.
Por esta razão, uma vida autêntica finca suas raízes em convicções bem profundas.

(...)

Uma convicção é uma certeza de amor que se acredita e pela qual se opta livremente. Desta forma, as convicções: orientam, impulsionam, inspiram e sustentam a vida de acordo com a verdade revelada com Cristo e em Cristo através da Igreja.
Ter uma certeza absoluta significa conhecer algo em profundidade, com interesse, com segurança, a tal ponto que esta certeza se transforma em uma idéia própria à qual me incorporo... já não existe mais as minhas crenças de um lado e o meu modo de viver do outro. A certeza une crença e ação.


Mas, qual é o elo de ligação entre crença e ação? O amor, a diferença está no fato de que esta certeza é amada e por esta razão orienta tudo o que sou.


(...)

Texto retirado do Site Virgem Peregrina


Vivamos nossa vida de forma coerente!


Paz e bem.

Ecclesiae Dei

Para ler o texto na íntegra, clique aqui

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Católico Pelo Direito de NÃO Decidir

Esse texto diz tudo!
Boa leitura!!
Ecclesiae Dei
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Católico Pelo Direito de NÃO Decidir
Por Carlos Eduardo Maculan

"Deus não fez a morte, nem se alegra que pereçam os vivos » (Sab. 1, 13). É certo que Deus criou seres que não têm senão uma duração limitada e que a morte física não pode estar ausente do mundo dos viventes corporais. Mas, aquilo que é querido, antes de mais nada, é a vida; e, no universo visível, tudo foi feito em vista do homem, imagem de Deus e coroamento do mundo (cfr. Gén. 1, 26-28).
No plano humano, foi « por inveja do demónio que a morte entrou no mundo" (Congregação para a Doutrina da Fé - Declaração Sobre o Aborto) Eu quero meus direitos, e como vivo num país democrático (jargão muito usado por aqueles que pensam ser a democracia uma simples regra matemática), quero dizer que eu decido pelo meu direito de não decidir.
Eu não quero decidir sobre o aborto, porque algumas coisas não se decidem no voto, e entre elas figura a dignidade do ser humano, seu exercício livre e constante, bem como sua proteção e resguardo de todos os direitos possíveis de serem exercidos desde a concepção. Sabendo que o hedonismo e a libertinagem deram saltos meteóricos na década de 1970, não posso decidir pela cultura do "corpo livre", porque eu não consigo imaginar que eu possa colocar o sexo e sua praticidade acima da vida humana.
São valores separados por um universo de distância, pois enquanto o sexo pode ser disposto livremente e usado com as conveniências morais e imorais de cada filho de Deus, por sua vez a vida não se insere no que se pode usar e desusar.
Eu não quero decidir sobre a pílula do dia seguinte, porque dela não cabe decisão em qualquer foro ou instância. Dela podemos simplesmente dizer que é uma roleta russa, pois se brinca com um projétil dentro do tambor de um revólver, e para cada seis tiros possíveis, somente um é verdadeiro, e esse único tiro é capaz de matar. Com as pílulas o mesmo resultado é realizável, porque sendo abortivas, podem interromper a gravidez ainda que a possibilidade de concepção seja ínfima, e assim, há o risco real de morte do embrião. No mesmo malogro moral, sua finalidade ainda é contraceptiva, atuando como fator determinante para que a lei natural não seja realizada uniformemente.
Eu não quero ir para as urnas, e não desejo usar de uma falsa isenção de consciência para justificar um "sim" em benefício da cultura da morte, afirmando que não sei quando a vida começa, por isso, posso matar aquele embrião no corpo de uma mulher que eu nunca vi, sequer conheci, e da qual jamais terei notícias. Deus nunca me deu o direito de decidir pelo outro no que se refere ao seu corpo, e muito menos sobre o meu próprio corpo, e a lógica é simples: - eu não posso transferir e adquirir direitos que não tenho, e como eu não tenho direito sobre meu corpo e nem mesmo sobre o corpo alheio, evidentemente que tais direitos por mim não serão adquiridos e nem transferidos, seja por qualquer título, oneroso ou gratuito, por ato entre vivos ou mortis causa.
Eu não quero decidir porque qualquer jurista que se valha, e que tenha estudado em qualquer universidade brasileira, sabe (e como sabe) que a vida é indisponível, inalienável, intransmissível, imprescritível, pelo motivo simples e óbvio de sua alta dignificação, e que dela resulta todo o poder soberano - fruto do senso de humanidade que tanto permeia as ditas constituições modernas -, que o insere no rol de direitos fundamentais; com isso, a vida, seu exercício e livre gozo é característica estrutural e primeiro imperativo do Estado, o que legitima seu fruir, tornando-o oponível contra qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, para só assim ser característica do Estado Democrático de Direito.
Sabemos que a vida intra-uterina está ligada e dependente do corpo materno, mas dele não é propriedade, pelo fato de que não existe uma vida em dois corpos diferentes, mas dois corpos e cada qual com sua própria vida autônoma.
Eu não quero e não vou decidir por nada que se refere ao aborto, porque os direitos naturais são irrevogáveis, e só Deus pode mudar a ordem natural. A crise da filosofia não pode impedir que estejamos unidos aos valores perenes da vida, e muito menos condicionar a humanidade no pensamento que estamos destituídos de qualquer senso moral, sancionando que a religião é fruto de um período negro da humanidade, e que dela não resulta a liberdade.
