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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Muçulmanos e Cristãos

Que lindo! Olha como o diálogo inter-religioso é possível, quando existe o respeito!!
Que Deus abençõe esses irmãos Muçulmanos por sua maravilhosa atitude!!!!
Ecclesiae Dei
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Muçulmanos fazem proteção às celebrações cristãs em Mindanao

Rádio Vaticano
Cidadãos comuns realizaram patrulhas na noite de Natal ao redor das igrejas cristãs, na ilha predominantemente muçulmana de Mindanao, no sul das Filipinas.
As patrulhas visavam permitir as celebrações em massa dos cristãos e evitar um possível ataque por parte de radicais islâmicos. Os voluntários muçulmanos iniciaram, na véspera de Natal, um ciclo noturno, onde se revezaram por períodos, para proteger as igrejas e permitir que as festividades cristãs acontecessem em paz.
Diversos líderes islâmicos das províncias de Basilan, Lanao Sur, Maguindanao, Sulu e de Tawi-Tawi emitiram editos islâmicos (fatwas) para lembrar que o terrorismo é proibido entre os muçulmanos e que o próprio profeta Maomé garantiu aos cristãos proteção e liberdade de culto.
"Eu prometi aos residentes cristãos proteção, perguntei aos muçulmanos e cristãos daqui se eles poderiam manter suas convicções religiosas em respeito mútuo", disse Sukarno Utto, chefe da aldeia de Shariff Kabunsuan, na cidade de Maguindanao. "Por isto, nos juntamos à polícia local e realizamos patrulhas noturnas, especialmente durante o amanhecer", uma tradição filipina que existe há séculos, na qual todo o povo se reúne às 4 da manhã nas igrejas até o dia de Natal", contou Sukarno.
As autoridades e a polícia expressaram "satisfação" pela iniciativa tomada pelos civis muçulmanos. De acordo com o chefe de polícia da cidade, Willy Dangane, esta atitude deve ser elogiada. "É especialmente importante porque a polícia faz tudo o que pode, mas ainda precisa da ajuda real dos cidadãos para manter a paz e a estabilidade."

Fonte: Canção Nova News
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=248452

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Cuidando do nosso tempo


NÃO PODEMOS VIVER AO SABOR DO IMPROVISO


A palavra "ascese" precisa deixar as páginas empoeiradas de nossos
dicionários e ganhar espaço na vida. Junto com ela, a palavra "mística" são
como os dois trilhos por onde caminha o trem da santidade. A mística
significa "buscar as coisas do alto". Um resumo do caminho místico está na
primeira parte da oração do Pai-nosso. Louvamos o Pai que está no céu,
santificamos seu nome, pedimos que venha logo o Reino do Céu, e desejamos
que sua vontade soberana reine em nosso mundo do jeito que já reina no
paraíso.
A "ascese" significa a disciplina necessária para "buscar as coisas da
terra". Não somos anjos. A segunda parte do Pai-nosso é um roteiro de
"ascese" para nós, comuns mortais. Pedimos o pão de todo dia, conquistado
pelo suor e pelo trabalho. Combatemos toda preguiça. Nos comprometemos a
viver em fraternidade, perdoando o que for necessário e pedindo perdão a
Deus. Suplicamos que o Senhor nos preserve em pé na hora da tentação e que
nos liberte de todo o mal.
Uma das formas de viver a "ascese" é organizar bem o nosso tempo. Como
pecamos pela perda de tempo! Muitas vezes gastamos horas com bobagens. A
ascese de usar bem cada minuto exige disciplina e inteligência. Conheço
pessoas que simplesmente não sabem o que fazer com o tempo livre. Acabam
deixando os minutos passarem e aquela listinha de coisas a fazer continua
pendurada na porta da geladeira.
Faça o teste. Se você quiser pedir um favor, peça-o para alguém ocupado.
Pessoas que tem tempo sobrando normalmente não têm tempo para ninguém.
É curioso o modo como Jesus utilizou seu tempo. Ficou 30 anos em Nazaré
trabalhando com seu pai. Em três anos apenas tornou-se o pregador mais
famoso da história e realizou seu plano de salvação. Precisamos aprender
esta lição. É necessário gastar mais tempo preparando bem as coisas do que
as executando. Não podemos viver ao sabor do improviso. Jesus se preparou
bastante.
Bastaram três anos para realizar a obra. Quando preparo um retiro, um
sermão, uma palestra, um show de evangelização, uma aula, normalmente o
tempo que levo preparando é maior do que os minutos da apresentação. Mas
quanto mais preparo, mais as pessoas se sentem amadas na hora da
apresentação. Um músico ensaia horas para executar uma canção de 4 minutos.
Isto é a "ascese do tempo".
Pe. Joãozinho, SCJ

Fonte: Recebido por e-mail pelo grupo MSG Cristãs

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O nome de Jesus


Entre os hebreus não se colocava um nome qualquer de forma arbitrária nas pessoas, pois o «nome», como em quase todas as culturas antigas, indica o ser da pessoa, sua verdadeira identidade, o que se espera dela.


Por isso o evangelista Mateus tem tanto interesse em explicar desde o início a seus leitores o significado profundo do nome dessa personagem da qual irá falar ao longo de todo o evangelho. O «nome» dessa criança que ainda não nasceu é «Jesus», que significa «Deus salva». Seu nome é esse porque «salvará o seu povo do pecado».


No ano 70, Vespasiano, designado como novo imperador enquanto sufocava a rebelião judaica, marcha a Roma onde é recebido e clamado com dois nomes: «salvador» e «benfeitor». O evangelista Mateus quer deixar as coisas claras. O «salvador» do qual o mundo necessita não é Vespasiano e sim Jesus.


A salvação não chegará através de um imperador nem através da vitória de um povo sobre outro. A humanidade necessita ser salva do mal, da injustiça e da violência, necessita que seus pecados sejam perdoados e que sua vida seja reorientada para uma vida digna. Esta é a salvação oferecida por Jesus.


Mateus dá a Jesus outro nome: «Emanuel». Sabe que Jesus não foi assim chamado historicamente. É um nome chocante, absolutamente novo, que significa «Deus conosco». Um nome que só os que crêem atribuem a Jesus, nele e desde ele, Deus nos acompanha, abençoa e nos salva.


As primeiras gerações cristãs levavam o nome de Jesus gravado em seu coração. Repetiam uma e outra vez. Eram batizados em nome de Jesus e se reuniam para orar em nome do Mestre. Para Mateus, é uma síntese efetiva de sua fé. Para Paulo, nada maior. Segundo um dos primeiros hinos cristãos, «ante o nome de Jesus todo joelho se dobra ».


Depois de vinte séculos, necessitamos aprender a pronunciar o nome de Jesus de maneira nova. Com carinho e amor, com fé renovada, em atitude de conversão. Tendo o nome de Jesus em nossos lábios e em nosso coração, podemos viver e morrer com esperança.

Pe. José Antonio Pagola


fonte: Escola de Evangelização



segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Contra a corrente


Vivemos contra a corrente.
Amamos, enquanto o mundo nos ensina como ser egoístas e pisar nos que atravessam nosso caminho.
Devolvemos o dízimo, ajudamos aos pobres, quando o mundo nos ensina que temos que guardar, guardar e guardar e não dividir o que conquistamos com nosso trabalho.
Somos fiéis ao nosso cônjuge, quando o mundo nos diz que o negócio é aproveitar a vida, e que esse negócio de fidelidade está em baixa.
Mantemos valores familiares, enquanto muitas crianças nem sequer sabem o que significa viver em família, mas isso é o “normal”, segundo as novelas.
Perdoamos, mesmo sabendo que essa é uma palavra em extinção no mundo.
Cremos em Deus e o amamos acima de tudo em nossas vidas, enquanto o ateísmo está em moda.
Não matamos, enquanto o mundo luta pela liberdade sobre o corpo, e a descriminalização do aborto.
Não pecamos contra a castidade, enquanto o mundo nos persegue por sermos heterossexuais e castos.
Somos honestos, enquanto o caixa dois e a corrupção tornaram-se cotidianas.

Somos felizes... enquanto o mundo busca comprar a cada dia essa felicidade... nós a temos de graça.

Uma boa semana
Ecclesiae Dei

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A FALSIDADE DA ASTROLOGIA

A FALSIDADE DA ASTROLOGIA

Já ouvi alguém dizer que o "oitavo" sacramento é a "santa ignorância" religiosa. Realmente, muitos e muitos cristãos não conhecem a doutrina da fé que professam. Alguns, por ignorância invencível; mas a maioria, infelizmente, por própria culpa.
Por causa dessa ignorância religiosa, muitos católicos abandonam a fé pura para ir beber em fontes poluídas, como diz o profeta Jeremias (cf Jr 2,13).E triste e chocante o número imenso de católicos - até pessoas que se dizem piedosas - que acreditam na astrologia e se fazem escravos dos astros, professando uma verdadeira idolatria.
Cristo morreu por cada um de nós para que vivêssemos na liberdade de filhos de Deus. E São Paulo disse aos gálatas e a todos nós: "É para que sejamos homens livres, que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão" (GI 5,]). Em seguida, o apóstolo advertiu-os sobre o perigo das obras da carne, entre elas a idolatria e as superstições, dizendo que "os que as praticarem não herdarão o reino de Deus!" (Gl 5,21c).
A Igreja, com base na Bíblia e na tradição herdada dos profetas e dos apóstolos, sempre condenou, veementemente, todas as práticas idolátricas e supersticiosas, uma vez que elas demonstram falta de amor, de confiança e de submissão a Deus. Constitui pecado grave contra o primeiro mandamento da Lei de Deus, que diz: "O Senhor nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor; teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças" (Dt 6,4-5).
Advertiu-nos severamente o Senhor:"Não se ache no meio de ti (...) quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor; teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas" (Dt 18,10-1 2a). Nenhum católico pode fechar os olhos e os ouvidos a essa palavra de Deus, sob pena de sucumbir na apostasia.
Santo Agostinho, já no século IV combatia veementemente as superstições e a astrologia. No seu livro A doutrina cristã escreve: "Todo homem livre vai consultar os tais astrólogos, paga-lhes para sair escravo de Marte, de Vênus, ou quiçá de outros astros..." Querer predizer os costumes, os atos e os eventos, baseando-se sobre esse tipo de observação, é grande erro e desvario. E conclui o santo doutor:"O cristão deve repudiar e fugir completamente das artes dessa superstição malsã e nociva, baseada sobre maléfico acordo entre homens e demônios... Essas artes não são notoriamente instituídas para o amor de Deus e do próximo; fundamentam-se no desejo privado dos bens temporais e arruínam assim o coração. Em doutrinas desse gênero, portanto, deve-se temer e evitar a sociedade com os demônios que, juntamente com seu príncipe, o diabo, não buscam outra coisa senão fechar e obstruir a estrada de nosso retorno (a Deus)."
Essas palavras fortes do Doutor da Graça são confirmadas pelas palavras de São Paulo, quando advertiu os coríntios de que "as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. (...) Ou queremos provocara ira do Senhor?" (1Cor 10,20-21a.22a)
É preciso ficar muito claro a todo cristão que, segundo a tradição dos apóstolos, a astrologia é superstição e idolatria. E todos aqueles que se lhe submetem, desprezam a graça de Deus e se expõem ao poder das trevas.
Por outro lado, a astrologia carece de toda base científica. Nunca encontrei um cientista sério e renomado que lhe desse crédito, nem mesmo quando cursei o doutorado em Ciências Aeroespaciais no ITA, em São José dos Campos. Se essa superstição tivesse qualquer base científica, a sorte e o destino, como dizem, de irmãos gêmeos, seriam as mesmas, já que nasceram no mesmo dia e horário e sob o mesmo signo. E sabemos que suas vidas são completamente diferentes. Esaú e Jacó eram gêmeos, mas a Escritura está aí para atestar como foram diversos os costumes deles, suas ações, penas e êxitos.
O advogado Danton de Souza fez o mapa astrológico do Brasil e escreveu o livro Predições astrológicas após cinqüenta anos de pesquisa. O livro foi publicado em 1983 e previa que no dia 3 de julho de l991 iria acontecer aqui algo tão terrível, que o astrólogo preferiu calar-se. Agora que passou, ninguém se lembra de nada grave nessa data! Puro engano!
A vida do cristão tem de ser vivida exclusivamente no amor de Deus, submissa à santa vontade dEle. Nada de querer buscar poder e previsões do futuro fora de Deus, para não cair nos laços do demônio.
Precisamos cada dia aprender a dizer com a Virgem Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a lua palavra" (Lc 1,38). Só seremos verdadeiramente felizes nesta vida e na eternidade, se aceitarmos a vontade do Senhor para nós.
Prof. Felipe Aquino
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Recebido por e-mail do Grupo msg Cristã

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

As crianças pagam as consequências quando seus pais não se casam

Interessante como esse tipo de pesquisa não aparece em nossos telejornais... será que é porque as grandes empresas televisivas não têm interesse?

Vale a pena ler esse texto, e divulgá-lo entre os que acham que esse negócio de família e coisa do passado, pensamento amplamente divulgado entre os Meios de Comunicação de Massa...


Boa terça feira para você!


Ecclesiae Dei



As crianças pagam as conseqüências quando seus pais não se casam


O grupo ministerial do governo inglês especializado em temas de família foi suprimido. David Blunkett, presidente do sub-comitê que o substitui, reconheceu que não será reaberto o debate sobre o matrimônio e a estrutura familiar. Estes temas tornaram-se "zona proibida" para os políticos.
E entretanto, existem provas de peso que mostram que esta matéria deve ser discutida: as crianças que crescem em famílias em que falta um dos pais estão em constante desvantagem e, por outro lado, os casais casados permanecem unidos por mais tempo.
Parece que o governo britânico deseja evitar a discussão deste temas, pois isso exigiria uma declaração explícita sobre a importância do matrimônio, algo que causaria divisões no gabinete. Mas o problema não tem previsão de desaparecer. O número de crianças nascidas fora do matrimônio cresce continuamente, e corresponde agora a 40% dos nascimentos em Grã Bretanha. E quem alega que a vida familiar simplesmente está mudando, e não declinando, ou que a coabitação é "o novo casamento", está ignorando os fatos.
A coabitação é uma condição transitória. Nos cinco anos posteriores ao nascimento de um bebê, 52% destes casais se separou, comparado com 8% dos casais casados. Estima-se que uma em cada quatro crianças britânicas está vivendo em família monoparental, o dobro em relação a países como França ou Alemanha. É, portanto, cada vez mais urgente que se discuta o futuro destas crianças.
Por outro lado, a mortalidade infantil é substancialmente maior em crianças de famílias monoparentais ou de casais de fato que entre os nascidos dentro do matrimônio. Também têm mais possibilidades de nascer abaixo do peso, sofrer problemas psicológicos e acidentes infantis, e inclusive maior risco de abuso infantil.
Uma série de estudos realizados durante muito tempo, tem demonstrado uma conexão estável entre famílias desmanchadas e delinqüência, assim como uma maior propensão ao crime juvenil entre crianças nascidas de mães adolescentes e casais separados.
Segundo um informe de 1998 da Fundação Joseph Rowntree, as crianças de famílias separadas demonstram um menor rendimento acadêmico, têm maior propensão a comportamentos problemáticos e depressão, começam sua vida sexual a uma idade mais precoce e caem com maior facilidade no consumo de tabaco, drogas e álcool.
O estudo também concluiu que a morte de um dos pais, a longo prazo, chega a causar menos dano em uma criança do que divórcio ou a separação de seus pais.
A Sociedade da Infância revelou no ano passado que as crianças que vivem em famílias "reconstruídas" fogem de casa três vezes mais do que as crianças que vivem com seus pais naturais; por sua vez, os filhos de famílias monoparentais o fazem o dobro de vezes. Muitas destas crianças terminam na rua. E como cada vez são mais as crianças que não podem crescer junto com seus pais, carecem de um modelo sobre o qual construir suas próprias vidas. Deste modo, as meninas de família desmanchadas têm o dobro de possibilidades de tornarem-se mães adolescentes, e em geral, os filhos que viveram a separação de seus pais são muito mais propensos a que suas próprias relações de adulto terminem rompendo-se.
Os custos emocionais e de comportamento que causa nas crianças a ruptura familiar, deveriam ser razão suficiente para uma nova política familiar, e também, por que não, as enormes implicações econômicas.
Ao mesmo tempo em que a família baseada no matrimônio continua declinando, o orçamento destinado a serviços sociais continua aumentando. Os últimos dados mostram que 73% das famílias monoparentais se sustenta publicamente, frente a 11% de casais com filhos. Assim, pois, na medida em que as famílias monoparentais aumentam, o desejo do governo de terminar com a pobreza infantil continuará sendo um sonho. Além disso, enquanto o Estado continua apoiando economicamente as alternativas ao matrimônio, aumentam as rupturas familiares e, portanto, as demandas de benefícios estatais.Em conclusão, é urgentemente necessário um programa de reformas que restaure a estabilidade familiar. Poderia começar educando as crianças sobre o valor do matrimônio e revalorizando a paternidade. Necessitamos mudar a estrutura de segurança social que desestimula o matrimônio e a paternidade responsável. O sistema fiscal deve reconhecer o valor do matrimônio, seguindo o exemplo de França ou Alemanha, que combina um sistema de ajudas familiares com a redução de impostos para declarações conjuntas.
Na América, perante a evidente relação entre famílias rompidas, ausência da figura paterna e índices de criminalidade, produziu-se uma mudança de atitude que inspirou um apoio de todos os partidos às iniciativas em favor do matrimônio. As estatísticas recentes mostram que estas medidas começaram a evitar o declive da família. E entretanto, na Grã Bretanha, parece existir um consenso de todos os partidos para silenciar a "palavra M".



Fonte da foto: http://centelhasdeinfinito.blogs.sapo.pt

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Bom dia
Quero começar essa semana propondo um pensamento:


"A verdadeira grandeza cristã não consiste em dominar, mas em servir" (Papa Bento XVI)
Paz e bem
Ecclesiae Dei

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Convite - conheça esses blogs

Convite





Com grande alegria convido o querido leitor a conhecer dois blogs - se já não os conhece.
Nesses blogs, de profunda e bela missão, passo a participar como colaborador.


Estarei, pela graça de Deus, contribuindo com ambos, e o convido para visitar-nos lá também, e mandar-nos suas sugestões!!





Paz e bem!





João Batista
Ecclesiae Dei


http://ecclesiaedei.blogspot.com/





Suas sugestões, dúvidas e comentários são bem vindos: ecclesiaedei@gmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Por que ir a Igreja?

Por que ir a Igreja?



Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir a Igreja todos os domingos. " Eu tenho ido a Igreja por 30 anos", ele escreveu, " e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões." " Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum sequer deles... Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões! Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna "Cartas ao Editor", para prazer do Editor em Chefe do jornal.