No entanto, é notório que não podemos falar de liberdade quando muitos estão escravizados por um pensamento linear e falacioso, que se constrói sob a base da falta de ética para com o próximo que está por nascer, principalmente porque esse próximo é vida em plenitude, completa e indisponível.
Proclamar que "todos são iguais perante a lei" não está, de forma alguma, violando situações que visam desigualar os iguais quando eles se desigualam, ou seja, quando entre os iguais existe o mais fraco, aquele que não pode decidir, que é indefeso e não pode se opor às decisões que tomam no lugar dele. Certamente que a igualdade tem que ser quebrada em benefício daquele que é frágil, para que este possa estar no mesmo nível dos demais, então, entre a força de decisão de um ser humano já nascido, que usa da linguagem para se expressar e do seu intelecto para avaliar a realidade (logo o mais forte), e um ser humano que vive intra-uterinamente, que não fala, não escolhe, não faz cognições (logo, mais fraco), para que exista justiça, o mais forte não pode jamais exercer seu poderio em detrimento daquele que na sua fragilidade não tem a possibilidade fática de decidir.
Não estabelecer uma justa medida de desigualdade legal do forte em benefício do fraco é arruinar a dita "democracia", principalmente quando o homônimo se diz protetor da vida humana. O Estado não existe por si, mas por aqueles que o reconhecem como poder soberano, que são seus cidadãos; afinal, todo poder emana do povo.
Eu não quero decidir sobre o aborto, porque a vida sempre será protegida na sua dupla acepção, mesmo que após o parto sua sustentabilidade seja mínima. Nenhum jurista é capaz de contrariar a lógica constitucional, e se dela não podemos garantir a perpetuidade, ante a revogação natural dos textos normativos, então nos valemos do que é irrevogável em si, logo, é importante ressaltar que a proteção jurídica da vida engloba a sua forma geral, ou seja, intra ou extra-uterina.
Não por outra lógica, é afirmado que: “o embrião ou feto representa um ser individualizado, com uma carga genética própria, que não se confunde nem com a do pai, nem com a da mãe, sendo inexato afirmar que a vida do embrião ou do feto está englobada pela vida da mãe” (Lluziá, Botella in Bittar, Carlos Alberto. O Direito de Família e a Constituição de 1988. São Paulo: Saraiva, 1989. P. 41).
Não é possível que presenciemos todos os dias a relativização de valores absolutos, que nas instâncias de representatividade popular são colocados sob a capa de interesses políticos, de bandeiras partidárias, e programas e diretrizes estatutárias de correntes esquerdistas que pregam o absurdo igualitarismo. Ainda se crê que a democracia é uma simples regra aritmética, para que a maioria vença a minoria, esquecendo que existem outras manifestações da democracia igualmente legítimas e tão verdadeiras quanto o sistema majoritário.
Não podemos dizer que um Estado Democrático é somente aquele que permite o voto, e quem votou em maior número é o vencedor. O governo do povo, pelo povo e para o povo também é feito de forma que todos os poderes do Estado, concretizados no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, sejam ouvintes e interessados pelos cidadãos.
Chamando, então, a filosofia para fundamentar minhas posições, provo a verdade através do seguinte silogismo:Premissa maior: Os brasileiros e estrangeiros residentes no país têm garantido a inviolabilidade do direito à vida (Constituição Federal, art. 5º caput), porque são seres humanos, estão sob proteção jurídica, têm a vida sob a guarda constitucional;Premissa menor: A Constituição estabelece que a dignidade da pessoa humana é princípio fundamental da República (Constituição Federal, art. 1º, II), o que a torna um Estado Democrático de Direito
Conclusão: Logo, o Estado por ser Democrático, por ter como fundamental princípio a dignidade humana, por tornar inviolável o direito à vida, não pode permitir que o aborto seja decidido - assim estaria rompendo com a própria estrutura do Estado -, e como ele não existe sem carta constitucional - porque é ela que dá autoridade emanada do povo -, então o povo já decidiu, como cláusula imutável, que não se pode tornar lícito o aborto.
Eu não quero decidir, finalmente, porque eu não posso modificar o que já foi deliberado pela Igreja de Cristo, que é Una, Santa e Católica. Como católico, estou submetido totalmente e por livre vontade ao Primado dos Papas e ao Magistério Petrino. Toda a minha vida é vivida de forma que o Supremo Doutor na fé e na moral seja ouvido por todos, e creio por direito que a verdadeira filosofia é a cristã, e que qualquer outro caminho filosófico é apenas uma semente da grande árvore que é o pensamento cristão, e que esta semente só se torna perfeita quando for um ramo enxertado na verdadeira videira, ou então correremos o risco de mais e mais sistemas que pretensamente desejam ser filosóficos, acabem por dar poderes aos homens que eles não têm e jamais terão.
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http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=92
Para citar este artigo:
MACULAN, Carlos Eduardo. Apostolado Veritatis Splendor: Católico Pelo Direito de NÃO Decidir. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4765. Desde 14/2/2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"A sociedade quis me matar e hoje eu sou doutor"

Não Matar: Vale a pena ler esse texto, em tempo de Campanha da Fraternidade pela "Vida"...
Boa leitura.
Ecclesiae Dei


Um dos momentos que marcaram a tarde desta quinta-feira, 07, no I Congresso Internacional em Defesa da Vida, foi o testemunho do doutor Mauro Figueiroa. Confira a transcrição, na íntegra:


“Fala-se hoje sobre a defesa da vida. Falo sobre isso há mais de 50 anos. Nasci em maio de 1940 em Machu Pichu. Cheguei ao mundo com 20 centímetros e com 900 gramas. Não conheci as minhas mãos. Não conheci meus pés. Meus pais a princípio ficaram muito emocionados e choraram muito, preocupados com o que seria do meu futuro, um dia. Mas, mesmo assim, eles me deram calor humano paterno e materno.


Tenho sete irmãos, todos perfeitos e normais. Deus iluminou o coração dos meus pais para que me amassem e não me desprezassem. A imprensa peruana falou muito mal do meu nascimento, dando notícias exageradas, como “Nasce criança de três cabeças”.15 dias após meu nascimento, meus pais receberam quase 100 pessoas que foram em minha casa para me visitar.


Pessoas vestidas de cordeiro, mas que na verdade eram lobos. Eram preconceituosos. Aqueles que se julgavam poderosos e importantes na sociedade, que julgavam a pessoa pelo tamanho e pelo físico e não pelo espírito foram pedir a minha mãe que me mostrasse a elas. Minha mãe questionava o porquê de tanta gente. E os preconceituosos diziam que, simplesmente, queriam me conhecer, dizendo: “Trouxemos presentes para esta criança”.


Ela com muito cuidado me levantou do berço e me conduziu para a sala onde estavam as pessoas. Enquanto olhavam para mim, uma mulher que estava ao meu lado cuspiu no meu rosto. Nessa hora minha mãe me levou de volta para o quarto e voltou para a sala de visita para pedir uma explicação. Dirigiu-se à pessoa que fez isto e, chorando, perguntou: “Por que a senhora fez isto com a criança? Por que você cuspiu no rosto do meu filho?”.


Já estavam todos combinados e uma só voz falava: “Nós viemos aqui, em nome da sociedade peruana para pedir que você mate seu filho. Ele é um deficiente inútil para a sociedade. Quem vai tomar conta desta criança?”. Mamãe chorava. Mãe é mãe quando é verdadeira mãe. Mamãe nunca me desprezou, nunca negou seu amor. E, implorando, falou: “Não me importa a sociedade, Deus deu vida a esta criança e eu vou tomar conta dele, por favor, não me peçam para matar meu filho”. E a multidão então falou: “Deixe-nos entrar no quarto dele, dê licença, saia da porta”. E minha mãe disse: “Não sairei da porta do quarto do meu filho. Se vocês querem matá-lo, terão que passar por cima do meu cadáver”.