Isto foi por semanas, recebendo e publicando cartas no assunto, até que alguém escreveu este argumento: " Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eu sei ... Todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido a Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria hoje morto espiritualmente." Quando a gente está resumido a NADA... DEUS está POR CIMA DE TUDO! Fé vê o invisível, acredita no inacreditável, e recebe o impossível! Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual!"



Desconheço o autor.



Fonte Paróquia N. Senhora das Graças http://www.pnsg.org.br/igreja.html

domingo, 25 de novembro de 2007

VIA-SACRA DOS INOCENTES

Será que ainda dá para pensar em aborto? Para ler, chorar, e encaminhar aos que ainda têm dúvidas...

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VIA-SACRA DOS INOCENTES





1. Condenação:


Eu fui condenado à morte antes de ter nascido. A mim ninguém me deu amor, pois a mim ninguém me quer.





2. Jesus com a Cruz:


Carregaram-me com a maldição de ser indesejado.Todos me amaldiçoam, terei de ser "eliminado.”





3. Primeira Queda:


Eu sou um pecado, "uma queda". Ninguém pode ser obrigado a carregar o erro duma gravidez não desejada!





4. Encontro com a Mãe:


Quão doloroso, Senhor, foi o Teu encontro!Eu... eu não tenho mãe, que me encontre e chore!Eu estou encarcerado no ventre de uma mulher que me manda matar!





5. O Cirineu.


Alguém ajudou-te a levar a Cruz. A mim... a mim, ninguém me ajuda!O médico dará à mulher um narcótico para que ela não sofra quando eu sofrera morte.




6. A Verônica:


Ó, quem me dera uma Verônica que me consolasse na minha condenação!Ninguém sabe da minha situação!A "lei" cala os próprios cristãos!




7. Segunda Queda:


É fácil mandar me matar enquanto sou pequeno!Meu pai faz cálculos: quanto vou lhe custar?Minha morte sai mais "barato"!Daí tenho que morrer!




8. As mulheres:


De que Te serviram, Senhor, as lágrimas das mulheres?Não puderam impedir a Tua morte!De que me valem as "leis"?"Legalizam" a minha morte!




9. Terceira Queda:


A queda é fatal: eu tenho que morrer!Estão confirmados os cálculos: não há um pedacinho de pão para mim neste Vale de Lágrimas. Tenho que morrer!




10. Jesus despido:


A Ti despiram-Te dos vestidos. Eu nunca tive um vestido! Apenas a minha pele. Mas, mesmo assim... agarram-me com segurança!




11. Crucificação


A Ti pregaram-Te numa Cruz. A mim partem-me em pedaços. E também "contam todos os pedacinhos..." para terem a certeza de que a mãe não fica com infecção.




12. Morte na Cruz


Tu morres. Eu também. Tu és inocente. Eu também. Lembra-Te de mim, quando entrares no Teu Reino, no Teu Reino de Vida Eterna.




13. Descido da Cruz:


Morto, pudeste repousar no regaço de quem nasceste. Mas a mim renovam-me apenas a maldição... Porque serei uma carga a pesar na consciência!




14. No túmulo


A Ti ofereceram um túmulo. A mim apenas o monturo de lixo! Lá esperarei o juízo final, quando terei de fazer o meu depoimento contra os "meus pais".\




Richard Thaimann


Texto: Recebido por e-mail do grupo Mensagens Cristãs: msg_crist@hotmail.com


sábado, 24 de novembro de 2007

A Riqueza da Igreja

A Riqueza da Igreja


Esse livro "Porque sou católico" do Prof. Felipe Aquino, deveria ser lido e relido por todo católico que assume e ama sua religião... e também por aqueles que não a conhecem...


Segue um trecho, a respeito da riqueza do Vaticano.


Paz e Bem!! Bom Fim de semana.


Ecclesiae Dei

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Muito se fala sobre a riqueza da Igreja, o ouro do Vaticano, etc.


A Igreja, sendo, também, uma Instituição humana, incumbida por Jesus para levar a salvação a todos os homens, precisa evidentemente de um “corpo material”, sem o que não pode cumprir a sua missão em toda a terra.


A palavra Católica quer dizer universal. Qualquer instituição que esteja em várias nações precisa de meios materiais para isto. O Papa é o único chefe de Estado que tem filhos em todos os cantos da Terra, falando todas as línguas. No último Concílio, o do Vaticano II, o Papa João XXIII reuniu cerca de 2600 de todas as nações, no Vaticano, durante 3 anos… Que chefe de Estado faz isto?


Desde 1870, quando a guerra de unificação da Itália tomou, à força, as terras da Igreja, até o fim da chamada Questão Romana (11/02/1929), os Papas se consideraram prisioneiros no Vaticano, por cerca de 60 anos. Esse período foi de relacionamento difícil entre a Igreja e o governo Italiano.


Apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, Pio IX (1846-1878), Leão XIII (1878-1903), São Pio X (1903-1914), Bento XV(1914-1922) e Pio XI (1922-1939), julgaram que não podiam abrir mão da soberania territorial da Igreja em relação às demais nações, com direito a um território próprio, ainda que muito pequeno, a fim de que tivesse condições de cumprir a missão que Cristo lhe deu.


Benito Mussolini, o chefe do Governo italiano, em 1929, percebeu a grande conveniência política de conciliar a ltália com o Vaticano. As negociações levaram dois anos e meio, terminando com a assinatura do Tratado do Latrão aos 11/02/1929, que encerrava sessenta anos de disputas entre o Vaticano e o governo da Itália.


A cidade do Vaticano, geograficamente situada dentro de Roma, é mínima territorialmente. Quando começou a discussão da Questão Romana, muitos diziam que em caso da restauração da soberania temporal da Igreja, ela deveria ter apenas um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 Km2); ora, o Estado Pontifício renasceu com apenas 0,44 Km2 que tem hoje o Vaticano. Esse território é apenas uma carcaça, um pequeno corpo, onde a alma da Igreja possa viver.


Os objetos contidos no Museu do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Papas por cristãos honestos e fiéis, e pertencem ao patrimônio da humanidade; os Papas não vêem motivo para não conservar esse acervo cultural muito importante. Não é a pura venda desses objetos, de muito valor para todos os cristãos, que resolveria o problema da miséria do mundo. Será que a rainha da Inglaterra aceitaria vender o museu de Londres, ou o presidente da França vender o Louvre?…


Não há motivo, portanto, para se falar, maldosamente, da “riqueza do Vaticano”. Podemos até dizer que a Igreja foi rica no passado, antes de 1870, mas hoje não.
Qualquer chefe de Estado de qualquer pequeno país tem à sua disposição, no mínimo um avião. Nem isso o Papa tem.


É inegável, que a Igreja cresceu em espiritualidade depois que perdeu o grande poder temporal que o Estado Pontifício antigo lhe dava. Os últimos papas, a partir de 1870, foram homens santos, que entregaram a vida pela Igreja, sem limites. Pio IX (Beato), Leão XIII, S. Pio X, Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII (Beato), Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, foram grandes homens, exemplos para o mundo todo.


O Vaticano tem um órgão encarregado da caridade do Papa, o Cor Unum. No final de cada ano é publicada no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, a longa lista de doações que o Papa faz a todas as nações do mundo, inclusive o Brasil, especialmente para vencer as flagelações da seca, fome, terremotos, etc. É uma longa lista de doações que o Papa faz com o chamado óbulo de São Pedro, arrecadado dos fiéis católicos do mundo todo.


A Igreja Católica nesses dois mil anos sempre fez e fomentou a caridade. Muitos hospitais, sanatórios, leprosários, asilos, albergues, etc., são e foram mantidos pela Igreja em todo o mundo. Quantos santos e santas, freiras e sacerdotes, leigos e leigas, passaram a sua vida fazendo a caridade… Basta lembrar aqui alguns nomes: São Vicente de Paulo, D. Bosco, São Camilo de Lelis, Madre Teresa de Calcutá… a lista é enorme!


E os bens da Santa Sé?



A Santa Sé, além do território de 0,44 Km quadrados, correspondente ao Estado do Vaticano, possui dois tipos de bens imóveis em Roma: 1 - as que gozam de estatuto próprio definido pelo Tratado de Latrão, em 1929; e 2 - as que estão sujeitas ao Estado italiano para fins de impostos e taxas.


Isto é o que restou de todo o antigo Estado Pontifício que cobria boa parte da Itália. Sem isto os orgãos da Igreja não têm como funcionar.


Mas a Igreja é muito rica sim, espiritulamente. Na verdade ela é rica desde a sua origem, porque o seu Criador é o próprio Deus; é Dele que vem toda a sua riqueza. Ela é o próprio Corpo de Cristo (1Cor 12,27). Ela é rica também, porque é a “Igreja dos Santos”, como disse George Bernanos. Os Santos são a sua grande riqueza, como que reprodução do próprio Cristo.
Ela é a Igreja de Pedro de Cafarnaum, que deixou as redes para seguir o Senhor e morreu de cabeça para baixo, sob Nero, por amor a ela; é a Igreja de Paulo de Tarso, que rodou o mundo até Roma, para ali ser martirizado por ela.


Ela é a Igreja dos Santos Apóstolos, revestidos do próprio Cristo, um a um martirizados pela sua fidelidade ao Senhor… Ela é a Igreja dos Santos Inocentes que, ainda na tenra idade, derramaram o seu sangue inocente pelo menino Deus… Ela é a rica Igreja dos Santos Padres: Agostinho de Hipona, que enfrentou o pelagianismo, o arianismo e o maniqueísmo; Atanásio, que enfrentou o arianismo; Irineu, que enfrentou o gnosticismo; Inácio de Antioquia, que enfrentou os leões; Policarpo de Esmirna, que enfrentou a fogueira,…Tomás de Aquino, que escreveu a Suma-Teológica e transformou a Filosofia; Teresa D’Avila e João da Cruz, que reformaram os Carmelos masculino e feminino; Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o latim; Basílio, Gregório de Nissa, Gregório de Nazianzo, Afonso de Ligório, Francisco de Assis, João Bosco, e tantos outros que mudaram a face da terra…


Sim, é uma Igreja riquíssima! Ela é a Igreja daqueles que, de tanto amor por ela, derramaram o seu sangue nas arenas romanas, nas espadas dos imperadores, nos cárceres comunistas e nazistas… Pedro, Paulo, Tiago,… Inácio de Antioquia, Policarpo, Sebastião, Perpétua, Felicidade, Cecília,… Maximiliano Kolbe,… e tantos outros gigantes que fizeram do seu sangue “a semente de novos cristãos” (Tertuliano, †220).


Ela é a Igreja das belas ordens religiosas de Bento, Domingos, Agostinho, Benedito, Francisco, Inácio de Loyola, Camilo de Lélis, D.Bosco …


Ela é a Igreja das Santas Virgens: Maria, Ana, Inez, Cecília, Luzia, Teresinha, Mazzarello, Clara de Assis,… que formam um verdadeiro exército de Esposas do Senhor.
Sim, é uma Igreja riquíssima !


Além de ser a rica Igreja dos Santos, dos Profetas, dos Mártires, dos Apóstolos, das Virgens, dos Confessores… é também a Igreja dos Papas. É a Igreja de João Paulo I com o seu sorriso inesquecível; de João XXIII, do Concílio Vaticano II, de Paulo VI com o seu apaixonado amor à Igreja; de Gregório, que a posteridade chamou de Magno, e que criou o canto que recebeu o seu nome.


Ela é a grande e rica Igreja de Leão Magno, detendo as grandes heresias às portas da Igreja, enfrentando os bárbaros Átila e Genserico às portas de Roma. É a Casa de Pedro, que é o princípio de tudo e a Pedra sobre a qual os outros se sucederam. É a Igreja dessa cadeia viva e ininterrupta de 265 Pontífices, o “doce Cristo na Terra”, como dizia S. Catarina de Sena.


Todos os Santos se inclinaram diante do Papa, e nenhum foi nada sem ele. Paulo, o apóstolo dos gentios, foi ao encontro de Pedro; Francisco, o enamorado da Pobreza, ajoelhou-se diante de Inocêncio III; Teresinha suplicou a Leão XIII que a deixasse entrar no Carmelo aos quinze anos …


Que outra Igreja teve um Pio IX que proclamou Maria Imaculada; e José, Padroeiro Universal da Igreja? Que outra Igreja tem um João Paulo II, filho de operário, operário, ator de teatro, esquiador, sacerdote, poliglota, bispo, diplomata, cardeal - Cardeal da Igreja do Silêncio e da Polônia Mártir?


A Igreja é riquíssima, de fato, pois é a Igreja dos Santos e dos Papas.


É a Igreja dos Sacramentos que o Senhor derramou do seu Coração ferido pela lança no alto da Cruz. É a Igreja da salvação universal de todos os homens… É a barca de Pedro que salva do dilúvio do pecado!


Esta é a verdadeira fortuna da Igreja, acumulada no sangue dos Mártires, na fidelidade dos Confessores, na riqueza dos Padres, no discernimento dos Doutores, na pureza das Virgens, no sangue dos Inocentes, na palavra dos Apóstolos e Profetas, no zelo dos Patriarcas, na lei dos Profetas e na infalibilidade dos Papas. Sim, é riquíssima!…

DO LIVRO: PORQUE SOU CATÓLICO
PROF FELIPE AQUINO -http://www.cleofas.com.br/

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Leitor pergunta posição da Igreja sobre avó que "emprestou" útero
Por Silvio L. Medeiros


Face as últimas notícias de que uma avó "emprestou" seu útero para que sua filha se tornasse mãe, uma vez que essa não podia engravidar, pergunto: qual a posição da Igreja sobre esse assunto?

Quais documentos do Papa regula essa matéria?

Desde já, agradeço por sua atenção. Que Deus os abençõe sempre, e que N.Sª Aparecida seja intercessora perene por toda sua família, diante de Seu Filho.


Olá caríssimo sr. Luiz Vicente. Agradecemos o contato e a confiança em nosso apostolado enquanto desejamos toda a paz que procede da parte de Nosso Senhor. Vossa pergunta é pertinente para um assunto que ainda gera muita dúvida entre os católicos e as pessoas de boa vontade em geral.


A posição da Igreja sobre este assunto nos é ditada pela moral, que sempre nos orienta a fazer o bem e a evitar o mal. Este caso é claramente imoral por se tratar de uma inseminação artificial, sempre ilícita e anti-natural já que se trata de uma dissociação do ato reprodutivo com o ato unitivo (próprios da relação sexual), seguida dos gravíssimos atos de manipulação de embriões que sempre acabam destruindo muitos conceptos e da implantação num útero que não pertencente a verdadeira mãe.É o eterno dilema entre o "poder" e o "dever"; nem tudo que se pode fazer, deve-se fazer.
A natureza humana precisa ser respeitada desde seu início sem violações e intervenções como esta que coloca em risco nossa própria dignidade; devemos ser frutos de uma relação sexual, de uma entrega mútua de amor entre nossos pais como dom supremo de um compromisso que dilatou as portas de seus corações. Imagine agora a mente e a afetividade dessa criança quando tiver sua capacidade intelectual formada: saber-se gerado no ventre de sua avó, selecionado num laboratório e fecundado por mãos estranhas a vista de um microscópio. Temos o direito de fazer isso? Temos o direito de "fazer" filhos como se fosse um produto a ser encomendado e dispor de sua vida como fazemos com um objeto? Claro que não.
Existem vários parágrafos muito esclarecedores dedicados a este assunto no Catecismo da Igreja Católica, dos quais destacamos alguns abaixo:2376 – As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas.
Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem “o direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro” (CDF, instr. DV, 2,1).2377 – Praticadas entre o casal, essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador.
O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que “remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Uma tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos” (CDF, instr. DV, II,741,5). “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos... Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (CDF, instr. DV, II,4).2378 - O filho não é algo devido, mas um dom. O "dom mais excelente do matrimônio" e uma pessoa humana.
O filho não pode ser considerado corno objeto de propriedade, a que conduziria o reconhecimento de um pretenso "direito ao filho". Nesse campo, somente o filho possui verdadeiros direitos: o "de ser o fruto do ato específico do amor conjugal de seus pais, e também o direito de ser respeitado como pessoa desde o momento de sua concepção".2379 - O Evangelho mostra que a esterilidade física não é um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos legítimos da medicina, sofrerem de infantilidade unir-se-ão à Cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual. Podem mostrar sua generosidade adotando crianças desamparadas ou prestando relevantes serviços em favor do próximo.


Indicamos também a leitura de outros artigos sobre o mesma tema no caso de maior desejo por aprofundamento:




Em Cristo Jesus, esperamos ter sido úteis.


Para citar este artigo:


MEDEIROS, Silvio L. Apostolado Veritatis Splendor: Leitor pergunta posição da Igreja sobre avó que "emprestou" útero . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4626. Desde 21/11/2007.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Um Deus com rosto de Pai!

Recebi esse texto de uma amiga e leitora do blog... vale a pena ler.




Paz e Bem!


Ecclesiae Dei




*********************




Um Deus com rosto de Pai!





Deus diz ao homem:


- Olhe, eu fui o primeiro a amar você. Você não estava no mundo. O mundo não existia, e eu já o amava. Eu amo você desde que sou Deus. Amo você, e desde que amei a mim mesmo, amei também você? (Santo Afonso).



Deus é Pai! Esta é a grande verdade de fé trazida pelo Cristianismo e destinada a mim e a você! Muitas vezes e dos mais variados modos a vida, a natureza, as pessoas nos convidam a contemplar o rosto do Pai Eterno, para sermos neste mundo a face do Amor. Há todos os instantes somos amados, compreendidos, bem quistos, cuidados e guardados pelo Pai do céu, não obstante as dificuldades que permeiam o nosso cotidiano.



Mas o que vem à nossa memória quando chamamos Deus de Pai? Será que Ele é igual ao pai terreno? Será que fica próximo de nós quando o invocamos? Então onde estava Deus no campo de concentração de Auschwitz na Alemanha? Onde se encontrava o Deus Todo-Poderoso, quando a bomba-atômica destruiu as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki? Estaria ele passeando pelo Jardim no dia onze de setembro, no momento em que as torres gêmeas do World Trade Center foram atacadas por aviões, em comando de terroristas? Por onde estaria Deus no dia 17 de julho quando o avião da TAM derrapou nas pistas do aeroporto de Congonhas matando 199 pessoas? No céu? No vôo 3054 ou no sofrimento de cada vítima?




Diante de tamanhas atrocidades, carnificinas, fome, miséria e acidentes sem proporções, vêm à tona as questões: De fato, Deus é Pai? Podemos ainda contar com o seu auxílio?



Somente ao adentramos na realidade da fé é que descobrimos o rosto amoroso do Pai Eterno. Sua presença nos envolve e nos acalenta. Do Pai viemos, Nele somos e existimos e para Ele haveremos de voltar. Nossa vida só tem sentido à medida que nos entregamos a Deus como ?Aquele que nos ama?. No entanto, fomos criados dentro de uma cultura segundo a qual a imagem paterna passou por processos de declive. Por outro lado, também crescemos imaginando um Deus que tinha a obrigação de intervir em todos os momentos necessários. Às vezes a imagem criada parecia muito mais com um super-herói de Hollywood, do que o Deus que Jesus nos apresentou por meio de sua prática (vida) e prédica (palavras).



No Novo Testamento Jesus se relaciona e, por conseguinte anuncia um Deus totalmente diferente daquilo que já havia sido proclamado, chamando-O de Pai! (Cf. Mc 14,36). Dia após dia, por meio de atitudes e palavras, Jesus revela na Sua pessoa a face do Amor de Deus. Trata-se, de uma gratuidade amorosa, capaz de amar quem não merece, mas é digno de ser amado. Um Amor que se faz força no sofrimento e presença defronte as perguntas dolorosas da existência.



Muitos ainda não compreenderam quão grande é o amor do Pai Eterno. Basta olhar na atualidade e reconhecer nela o perene vazio existencial. Sem sombra de dúvidas, podemos afirmar que no mais íntimo do coração humano existe um vazio, uma lacuna que nada nem ninguém pode preencher, exceto o Deus Pai e Amor! Justamente por isso, aumenta, de forma acelerada, o número de pessoas que sofrem de depressão, de doenças físicas e psíquicas, de problemas familiares e pessoais por que se encontram vazias de Deus e, obviamente, vazias de si.



(...) Somos convidados a acolher o presente que Deus nos confiou desde a eternidade! Deixemos de escutar um pouco as vozes do mercado, para ouvirmos, em primeiro lugar, a voz do Pai que continua a ressoar em nossos corações: ?Eu amo você!? É um tratado de amor entre a terra e o céu! Um Amor que atua na sutileza da história e não em fatos mirabolantes.




Deus continua agindo e curando a ferida do mundo. A minha e a sua também! Olhemos para os olhos do Pai e contemplemos Nele o fundamento da nossa vida. Permitamos que a existência se torne a expressão mais bela e fecunda do Amor de Deus por nós. Abramos o nosso coração para que o Pai firme morada em nosso ser.




Não tenhamos medo de abrir as portas a Ele. Deus não nos tira nada, não nos obriga a fazer coisa alguma, pelo contrário, nos concede tudo àquilo que ora necessitamos: paz, alegria, fortaleza, bondade, paciência, humildade. O restante é acréscimo. No coração de Deus os problemas e as dificuldades do cotidiano se convertem em atos de fé, caridade e esperança, passando a fazer parte de uma única e mesma vida, ou seja, a nossa história na história do Pai Eterno e a história do Pai Eterno em nossa história!



Vale ainda ressaltar que tanto consciente quanto inconscientemente somos capazes de evitar o amor do Pai. Neste sentido, é possível dizer que a nossa maior escravidão não é e nunca foi o pecado. Nossa grande prisão está em negar o amor de Deus ao fugir de Alguém que faz tudo pela nossa felicidade. Distantes do rosto do Pai a vida perde valor e a existência perde sentido. Longe de Deus nada vale, nada serve. Não somos nada distantes do Pai!


Portanto, voltemos à casa do Amor onde somos amados e tratados como!



Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.Ss.R.



Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano...................................................................................


Artigo do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno - http://blog.paieterno.com.br/


Entendendo o lobby do aborto no Brasil



Quer entender melhor a ânsia que estamos vendo do mundo liberar o aborto?


Leia o texto abaixo, bem esclarecedor...






Por Jorge Serrão




Os ingleses vão, literalmente, investir na campanha internacional para a aprovação do aborto em países subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil. O governo britânico promete subvencionar com 10 milhões de libras (146 milhões de Euros) o Fundo de População das Nações Unidas contra “gravidez indesejada”.




Por trás dos pretextos de proteger a saúde e do direito de liberdade de escolha da mulher, esconde-se o lucrativo negócio do incentivo ao aborto em países miseráveis e ignorantes, para que uma ONG inglesa e seus parceiros locais faturem alto com as cirurgias e com a coleta de material para futuras pesquisas com células tronco.




A subvenção inglesa não vem de graça. A grande interessada no lucrativo negócio abortista é a ONG britânica International Planned Parenthood Federation. A IPPF é a primeira e principal entidade promotora do aborto no mundo. Na década de 70, liderou o grande lobby político que levou os legisladores dos Estados Unidos da América a flexibilizarem a permissão legal para o aborto, em 1973. A IPPF administra clínicas abortistas legalizadas.




O Brasil é considerado um “importante mercado” para a ONG inglesa. No País, embora a legislação proíba, ocorrem mais de 1 milhão de abortos induzidos por ano, praticados por mulheres de 15 a 49 anos.A ignorância sobre meios para se prevenir uma gravidez é prática e objetiva. Mas o jogo econômico do lobby abortista é pesado. Só no ano passado, o UNFPA da ONU recebeu US$ 360 milhões de dólares. A grana foi procedente de 180 países. Foi um ingresso de recursos recorde na história do “fundo humanitário” (que, no fundo, joga contra a vida, ao incentivar o aborto).




Agora, com a injeção dos 146 milhões de Euros do Reino Unido, o Fundo e seus parceiros diretos se converterão nas principais entidades que intervêm na saúde reprodutiva mundial – principalmente promovendo campanhas em favor do aborto provocado.Agentes inconscientes defendem a descriminalização do aborto como bandeira ideológica de libertação da mulher. Mas os agentes conscientes do lobby inglês – como o ministro da Saúde, José Gomes Temporão – jogam os números para convencer a platéia. Alegam que pelo menos 20% das mulheres que induziram um aborto tiveram que ser hospitalizadas em conseqüência de complicações.




O Sistema de Informações Hospitalares do Data SUS registra uma média anual de 250 mil internações provocadas por abortos. No Brasil, em 2005, era de 2,73 a taxa anual de abortamentos induzidos por cada grupo de 100 mulheres na faixa etária de 15 a 49 anos. Os números são do Alan Guttmacher Institute.




Ao ser lançada a Política Nacional de Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, em 22 de março de 2005, a agência de notícias do Ministério da Saúde afirmou: “Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde), no Brasil, 31% das gravidezes terminam em abortamento”.




Mas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil adverte: “Os números que vêm sendo utilizados pelo Governo Federal em sua campanha pela legalização do aborto no país são inadequados, pois misturam abortos espontâneos com provocados, realidades inteiramente distintas e inassimiláveis tanto do ponto de vista jurídico, como ético, moral e médico; além disso, não são confiáveis, pois não explicitam a base estatística, sendo já conhecidos e documentados casos anteriores de indevida e desautorizada utilização do nome da OMS – Organização Mundial da Saúde na campanha abortista”




No governo petista, vigora o documento Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Este Plano de Ação 2004 – 2007, elaborado pelo Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde se apresenta com o objetivo específico de “Promover a Atenção Obstétrica e Neonatal Qualificada e Humanizada, Incluindo a Assistência ao Abortamento Em Condições Inseguras, para Mulheres e Adolescentes”.




Em tese, o governo mostra preocupação e reconhece a gravidade dos riscos associados ao abortamento. Mas, na prática, o lobby para praticar o “aborto seguro e legal” é da IPPF inglesa – que deseja assumir o lucrativo negócio no Brasil.




Fonte: Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Templos episcopais

Curiosidades católicas!

Uma boa semana a todos!!


Paz e bem

Ecclesiae Dei

Os templos católicos subdividem-se em subcategorias distintas e, conforme as suas características e peculiariedades é podemos determinar a categoria em que cada um deles está enquadrado, conforme veremos a seguir:


1. Basílica - Igreja de grande porte, privilegiada com relíquias de um ou mais santos, e que possua grande influência sobre determinada região geográfica ou país e seu acentuado caráter espiritual que exerce sobre religiosos e leigos de uma jurisdição eclesiástica. A Basílica de São Pedro, por exemplo, reúne estas condições e possui condição ímpar, uma vez que o Papa, como chefe da Igreja, exerce pleno poder e jurisdição eclesiástica sobre todo o mundo católico.


2. Catedral - É a Igreja episcopal, cujo dirigente maior é o Bispo que exerce sobre os Párocos das igrejas de sua diocese, repassando, com sua autoridade eclesiástica, as diretrizes firmadas pelo Papa. Nas catedrais é que são sepultados os bispos de uma determinada Diocese e esta é a condição para que uma igreja seja designada "Catedral".


3. Igreja - É um templo católico, normalmente, com qualidade de Paróquia, onde o Vigário e/ou Pároco, exercendo sua autoridade religiosa, confirma e repassa as instruções episcopais aos religiosos ou fiéis que estão sob sua jurisdição eclesiástica.


4. Capela - Templo católico que comporta, normalmente, só um altar, caracterizada pela sua modesta estrutura física, onde o padre exerce suas funções, normalmente de forma itinerante, estando subordinada e pertencendo a determinada paróquia.


5. Santuário - Igreja ou paróquia digna de apreço pelas relíquias que contém, normalmente do padroeiro de uma cidade ou Estado, pela afluência de devotos ou sinais visíveis de grandes graças daí obtidas.


Fonte: Página Oriente


sábado, 17 de novembro de 2007

COMO NASCEU O DOMINGO

COMO NASCEU O DOMINGO

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM

Geralmente, quando morre uma pessoa muito querida (sobretudo quando é da família), de repente, dois ou três dias depois, bate na gente uma profunda saudade... E dá uma vontade louca de visitar a sepultura daquela pessoa. E a gente vai, leva flores, faz orações, chora. Foi o que aconteceu comigo quando faleceu minha irmã e, logo depois, minha mãe.



Foi o que aconteceu quando Jesus morreu. Três dias depois – era o primeiro dia da semana –, Maria Madalena e outras mulheres foram bem cedinho fazer uma visita à sepultura de Jesus. Ao chegarem lá, um imenso susto!... Encontraram a sepultura aberta! Vazia! (cf. Mt 28,1-7; Mc 16,1-7; Lc 24,1-8; Jo 20,1-2.11-13). Apavoradas, não contém as lágrimas. Ali mesmo, de repente elas têm uma visão, avisando que Jesus ressuscitou... E Jesus mesmo logo aparece, e fala com Maria Madalena e as outras mulheres (cf. Jo 20,14-17; Mt 28,8-10; Mc 16,8; Lc 24,9-11).




Elas, então, saem correndo a avisar: "Vimos o Senhor! Ele está vivo! Ele falou com a gente!". João e Pedro vão correndo ver a sepultura, e constatam: Realmente, aconteceu como as mulheres disseram. E se fosse só isso! Jesus também aparece e conversa com dois discípulos a caminho de Emaús (cf. Lc 24,13-35), aparece e conversa com os apóstolos escondidos numa sala de jantar, falando-lhes de paz, dando-lhes o Espírito Santo e ordenando-lhes a anunciar a notícia por todos os cantos da terra (cf. At 1,4-8; Mc 16,14-18; Lc 24,36-48; Jo 20,19-25).



Numa palavra, tudo isso deve ter causado um grande alvoroço... Era até difícil acreditar!... O luto e a tristeza pela morte do Senhor, o desânimo, a frustração, a sensação de derrota amargando a vida, de repente são substituídos por uma imensa alegria, um intenso júbilo, um saboroso gosto de vitória... Jesus está vivo! Ressuscitou!



Agora vejam: Tudo isso aconteceu no "primeiro dia da semana" (Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1.13; Jo 20,1.19)! Naquele tempo, entre os judeus, a semana começava com o dia seguinte após o sábado. Jesus morreu no sexto dia (para nós hoje: sexta-feira) e passou o sábado (sétimo e último dia) na sepultura... E foi precisamente a partir do seguinte, o “primeiro dia da semana”, que os discípulos e discípulas sentiram que tudo se renovou... A partir deste dia a Vida foi sentida como mais forte do que a morte.



Por isso, por ser o “primeiro dia da semana”, este dia passou a ter para os cristãos um sentido simbólico especialmente profundo. Primeiro, porque ele nos lembra o início da criação do mundo. A saber, foi nesse "primeiro dia" que Deus deu início à criação. E fazendo o que? Criando o sol (cf. Gn 1,3-5)! Agora, com o despontar do novo Sol na pessoa do Ressuscitado, esse mesmo dia (o "primeiro da semana"), passou a ser o dia da Nova Criação, o dia do começo da Nova Vida para Jesus e sua Comunidade.



O "primeiro dia da semana" se tornou, para os cristãos, o dia memorável, inesquecível. O dia mais importante da semana! Precisamente por causa da impressionante vitória da Ressurreição. Tanto que até deram um nome a este dia. Passaram a chamá-lo de dia do Senhor (cf. Ap 1,10). Em latim: dies dominica, de onde vem a palavra “domingo”: Assim surgiu o “domingo”, que significa exatamente isso: "dia do Senhor".



Neste dia, passando da morte para a vida, Cristo se tornou "o Senhor dos vivos e dos mortos" (Rm 14,9). Ninguém mais domina sobre Ele. Ele é o Senhor... (cf. Fl 2,9-11). Por isso que o primeiro dia da semana agora é d'Ele, do Senhor, é Domingo. Mais que isso, podemos até dizer que Domingo é Ele mesmo. Pois, como vencedor das trevas do pecado e da morte, Ele agora é o Dia que não tem fim, o Primeiro Dia, o Senhor dos dias... O primeiro dia da semana agora é do Senhor, é Domingo, porque, neste dia, Cristo vem como o Senhor dos dias, o Primeiro, a Luz que nunca mais se apaga, o Sol que não conhece ocaso.




adorar imagem?


Até aonde é pecado e aonde está escrito na biblia que adorar imagem é pecado?


No livro do Êxodo 20,4-5 Deus parece proibir o uso de imagens. Mas porquê essa proibição?


Porque podiam ser ocasião a que o povo de Israel as adorassem, como faziam os povos vizinhos dados à idolatria. Os israelitas tendiam a imitar gestos religiosos pagãos e, por isso, muitas vezes cairam na idolatria. Deus queria incutir o conceito de Javé, mostrando que o Senhor era diferente dos deuses dos outros povos.


Tomadas as cautelas contra o perigo da idolatria, Deus não somente permitiu, mas até mandou que se fizessem imagens sagradas. Veja:* Ex 25,17-22 - Deus manda Moisés colocar 2 querubins de ouro na Arca da Aiança, onde Javé falava com seu povo.* 1Rs 6,23-28 - No Templo construído por Salomão foram colocados querubins de madeira junto à Arca da Aliança. E as paredes do templo tinha imagens de querubins. Tudo feito com ordem de Deus, conforme vemos em 1Cr 22,6-13, e em Ex 31,1-11.*


1Rs 7,25.29 - No Templo de Salomão havia também bois de metal, leões, touros e querubins.* Nm 21,8-9 - Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze, e quem olhasse para ela seria salvo. No século III, encontramos sinagogas da Palestina com pinturas e figuras humanas. A sinagoga de Dura-Europos, na Babilônia, tinha a representação de Moisés, Abraão e outros.


As antigas catacumbas cristãs apresentavam imagens bíblicas. Noé salvo do diluvio, Daniel na cova dos leões, o Peixe que simbolizava o Cristo e muitas outras.


A veneração que a Igreja presta às imagens, só é válida na medida em que é oferecida indiretamente àqueles que as imagens representam.


Veja alguns depoimentos sobre o uso das imagens:


- "Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, por essa imagem, a quem se dirige as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os iletrados. Por essas imagens, aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler" (Papa São Gregório Magno).


- "Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais. Uma veneração respeitosa sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus." (Concílio de Nicéia II).


- "Ninguém há tão simples e iletrado que possa desculpar-se de não saber como viver retamente, quando tem diante de si na imagem do Crucificado, um livro ilustrado, escrito, de forma clara e legível, em que todas as virtudes são aprovadas e todos os vícios reprovados." (Jean Gerson).


- "Outrora Deus invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o "visível" de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria." (ib I.16).


Fonte: Editora Cléofas: http://www.cleofas.com.br/

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Consagração ao Imaculado Coração de Maria



Sede Bendita acima de todas as criaturas. Vós, serva do Senhor, que mais plenamente obedeceis a este divino apelo!



Sede louvada, vós que estais inteiramente unida a consagração redentora do vosso Filho!

Mãe da Igreja iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade!



Ajudai-nos a viver, com toda a verdade, da consagração de Cristo pela inteira família humana, no mundo contemporâneo.



Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração em favor do mundo, depositando-a no vosso Coração materno



Ó CORAÇÃO IMACULADO!

Ajudai-nos a vencer a ameaça do mal! que tão facilmente se enraiza nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a nossa época e parece fechar os caminhos futuros.



Da fome e da guerra, livrai-nos!

Da guerra nuclear, de uma auto destruição e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!

Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!

Da facilidade de calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!

Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!



Acolhei ó Mãe de Deus, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens, carregado do sofrimento de sociedades inteiras!



Que se revele, uma vez mais, na história do mundo, a força infinita do Amor Misericordioso! Que ele detenha o mal!

Que ele transforme as consciências!

Que se manifeste para todos, no vosso Coração Imaculado, a luz da esperança.


Amém!


João Paulo II

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sobre os padres Pedófilos

Recebi um e-mail de um leitor "ateu" com dúvidas sobre como a Igreja Católica via a pedofilia. Acho o texto do Prof. Felipe esclarece essa e outras dúvidas.
Boa leitura
Sobre os padres pedófilos
Por Prof. Felipe Aquino

No domingo (4 nov 07) à noite, a Rede Record de televisão colocou no ar uma matéria sobre os padres processados pela prática de pedofilia (sexo com crianças), no Brasil e no exterior. Alguns leitores me pediram que comentasse o assunto; por isso escrevo essa página.
Alertado por uma ouvinte, assisti o Programa da Record; numa primeira análise me pareceu autêntico, isto é, parece que nada foi forjado, e as entrevistas e testemunhos parecem ser verdadeiros, onde foram mostrados padres envolvidos com este tipo de crime. Foi colocado que o Vaticano não toma providências e que o então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, antigo auxiliar de João Paulo II, Prefeito da Sagrada Congregação da Fé, encobria os erros dos padres pedófilos.
Sabemos que isto não é verdade e que o Papa João Paulo II tomou medidas enérgicas contra esses sacerdotes culpados. Falando aos Bispos dos EUA em 2002, o Papa não se esquivou do problema; entre outras coisas disse aos Bispos em uma reunião no Vaticano: “Como vocês, também eu me entristeço profundamente pelo fato de que padres e religiosos, cuja vocação é ajudar as pessoas a viver vidas santas aos olhos de Deus, tenham, eles próprios, causado tanto sofrimento a jovens e tanto escândalo. Devido ao grande mal causado por alguns padres e religiosos, a própria Igreja está sendo vista com desconfiança, e muitos se ofendem com a maneira como se percebe que seus líderes agiram nesta questão. O abuso que provocou esta crise é errado, por qualquer critério usado, e é visto como crime pela sociedade, com razão; além disso, é um pecado hediondo aos olhos de Deus. Às vítimas e às famílias, estejam elas onde estiverem, expresso minha solidariedade e preocupação profundas.”
“É preciso que fique absolutamente claro aos fiéis católicos e à comunidade mais ampla que os bispos e superiores se preocupam, sobretudo, com o bem espiritual das almas. As pessoas devem saber que não existe, no sacerdócio e na vida religiosa, lugar para aqueles que querem prejudicar os jovens.”
Ao mesmo tempo o Vaticano tomou medidas para afastar os padres que cometem este pecado. Cabe agora ao Bispo de cada diocese tomar as medidas definidas pela Santa Sé.
O papa Bento XVI adotou uma postura ainda mais rígida sobre os casos de abuso sexual do que João Paulo II. Numa entrevista no Vaticano, em seguida, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Wilton Gregory, divulgou um documento com as conclusões da reunião.
Em resumo, a cúpula da Igreja americana vai ser muito mais severa na questão. Serão instalados processos especiais para a expulsão de padres cuja culpa em casos de violência sexual contra menores seja “notória”. O Cardeal-arcebispo de Washington, defendeu a política de tolerância zero e a expulsão sumária dos padres pedófilos. Também é a favor da denúncia dos casos de abuso sexual à polícia e à Justiça.
Philip Jenkins, professor de Estudos da Religião da Universidade Estadual da Pensilvânia, afirmou que “Os casos de pedofilia propriamente dita são poucos, mas isso poderia ser uma abertura para falar de outros assuntos complicados para a Igreja, como o homossexualismo, por exemplo” (Veja 02.05.2002 – Pedofilia ).
É claro que esta falta desses sacerdotes é muito grave e não tem justificativa, especialmente em se tratando de homens de Deus que devem levar a salvação às pessoas, e a Igreja precisa coibir cada vez mais, e rapidamente esses erros. E eu entendo que nós leigos devemos atuar com sabedoria, ao lado dos senhores bispos, para resolver esta questão.
O Pregador da Casa Pontifícia, o frei Raniero Cantalamessa, em 15/12/2006, pediu ao Papa Bento XVI que fosse celebrado um dia de penitências pelas vítimas de pedofilia, particularmente pelas crianças que tenham sido abusadas por sacerdotes. Ele disse:”A Igreja tem chorado e lamentado recentemente os abomináveis atos cometidos em seu seio por alguns de seus ministros e pastores. Pagou e instituiu regras rígidas para que os abusos não se repitam”.
(...)
Por outro lado é preciso lembrar que a pedofilia está longe de ser um problema só de alguns padres da Igreja Católica. Jael Savelli, em artigo no site www.midiasemmascara.org.br , “Pedofilia já! Enquanto ainda ‘estou com tudo em cima’”, em 14 de julho de 2007, revela em detalhes o pensamento do líder do movimento gay no Brasil, Luiz Mott, e suas simpatias pela pedofilia. Mott é decano do Movimento Homossexual no Brasil; fundador do Grupo Gay da Bahia.
Este é um exemplo de muitos casos de apoio à liberação da pedofilia, o que jamais a Igreja aceita. (Fonte: gaybrasil.com.br)
A Igreja tem arcado com as conseqüências dos atos pecaminosos de muitos padres. O padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse que o acordo entre a arquidiocese de Los Angeles e vítimas de abusos sexuais, envolvendo o valor recorde de 600 milhões de dólares, é uma tentativa de “fechar um capítulo doloroso e olhar para frente.” “A Igreja está acima de tudo claramente machucada pelo sofrimento das vítimas e de suas famílias, pelas profundas feridas causadas pelo grave e indesculpável comportamento de alguns de seus membros”.
(...)
Embora todos os casos de pedofilia sejam graves, não se pode generalizar o problema e dar a entender ao povo que é uma epidemia no clero da Igreja. Segundo o jornal ”La Stampa”, dos 150 mil sacerdotes e religiosos que serviram à Igreja Católica americana durante os anos 70 e 80, cerca de 500 foram acusados por pedofilia, o que representa 0,3% do clero do país. (Reuters, Por Philip Pullella, 17 Jul 2007)
Um estudo do Departamento de Saúde estima que em média 93.000 crianças sofram abuso sexual a cada ano nos Estados Unidos. Destas, metade é atacada pelos próprios pais. Os parentes próximos são responsáveis por outros 18% dos casos. Menos de 30% das pessoas que abusam de crianças travam contato com suas vítimas fora de casa. (idem)
O jornal “Folha de São Paulo”, em 08 fev 07, no artigo “Polícia da Áustria descobre rede global de pedofilia”, afirma que “Autoridades da Áustria anunciaram a descoberta de uma rede global de pornografia infantil envolvendo ao menos 2.361 suspeitos de 77 países, em uma operação precedentes na história criminal austríaca”.
De acordo com o ministro do Interior da Áustria, Günther Platter, estão sendo investigados, em seus respectivos países, 600 americanos, 400 alemães, mais de cem franceses.
Enfim, não tem cabimento e justificativa a prática de pedofilia pelo clero da Igreja, e esses homens devem deixar de imediato o exercício do sacerdócio; no entanto, não se pode generalizar o erro de 0,3% do clero, como se fosse algo epidêmico na Igreja.
Em contraste a tudo isto, vimos, por exemplo, no dia 28 de outubro 07, a beatificação de 498 mártires espanhóis no Vaticano, sendo que ao todo foram martirizados cerca de 7000 sacerdotes. Sobre isto a imprensa se cala e Rede Record não diz uma só palavra.
Já se tornou rotina alguns órgãos da imprensa colocarem uma enorme lente de aumento sobre os erros dos filhos da Igreja e não dizerem uma só palavra sobre as suas grandes obras em favor da humanidade.
Não fosse a Igreja Católica não teríamos a cultura e a civilização ocidental. Que esses tristes casos de pedofilia sirvam para que a Igreja melhore a formação dos sacerdotes, aprimore os Seminários e aumente a espiritualidade do clero.
O bom católico, de fé madura, não pode ficar desanimado, desconsolado, ou escandalizado com esses erros graves dos filhos da Igreja, mesmo sendo padres. Infelizmente sempre houve muitos erros e pecados por parte dos filhos da Igreja, mas o número de seus santos sempre foi muito maior.
Para cada padre acusado de pedofilia, podemos certamente mostrar mil outros que vivem com dignidade o seu ministério sacerdotal e que prestam relevantes serviços à Igreja e à humanidade. Não podemos ficar olhando para algumas manchas negras na vida da Igreja e esquecer a grande Luz com a qual ela sempre iluminou o mundo.
Como disse D. Estevão Bettencourt, “o ouro da Igreja muitas vezes passou por mãos impuras, mas sempre continuou sendo ouro”. Esses episódios de padres e leigos pedófilos, homossexuais, fornicadores, etc., não podem nos desanimar, ao contrário, deve ser um motivo a mais para trabalharmos para que o Reino de Cristo se instale neste mundo.
Data Publicação: 08/11/2007

AQUINO, Felipe. Apostolado Veritatis Splendor: Sobre os padres pedófilos. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4657. Desde 12/11/2007.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Pensamento...


"Ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo, porque, se vivemos, é para o Senhor que vivemos e, se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor" (Rm 14, 7-8).


Sabendo dessa verdade, o que estamos fazendo para Deus em nossas vidas?

Pensemos nessa semana!


Paz e bem


Ecclesiae Dei

sábado, 10 de novembro de 2007

A verdade sobre as beatificações de 28 de Outubro pelo Papa



Interessante esse texto, escrito por Antonio Socci, retirado do Site Cléofas. Apesar das críticas da revista Veja, que aponta que os beatificados pelo Papa Bento eram fascistas e que essa beatificação tinha cunho político, veja a verdade dessa história.




Paz e Bem


Ecclesiae Dei




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A lição de 28 de outubro por Antonio Socci




Em 28 de Outubro próximo no Vaticano serão beatificados 498 mártires da feroz perseguição religiosa na Espanha depois de 1931 e especialmente entre os anos de 1934 e 1936. Uma cerimônia de massa de tais proporções não tem precedente. João Paulo II havia começado beatificando em 1987 três freiras carmelitas que foram cruelmente massacradas pelas ruas de Madri. Depois papa Wojtyla celebrou outras onze cerimônias de beatificação num total de 465 mártires espanhóis. Domingo próximo serão declarados beatos 2 bispos, 24 padres, 462 religiosos e religiosas, 2 diáconos, 1 seminarista e 7 leigos, todos vítimas daquela perseguição.
Será a ocasição para conhecer uma das mais sanguinárias tempestades anti-cristãs desencadeadas na Europa de nosso tempo por obra dos revolucionários republicanos (uma mistura de comunismo, socialismo, anarquia e laicismo). “Jamais na história da Europa e talvez no mundo” escreveu Hugh Thomas “se viu um ódio assim obstinado pela religião e pelos seus homens”. Igrejas e conventos (com uma quantidade de obras de arte) foram incendiados e destruídos.
Em poucos meses foram assassinados 13 bispos, 4.184 sacerdotes e seminaristas, 2.365 religiosos, 283 freiras e um número incalculável de simples cristãos cuja única culpa era portar um crucifixo ao pescoço, ou ter um rosário no bolso, ou ter ido à missa, ou ter escondido um padre, ou ser mãe de um sacerdote como aconteceu com uma senhora que por esse motivo foi sufocada com um crucifixo cravado na garganta.Muitos bispos ou sacerdotes poderiam ter fugido, mas permaneceram em seu posto, mesmo sabendo o que lhes esperava, para não abandonar sua gente. Não marca somente a fúria com a qual se fez cruelmente suas vítimas, indefesas e inofensivas (por exemplo houve quem foi amarrado a um cadáver e deixado assim ao sol até à sua decomposição, vivo, com o morto).
Mas marca ainda mais a vontade de obter das vítimas a negação da fé ou a profanação dos sacramentos ou horríveis sacrilégios. Há nisso algo sobre que não se refletiu o bastante. Cito alguns exemplos. Os revolucionários decidiram que o pároco de Torrijos que se chamava Liberio Gonzales Nonvela, dada sua ardente fé, devesse morrer como Jesus. Assim ele foi desnudado e chicoteado de modo bestial. Depois se começou a crucificação, a coroação de espinhos, lhe deram a beber vinagre, por fim o mataram com um disparo enquanto ele abençoava seus algozes. Mas é significativo que estas pessoas, na precedência, lhes diziam, "blasfêmia e te perdoaremos". O sacerdote, cansado dos maus tratos, respondeu que era ele a perdoá-los e os abençoar. Mas deve ser sublinhada a vontade de obter deles uma traição da fé.
Também de outros sacerdotes pretendiam a profanação dos sacramentos. Ou das freiras violentadas. Qual sentido podia ter, do ponto de vista político, por exemplo, a exumação dos corpos das freiras em decomposição expostos na praça para delas zombar? Não há algo de simplesmente satânico nisso?E o jovem Juan Duarte Martin, diácono de vinte e quatro anos, torturado com agulhas sob todo o corpo e, através dessas, com terríveis descargas elétricas? Pretendiam fazê-lo blasfemar e fazê-lo gritar "viva o comunismo!", enquanto ele gritou até o fim "viva Cristo Rei!". Enxarcaram-no com gasolina e atiraram fogo.
Aqui não estamos somente na presença de louco desejo político de eliminar a Igreja. Há algo além disso. Definir a natureza e a verdadeira identidade desse horror foi tentado por Richard Wurmbrand, um romeno de origem judia que na juventude militou entre os comunistas, em 1935 tornou-se cristão e pastor evangélico, por isto sofreu 14 anos de perseguição, muitos dos quais no Gulag do regime comunista de Ceausescu.Também ele notou – nos lager do Leste – este obscuro objetivo na perseguição religiosa. Em um de seus livros escreveu: "Pode-se entender que os comunistas prenderam padres e pastores porque os consideravam contra revolucionários. Mas porque os padres eram forçados pelos marxistas na prisão romena de Piteshti a rezar a missa sobre o esterco e na urina? Por que os cristãos vinham sendo torturados e eram obrigados a receber a sua Comunhão usando estas matérias como elementos?". Não era somente "deboche obsceno".
Ao sacerdote Roman Braga "arrancaram-lhe um a um de seus dentes com uma verga de ferro" para fazê-lo blasfemar. Os seus algozes diziam-lhe: "se vos asssassinarmos, vocês cristãos vão para o Paraíso. Mas nós não queremos fazer-lhes o favor de vos dar a coroa do martírio. Deveis antes blasfemar contra Deus e depois irem ao inferno". A um prisioneiro cristão do cárcere de Piteshti, refere-se Wurmbrand, os comunistas todos os dias repetivam em modo blasfemo o rito do batismo imergindo-lhe a cabeça no "vaso" onde todos deixavam os excrementos e obrigavam naqueles minutos os outros prisioneiros a cantarem o rito batismal.
Outros cristãos "eram espancados até fazê-los enlouquecer para obrigá-los a ajoelhar-se diante de uma imagem blasfema de Cristo".Pergunta-se Wurmbrand, "O que tem isso a ver com o socialismo e com o bem-estar do proletariado? Não são estas coisas simples pretextos para organizar orgias e blasfêmias satânicas? Supõe-se que os marxistas são ateus que não acreditam no Paraíso e no Inferno. Nessas extremas circunstâncias o marxismo tirou a máscara ateísta revelando o próprio e verdadeiro rosto, que é o satanismo".
Com efeito, o livro de Wurmbrand se entitula "Was Karl Marx a satanist?" e foi traduzido em italiano pela editora "Uomini nuovi" com o título "L'altra faccia di Carlo Marx" (A outra face de Karl Marx). O autor se lança questionando nos escritos juvenis de Marx e nas suas vicissitudes biográficas, até considerar que Marx mantivesse contato com seitas satanistas. Contudo no fervilhar de seitas e sociedades esotéricas de meados do século XIX são tantas as personalidades que tiveram estranhos contatos. E sobre Karl Marx também outros autores tinham feito hipósteses do gênero. Wurmbrand sustenta sobretudo que a filantropia socialista não era a inspiração verdadeira de Marx, mas apenas o disfarce, o pretexto para a sua verdadeira motivação que era a guerra contra Deus. Realizada depois em larga escala com a Revolução de Outubro e as demais que a seguiram (nos regimes comunistas fatos, correntes, episódios e personagens que levam naquela direção são claros).
Sobre satanismo não me pronuncio, mas os efeitos satânicos da experiência marxista (planetária) estão aos olhos de todos mesmo que sejam removidos clamorosamente da reflexão pública: a mais colossal e feroz matança de seres humanos que a história recorda e a mais vasta guerra ao cristianismo destes dois mil anos. Como acontece ouvir, nos ambientes católicos, juízos tolerantes sobre os "ideais comunistas", que teriam sido traídos na prática ou mal traduzidos, veio o momento de definir de uma vez por todas a natureza satânica da ideologia em si e de tudo o que aconteceu. Visto que um grande filósofo como Augusto Del Noce há vários anos demonstrou o quanto o ateísmo é fundamental no marxismo e de maneira alguma secundário ou facultativo.
A tragédia espanhola, sobre a qual o povo cristão quase nada sabe (e que foi perpetrada também pela outra força revolucionária e laicista) deveria fazer refletir, se não por outra razão, pelas proporções daquele Martírio.



Antonio Socci Da "Libero", 21 ottobre 2007 http://www.antoniosocci.it/Socci/index.cfm?circuit=Mainname=CaricaOggettomodalita=viewid=540Tradução livre realizada por Alexandre D. Antunes Pereira. Mogi Guaçu, 08 de novembro de 2007.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Segunda Vinda de Jesus

Recebi a sugestão publicar a respeito da Segunda Vinda de Jesus, que comumente chamamos de "final dos tempos", "fim do mundo", etc... interessante esse tema... decidi começar o assunto com as palavras do amado Papa João Paulo II, que nos tiram o medo do "Evento final".
Boa leitura!
Paz e Bem
Ecclesiae Dei
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Sobre a Segunda Vinda de Cristo

Papa João Paulo II



“Não devemos esquecer que o “éschaton”, isto é, o evento final, entendido de maneira cristã, não é só uma meta posta no futuro mas uma realidade já iniciada com a vinda histórica de Cristo...

Sabemos, por outro lado, que as imagens apocalípticas do discurso escatológico [de Jesus, Mt 26, 64] a propósito do fim de todas as coisas, devem ser interpretadas na sua intensidade simbólica.

Elas exprimem a precariedade do mundo e o soberano poder de Cristo, em cujas mãos está posto o destino da humanidade.


A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo. Cristo só nos assegurou que o fim não acontecerá antes que a Sua obra salvífica tenha alcançado uma dimensão universal através do anúncio do Evangelho: “Esta Boa Nova do Reino será proclamada em todo o mundo para dar testemunho diante de todos os povos. E então virá o fim” (Mt 24,14). Jesus diz estas palavras aos discípulos preocupados por conhecer a data do fim do mundo. Eles teriam sido tentados a pensar numa data próxima. Jesus faz com que conheçam que muitos eventos e cataclismos devem acontecer antes e serão apenas “o princípio das dores” (Mc 13, 8).


Portanto, como diz Paulo, toda a criação “geme e sofre nas dores do parto” aguardando com impaciência a revelação dos filhos de Deus (cf.Rom 8,19´20). A obra evangelizadora do mundo comporta a profunda transformação das pessoas humanas sob a influência da graça de Cristo.


Paulo indicou a finalidade da história no desígnio do Pai de “reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há no Céu e na Terra” (Ef 1, 10). Cristo é o centro do universo que atrai todos a Si para lhes comunicar a abundância da graça e da vida eterna. A Jesus o Pai deu “o poder de julgar porque é o Filho do Homem” (Jo 5, 27).


Se o juízo prevê obviamente a possibilidade da condenação, ele contudo é confiado Àquele que é “Filho do Homem”, isto é, a uma pessoa plena de compreensão e solidária com a condição humana. Cristo é um juíz divino com um coração humano, um juíz que deseja dar a vida. Só o enraizamento obstinado no mal pode impedir´lhe fazer este dom, pelo qual Ele não hesitou enfrentar a morte.”

(Publicado no L’Osservatore Romano, n.17 ´ 25/4/1998).

Fonte: Editora Cléofas