Os preconceituosos desistiram e minha mãe fugiu comigo para outra cidade, onde me criei.


Eu digo nesta tarde, não era a sociedade peruana que queria minha morte, mas um grupo de egoístas. Passaram-se 67 anos e quem sou agora? Será que sou um parasita? Será que sou um mendigo, um inútil ou um mercenário? Hoje sou um doutor, advogado criminalista. Sou professor da Universidade de Lima, sou escritor literário e defensor de Direitos Humanos.


Todos temos o direito de viver. Todos temos o direito de nascer. A mãe não deve abortar, não deve ser tão egoísta. A mãe deve amar seu filho como Nossa Senhora amou Jesus. Para encerrar, pergunto à humanidade: “Se a mãe de Bento XVI tivesse cometido a prática do aborto existiria Bento XVI para o mundo? E quantos “Bentos XVI” as mães matam, jogam pela janela, no lixo e no rio? Quantos seres importantes deixaram de vir ao mundo?”


Danusa Rego Canção Nova Notícias, Aparecida (SP) Robson Siqueira

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=251551
Figura: http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/251551.jpg

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Recebi uma sugestão de falar um pouco sobre abstinência, e sua diferença do jejum. Como estamos em tempo de quaresma, é um tema muito propício.
Então vamos lá:
Jejum
Jejum, Jejum é ato que consiste em abster-se de comida ou bebida, total ou parcialmente, durante algum tempo. Na Sagrada Escritura, entendia-se por Jejum, não comer ou beber (e abster-se da vida conjugal) por determinado período.
O que a Sagrada Escritura pretendia positivamente era fazer as pessoas admitir que as necessidades humanas estavam dependentes de Deus. Isto significa que o Jejum não consiste em parar com uma coisa que é automática (autocontrole), e esperar por Deus.

A sensação da fome atua como uma constante lembrança de que se deve ouvir a voz de Deus, na prática de orações litúrgicas e através de celebrações e leituras da Sagrada Escritura :- Ele fez-te sofrer e passar fome; depois, alimentou-te com esse maná que tu não conhecias e que os teus pais também não conheceram, para te ensinar que o homem não vive somente de pão mas de tudo o que sai da boca do Senhor. (Deut. 8,3).

Portanto Jejuar não é apenas estar disposto a enfrentar e aceitar a fome como renúncia às provisões, mas sobretudo a aceitar a vontade e soberania do Provedor; Jejuar é como uma parábola viva ou uma "linguagem personificada" de quem torna visível ou exterioriza uma necessidade interior da Providência de Deus.
Dias de Jejum:

Segundo a lei da Igreja são estes os dias de Jejum obrigatório :
- Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Cân. 1251).
Entretanto, durante todo o ano, somos convidados a jejuar, mas especialmente na quaresma.

Abstinência:
O preceito da Abstinência refere-se privar-se de um alimento específico (normalmente carne) nos dias determinados pela Igreja. A Abstinência pode ser de comida (carne, doce, etc), bebida (bebidas alcoolicas, refrigerantes, etc) ou de atividade (assistir TV, etc...) Virtude que se relaciona com a temperança e que regula de forma racional a privação voluntária de certos alimentos.
Importante lembrar que a Igreja nos pede:
  • às sextas feiras (durante todo o ano, exceto que coincidam com alguma solenidade da Igreja) é dia de abstinência, penitência ou obra de caridade. (Cân.1251.)
  • na quaresma, a Igreja pede abstinência durante os quarenta dias (de carne ou escolha), bem como a de carne às quartas e sextas.
  • ainda na quaresma, a Igreja pede jejum e abstinência de carne na Sexta feira da paixão e quarta feira de cinzas.

Alguns dados importantes, retirados do Site da CNBB:

Cân. 1249. - Todos os fiéis, cada um a seu modo, por lei divina têm obrigação de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência, prescrevem-se os dias de penitência em que os fiéis de modo especial se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e sobretudo observando o jejum e a abstinência, segundo as normas dos Cânones...

A Legislação complementar da CNBB quanto aos cânones 1251 e 1253 do Código de Direito Canônico prescreve:"Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf. Cân. 1252).

“No Brasil, toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. "

"A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia”

Uma Santa quaresma a todos nós!
Fontes bibliográficas: