quarta-feira, 4 de março de 2009
O JEJUM QUE AGRADA A DEUS
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Porque NÃO à Eutanásia?
De acordo com o Santo Padre, "a eutanásia, embora não esteja motivada pelo rechaço egoísta de fazer-se cargo da existência daquele que sofre, deve considerar-se como uma falsa piedade, mais ainda, como uma preocupante «perversão» da mesma.
Com efeito, a verdadeira «compaixão» faz solidários com a dor de outros, e não elimina a pessoa cujo sofrimento não pode suportar. O gesto da eutanásia aparece ainda mais perverso se é realizado por quem --como os familiares-- deveriam assistir com paciência e amor a seu próximo, ou por quantos --como os médicos--, por sua profissão específica, deveriam cuidar do doente inclusive nas condições terminais mais penosas.

A opção da eutanásia é mais grave quando se configura como um homicídio que outros praticam em uma pessoa que não pediu de nenhum modo e que nunca deu seu consentimento. chega-se além ao cúmulo do arbítrio e da injustiça quando alguns, médicos ou legisladores, se atribuem poder de decidir sobre quem deve viver ou morrer.
Deste modo, a vida do mais fraco fica nas mãos do mais forte; perde-se o sentido da justiça na sociedade e se mina em sua própria raiz a confiança recíproca, fundamento de toda relação autêntica entre as pessoas. O desejo que brota do coração do homem diante do supremo encontro com o sofrimento e a morte, especialmente quando sente a tentação de cair no desespero e quase de abater-se nela, é sobre tudo aspiração de companhia, de solidariedade e de apoio na provação. É petição de ajuda para seguir esperando, quando todas as esperanças humanas se desvanecem". (1)
Parece mentira que um médico e legislador pertencente à esquerda -suposta defensora dos direitos humanos- possa apresentar semelhante projeto, claramente contrário ao principal direito de todo homem: o direito à vida. Entretanto, é compreensível. Porque quem não tem fé, quem vê a vida de um ponto de vista meramente utilitarista e o homem como um ser puramente material, obviamente se desespera diante da dor e a morte.
A todos consta que suportar estes transes, torna-se com freqüência mais difícil para os que acompanham e cercam o doente, que para o doente mesmo; então, sejamos sinceros: a quem se pretende ajudar legalizando a eutanásia?; ao doente, ou aos que decidem sua morte? Alguém por acaso já se propôs estudar que conseqüências traz em uma pessoa tomar consciência de sua responsabilidade na morte de um ser querido? Aos defensores da eutanásia, isso importa?
É interessante considerar o que traça a Conferência Episcopal Espanhola em um documento difundido em 19 de fevereiro de 1998, com motivo de uma campanha realizada naquele país para legalizar a eutanásia:
"Hoje a eutanásia é novamente aceitável para alguns por causa do estendido individualismo e da conseguinte má compreensão da liberdade como uma mera capacidade de decidir algo com tal de que o indivíduo a julgue necessária ou conveniente. "Minha vida é minha: ninguém pode me dizer o que tenho que fazer com ela." "Tenho direito a viver, mas não me pode obrigar a viver."
Afirmações como estas são as que se repetem para justificar o que se chama "o direito à morte digna", eufemismo para dizer, em realidade, o "direito de se matar". Mas este modo de falar denota um egocentrismo que se torna literalmente mortal e que põe em perigo a convivência justa entre os homens. Os indivíduos se erigem, deste modo, em falsos "deuses" dispostos a decidir sobre sua vida e sobre a de outros.
Quem pensa que resta ainda algum lugar para a dor e o sacrifício, é tachado de "antigo" e de cultivador de uma moral para escravos. Não é estranho que desde atitudes hedonistas deste tipo, unidas ao individualismo, se ouça supostas justificações da eutanásia como estas: "eu decido quando minha vida já não vale a pena" ou "ninguém pode ser obrigado a viver uma vida sem qualidade". (2)
Merece viver uma pessoa idosa, que não pode valer-se já se por si mesma, depois de ter deixado a vida em benefício da sociedade, e em muitas ocasiões, daqueles que vão decidir sobre sua morte? Vale a pena prestar assistência aos deficientes, já que sua produtividade é menor, mínima ou nula? O que fazemos se faltarem leitos nos hospícios? Ampliamos a um um custo sempre alto, ou o "damos um fim" para os doentes irrecuperáveis, sem necessidade de investir um centavo?
Se o projeto de lei fora efetivamente apresentado e tivesse receptividade entre gente de outros partidos políticos, os deficientes e os idosos -os mais frágeis da sociedade- ficariam com o tempo a mercê de médicos que se atribuem o direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer. Com todos os meios ao seu dispor para pôr "pra dormir" a quem lhe agrade...
Vejamos alguns dados do que vem acontecendo em outros países.
"Em 1995, por exemplo morreram na Holanda 19.600 pessoas de morte causada ("sanitariamente") por ação ou omissão. Destas pessoas só 5.700 sabiam o que estava acontecendo. No resto dos casos, os interessado não sabiam que outros tomavam por eles a decisão de que já não tinham que continuar vivendo". (3)
Se estes dados forem aterradores, não menos são dramáticos alguns casos particulares, como o de um médico cordobês que deu uma dose letal de clorofórmio a seu filho doente de difteria, precisamente no dia anterior ao anúncio da Roux de seu descobrimento do soro antidiftérico (4).
Os médicos disseram que não havia nada que fazer, um neurologista de Buenos Aires aconselhou "jogá-la no lixo", um profissional amigo se ofereceu a dar uma injeção para "ajudá-la a morrer". Mas os pais se opuseram e hoje Maria Belém tem 5 anos, há 12 meses não sofre convulsões, recuperou a vista e grande parte da audição e come e brinca com seu irmãozinho (5).
Também está o caso de Karen Ann Quinlan, uma norte-americana de 21 anos que entrou em coma por uma overdose de álcool e drogas. Seus pais adotivos, logo depois de uma longa batalha legal, solicitaram aos médicos a interrupção dos tratamentos extraordinários, para permitir que a jovem morresse naturalmente. Entretanto, logo depois da desconexão, a paciente continuou com vida por dez anos.
Outro caso famoso, bastante parecido ao anterior, é o de Nancy Beth Cruzan, uma jovem de 25 anos que permaneceu em estado vegetativo persistente durante 8 anos até que a Suprema Corte autorizou a interrupção da administração de alimentos, falecendo em 1990.
Esta última decisão é claramente objetável; porque prover nutrientes a um ser humano, é satisfazer suas necessidades básicas, e privar uma pessoa delas é homicídio por inanição (6).
Afirma Antonio Orozco que "uma sociedade que legitima a eutanásia suicida não está propiciando mortes dignas, mas sim a multiplicação incalculável de patéticas covardias diante da morte, a justificação de um temor perpétuo -inevitável em semelhante sociedade- a ser conduzido ao sanatório por razões exclusivamente utilitárias. Uma sociedade que legitima a eutanásia suicida, é uma sociedade que está proclamando sua inépcia para oferecer autêntica solidariedade, afeto, carinho a seus doentes terminais" (7). Ao parecer, nossa sociedade tem estas caracterísiticas. Segundo uma pesquisa realizada por Equipes Consultores 49% dos uruguaios parece ser partidário da eutanásia (8).
E as sociedades, têm os médicos que merecem. Aqui temos o deputado - doutor Gallo e nos Estados Unidos têm o tristemente célebre Dr. Kevorkian. Este personagem -o "Dr. Morte" para a imprensa-, parece-se mais ao velho carrasco de tocha e capuz, que ao grande Hipócrates, pois ganhava a vida vendendo uma máquina que ajudava as pessoas a morrer sem dor, escolhendo para isso os Estados que não tinham pena para ajuda ao suicídio.
Foi julgado e absolvido em um deles, de maneira escandalosa, porque o jurado entendeu que não havia no médico "dolo" de homicídio (intenção de matar).
Mais recentemente Kevorkian, chegou ao cúmulo de obter que a CBS transmitisse ao vivo um suicídio assistido... Embora a nível local há alguns seguidores de Kevorkian, também há legisladores que têm o poder -e o dever- de decidir se forem deixar atuar impunemente os mercados da morte, ou se, em nome dos mais fracos, vão promover com todos os meios a seu alcance, a pesquisa e o desenvolvimento dos "cuidados paliativos", expressão genuína da cultura da vida, que nos propomos a defender.
Estes cuidados, permitem "facilitar uma morte verdadeiramente digna, quer dizer, uma morte o mais lúcida possível com a menor dor possível, sem violentar a natureza das coisas. É falso que a Igreja católica defenda o encarniçamento médico. O que defende é precisamente o direito de morrer com dignidade. E abençoa a quantos de uma maneira ou outra procuram paliar a dor, especialmente o dos doentes terminais. É mais, os cuidados paliativos -diz- constituem uma forma privilegiada da caridade desinteressada. Por esta razão devem ser incentivados (CEC N. 2.279)". (9)
Não é mediante o assassinato ou o suicídio assistido que se ajuda às pessoas a morrer dignamente: a morte verdadeiramente digna, proporciona, sem dúvida, quem se aproxima do idoso ou doente terminal dispostos a padecer com ele, quem solidariamente se entrega a sua cuidado e atenção, quem alivia suas dores físicas e morais.
AVE FAMÍLIA
(1) Evangelium Vitae «Eu dou a morte e dou a vida» (Dt 32, 39) o drama
da eutanásia)
(2) Conferência Episcopal Espanhola, Sobre a Eutanásia, , II, b), 7.e 8.
www.arvo.net
(3) Conferência Episcopal Espanhola, Op.cit. III, c) 15. Cf. W.J. Eijk / J.P.M.
Lelkens, Medical-Ethical Decisions and Life-Terminating Actions in The
Neederlands 1990-1995. Evaluation of the Second Survey of the Pratice of
Euthanasia, Medicina e Morale 47 (1997) 475-501, 491.
(4) M.G. Morelli, La Eutanasia, Cfr. TALE, Camilo, La eutanasia,
comunicación al Congreso Nacional de Jóvenes, Córdoba, 1994).
www.vidahumana.org
(5) M.G. Morelli, Op. cit., Diario La Capital de Rosario, 26/7/95)
www.vidahumana.org
(6) M.G. Morelli, Op.cit.; Sobre el tema, v. Sgreccia, Elio, Manual de
Bioética, ed. Diana, México, 1996, tomo 1, p. 610. www.vidahumana.org
(7) Antonio Orozco, "La escalera de los siete escalones" (Equivalencia de la
eutanasia activa al suicidio asistido). www.arvo.net.
(8) El Observador (12/04/2001)
(9) A. Orozco, Op. cit.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A Igreja é contra a Teoria da Evolução?
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Aborto em caso de estupro: a história de Rebecca
Por: Rebecca Kiessling

Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal sob ameaça de faca por um estuprador em série. Assim como a maior parte das pessoas, eu nunca pensei que o assunto aborto estivesse relacionado à minha vida, mas assim que recebi esta notícia percebi que não só está relacionado à minha vida, mas está ligado à minha própria existência. E
Por favor, entenda que quando você se declara “a favor da livre escolha” ou quando abre a exceção para o estupro, o que isso realmente significa é que você pode olhar nos meus olhos e me dizer “eu acho que sua mãe deveria ter tido a opção de abortar você”. Esta é uma afirmação muito forte. Jamais diria a alguém: “Se eu tivesse tido a chance, você estaria morta agora”. Mas essa é a realidade com a qual eu vivo. Desafio qualquer um a dizer que não é. Não é como se as pessoas dissessem: “Bom, eu sou a favor da livre escolha, menos naquela pequena fresta de oportunidade em 1968/69, para que você, Rebecca, pudesse ter nascido”. Não. Esta é a realidade mais cruel desse tipo de opinião e eu posso afirmar que isso machuca e que é uma maldade.
Diversas vezes me deparei com pessoas que me confrontaram e tentaram se desvencilhar dizendo coisas do tipo: “Bem, você teve sorte!”. Tenha certeza de que minha sobrevivência não tem nada a ver com sorte. O fato de eu estar viva hoje tem a ver com as escolhas feitas pela nossa sociedade: pessoas que lutaram para que o aborto fosse ilegal em Michigan naquela época ─ mesmo em casos de estupro ─, pessoas que brigaram para proteger a minha vida e pessoas que votaram a favor da vida. Eu não tive sorte. Fui protegida. E vocês realmente acham que nossos irmãos e irmãs que estão sendo abortados todos os dias simplesmente são “azarados”?
Apesar de minha mãe biológica ter ficado feliz em me conhecer, ela me contou que foi a duas clínicas de aborto clandestinas e que eu quase fui abortada. Depois do estupro, a polícia indicou um conselheiro que simplesmente disse a ela que a melhor opção era abortar. Minha mãe biológica disse que naquela época não havia centros de apoio a grávidas em risco, mas me garantiu que, se houvesse, ela teria ido até lá pelo menos para receber um pouco mais de orientação. O conselheiro foi quem estabeleceu o contato entre ela e os abortistas clandestinos.
Depois ela entrou em contato com um abortista mais caro. Desta vez, se encontraria com alguém à noite no Instituto de Arte de Detroit. Alguém iria se aproximar dela, dizer seu nome, vendá-la, colocá-la no banco de trás de um carro, levá-la e então me abortar... Depois vendá-la novamente e levá-la de volta. E sabe o que eu acho mais lamentável? É que eu sei que existe um monte de gente por aí que me ouviria contar esses detalhes e que responderia com uma balançada de cabeça em desaprovação: “Seria terrível que sua mãe biológica tivesse tido que passar por tudo isso para conseguir abortar você!”. Isso é compaixão?!!!
De acordo com a pesquisa do Dr. David Reardon, diretor do Instituto Elliot, co-editor do livro Vítimas e vitimados: falando sobre gravidez, aborto e crianças frutos de agressões sexuais, e autor do artigo “Estupro, incesto e aborto: olhando além dos mitos”, a maioria das mulheres que engravidam após uma agressão sexual não querem abortar e de fato ficam em pior estado depois de um aborto. http://www.afterabortion.org/.
Eu queria poder dizer que minha mãe biológica não queria me abortar, mas de fato ela foi convencida a não fazê-lo. Porém, o aspecto nojento e o palavreado sujo deste segundo abortista clandestino, além do receio por sua própria segurança, levaram-na a recuar. Quando ela lhe contou por telefone que não estava interessada neste acordo arriscado, este homem a insultou e a xingou. Para sua surpresa, ele ligou novamente no dia seguinte para tentar convencê-la a me abortar, e mais uma vez ela não quis prosseguir com o plano e ouviu mais uma série de insultos.
Sou muito grata por minha vida ter sido poupada, mas muitos cristãos bem intencionados me diziam coisas como “olha, Deus realmente quis que você nascesse!” e outros podem dizer “era mesmo pra você estar aqui”. Mas eu sei que Deus quer que toda criança tenha a mesma oportunidade de nascer e não posso me conformar e simplesmente dizer “bem, pelo menos a minha vida foi poupada”. Ou “eu mereci, veja o que eu fiz com a minha vida”.
Na faculdade de direito eu tinha colegas que me diziam coisas como “se você tivesse sido abortada, não estaria aqui hoje e de qualquer forma não saberia a diferença, então por que se importa?”. Acredite ou não, alguns dos principais filósofos pró-aborto usam esse mesmo tipo de argumento: “O feto não sabe o que o atingiu, então não percebe que perdeu a vida”. Sendo assim, acho que se você esfaquear alguém pelas costas enquanto ele estiver dormindo, tudo bem, porque ele não sabe o que o atingiu?!
O mundo é um lugar diferente porque naquela época era ilegal a minha mãe me abortar. A sua vida é diferente porque ela não pôde me abortar legalmente e porque você está sentado aqui lendo as minhas palavras hoje! Mas você não tem que atrair platéias pra que a sua vida tenha importância. Há coisas que fazem falta a todos nós aqui hoje por causa das gerações que foram abortadas e isso importa.
Umas das melhores coisas que eu aprendi é que o estuprador NÃO é meu criador, como algumas pessoas queriam que eu acreditasse. Meu valor e identidade não são determinados por eu ser o “resultado de um estupro”, mas por ser uma filha de Deus. O Salmo 68, 5-6 declara: “Pai dos órfãos... no seu templo santo Deus habita. Dá o Senhor um lar ao sem-família”. E o Salmo 27, 10 nos diz: “Mesmo se pai e mãe me abandonassem, o Senhor me acolheria”.
E o mais importante é que eu aprendi, poderei ensinar aos meus filhos e ensino aos outros que o seu valor não é medido pelas circunstâncias da sua concepção, seus pais, seus irmãos, seu parceiro, sua casa, suas roupas, sua aparência, seu QI, suas notas, seus índices, seu dinheiro, sua profissão, seus sucessos e fracassos ou pelas suas habilidades ou dificuldades. Essas são as mentiras que são perpetuadas na sociedade.
Para aqueles que dizem “bem, eu não acredito em Deus e não acredito na Bíblia, então sou a favor da livre escolha de abortar ou não”, por favor, leia meu artigo “O direito da criança de não ser injustamente morta – uma abordagem da filosofia do direito”. Eu garanto que valerá o seu tempo.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
DEUS PROÍBE A CONFECÇÃO DE IMAGENS?
Muitas vezes andando nas ruas encontramos pessoas vestidas com ternos e com uma Bíblia na mão, ensinando que usar imagens em igrejas é idolatria.
Por este motivo costumam chamar os católicos de idólatras, isto é, adoradores de ídolos, que quer dizer adoradores de falsos deuses. E ainda acusam a Igreja Católica de ensinar a adoração destas imagens.
Os protestantes encaram o uso das imagens sacras como um insulto ao mandamento divino que consta em Ex 20,4 que proíbe a confecção delas.
A Igreja Católica sempre defendeu o uso das imagens. Estaria a Igreja Católica desobedecendo a ordem divina em Ex 20,4?
A Igreja Católica é a única Igreja que tem ligação direta com os apóstolos de Cristo, sendo ela a guardiã da doutrina ensinada por eles e por Cristo, sem lhe inculcar qualquer mudança. Se ela quisesse mesmo agir contra a ordem divina, teria adulterado a Bíblia nas passagens em que há a condenação das imagens.
Na Bíblia católica - pois a Bíblia protestante não contém sete livros relativos ao Velho Testamento- o Livro da Sabedoria condena como nenhum outro a idolatria (Sb 13-15). Não poderia a Igreja repudiar o livro como fizeram os protestantes?
Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.
Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia?
Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar, ou ser um ídolo que vai roubar a adoração devida a somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção. Vejamos os textos abaixo:
"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas àguas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem."(Ex 20,4-5)
Note que nesta passagem a função da imagem é roubar a adoração devida somente a Deus. O texto bíblico condena a confecção da imagem porque ela está roubando o culto de adoração ao Senhor. A existência deste mandamento se deve pelo fato do povo judeu ser inclinado à idolatria, por ter vivido no Egito que era uma nação idólatra e por estar cercado de nações pagãs, que não adoravam a Deus, e que construíam seus próprios deuses. Deus quer dizer aqui "não construam deuses para vocês, pois Eu Sou o Deus Único e Verdadeiro".
"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)

Neste versículo, Deus ordena a Moisés que construa duas imagens de querubins que serão colocadas em cima da arca-da-aliança, onde estavam as tábuas da lei, dos dez mandamentos. Veja que os querubins aqui não são objetos de adoração, mas de ornamentação da arca. Salomão também manda construir dois querubins de madeira, que serão colocados no altar para enfeitar o templo (1Rs 6,23-29).
Para deixar mais claro ainda a proibição e a permissão do uso das imagens sacras, vejamos os próximos versículos:
"E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)
"Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4)
Note que no primeiro texto de Nm 21,8-9, Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço; e a transforma em objeto de benção para seu povo, sinal de Seu amor por Israel.
E no segundo texto de 2Rs 18,4 a mesma serpente de metal que outrora foi construída por Moisés, é repudiada por Deus. Tornou-se objeto de adoração pois "os filhos de Israel lhe queimavam insenso". Deram a ela o culto devido somente a Deus. A Serpente de metal perdeu como nos mostra o texto, o seu sentido original, porque os filhos de Israel "não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; antes, tranpassaram seu concerto; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram."(2Rs 18,12)
Aí fica mais que claro que Deus não condena o uso das imagens sacras e sim a idolatria. É importante lembrarmos que há muitas outras formas de idolatria, como o amor ao dinheiro, aos bens materias, etc; que substituem o amor que devemos ter somente por Deus.
Para citar este artigo:
LIMA, Pro Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: DEUS PROÍBE A CONFECÇÃO DE IMAGENS? . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/325. Desde 11/6/2001.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Nasce a Igreja
Os Evangelhos mostram a Igreja como um barco, no qual Jesus está presente, embora em alguns momentos pareça estar dormindo (Mt 8,23-27). O mar que este barco atravessa é a História, às vezes calmo, outras vezes turbulento e ameaçador. Há quase dois mil anos o barco saiu de seu porto. Não sabemos quando chegará ao seu destino, mas temos certeza de que Jesus nunca o abandonará.

A Igreja é um projeto que nasceu do coração do Pai, prefigurada desde o início dos tempos, preparada na Antiga Aliança com Israel, instituída por Cristo Jesus. A Igreja é o Reino de Deus misteriosamente presente no mundo. Ela se inicia já com a pregação de Jesus. Foi dotada pelo Senhor de uma estrutura que permanecerá até o fim dos tempos. Edificada sobre Pedro e os demais apóstolos, é dirigida por seus legítimos sucessores.
A Igreja começa e cresce do sangue e da água que saíram do lado aberto do crucificado. Nela se conserva a comunhão eucarística, o dom da salvação oferecido por Jesus em nosso favor.
A Igreja é indefectivelmente santa, sem mancha e sem ruga, porque o próprio Deus nela habita, santificando-a por sua presença. O pecado dos fiéis não lhe pertence. Só em sentido derivado e indireto se pode falar de "Igreja pecadora".
Em Pentecostes, "a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação" (Ad Gentes, n. 4).
Pentecostes do ano 30. Todos reunidos: os apóstolos, Maria, parentes de Jesus, algumas mulheres. Um ruído de ventania desce do céu. Línguas como de fogo surgiram e se dividiram entre os presentes. Todos ficaram repletos do Espírito de Deus e começaram a falar em outras línguas.
Esta assembléia inicial, esta kahal, ekklesia, igreja, é o princípio. Depois do prodígio das línguas, Pedro dirigiu-se à multidão reunida na praça e fez uma memorável pregação. Muitos se converteram, especialmente judeus vindos da Diáspora. Estes levaram a Boa-Nova aos seus locais de origem, o que provocou o surgimento, bem cedo, de comunidades cristãs em Damasco, Antioquia, Alexandria e mesmo em Roma. Alguns helenistas, no entanto, permaneceram em Jerusalém. Para cuidar de suas necessidades materiais, os apóstolos escolheram sete diáconos.
Filipe, um dos sete, evangelizou em Samaria (foi lá que Simão, o Mago, ofereceu dinheiro aos apóstolos Pedro e João em troca do Espírito Santo, donde o termo simonia - tráfico de coisas sagradas e de bens espirituais) e anunciou à Boa Nova a um etíope, funcionário da casa real de Candace.
Estevão era o diácono que mais se destacava. Por sua pregação incisiva, é detido pelas autoridades judaicas, julgado e apedrejado como blasfemador. Torna-se o primeiro mártir da História da Igreja. Enquanto é assassinado, perdoa os seus perseguidores e entrega, confiante, a sua vida nas mãos de Jesus.
O manto de Estevão foi deixado aos pés de um jovem admirador do ideal farisaico chamado Saulo.
Para citar este artigo:
--, . Apostolado Veritatis Splendor: NASCE A IGREJA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/635. Desde 6/20/2001.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Células tronco sem matar embriões
Desenvolvem no Brasil células mãe sem necessidade de embriões

BRASILIA, 05 Fev. 09 / 09:17 am (ACI).- A imprensa local informou que pelo menos cinco grupos de cientistas estão desenvolvendo no país projetos com células mãe sem necessidade de utilizar embriões, graças à técnica de pluripotencia induzida, conhecida como “iPS” e que era desenvolvida nos Estados Unidos, Alemanha, Japão e China.
A fins de janeiro, informou-se que o grupo liderado pelos cientistas Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ) e Martin Bonamino, da Divisão de Medicina Experimental do Instituto Nacional do Cancer, obtiveram a fins de novembro um cultivo de células iPS humanas, quer dizer, que são capazes de formar qualquer tecido do organismo.
O desenvolvimento desta técnica foi destacado a nível nacional, e prova disso é que outro grupo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, anunciou também ter obtido células iPS humanas, também em novembro.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Novelas e divórcio
Era meio óbvio isso, mas muitos não queriam enxergar... deixemos essa sugeira bem longe de nossos sagrados lares!
Abraços
******
Um estudo realizado pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento - BID, constatou que as novelas fazem aumentar o número de divórcios no Brasil. Alberto Chong é coordenador da pesquisa.
Os pesquisadores analisaram as três últimas décadas e verificaram que a taxa de divórcios no Brasil cresceu cinco vezes desde 1980.
Segundo o resultado das pesquisas do BID, a porcentagem de mulheres divorciadas é maior nas regiões onde se pode sintonizar a Rede Globo, em especial nas pequenas comunidades que recebem o sinal dessa emissora.
Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2009/01/30/estudo-do-bid-relaciona-novelas-divorcios-no-brasil-754213091.asp
Infelizmente qualquer pessoa sabe que isso é verdade, mas a pesquisa vem comprovar esta tristeza para aqueles que ainda acham que as novelas brasileiras são inofensivas. Na verdade elas fazem uma pregação sistemática de anti-valores, destruindo os pilares da civilização cristã; fomenta o divórcio, incentiva o sexo livre e sem compromisso, fora e antes do casamento, enaltece a luxúria, promove a vida luxuosa e vazia, elimina Deus da vida das pessoas, etc.,etc., etc.
.
As cenas de sexo e de beijos são permanentes, em horários onde as criancinhas estão na sala vendo tudo e aprendendo um comportamento perverso, desordenado, anti-cristão.
Que tudo isso sirva de alerta aos pais para que amanhã não venham a estranhar o comportamento dos seus filhos, mesmo nas menores idades.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2009/02/01/novelas-e-divorcio/
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
SE ESTÁS BUSCANDO A IGREJA DE CRISTO...
Por Fulton Sheen
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Não existem muitas pessoas que odeiem a Igreja Católica. No entanto, há milhões de pessoas que odeiam o que erroneamente crêem que a Igreja Católica seja.
.
Isto certamente é uma coisa totalmente diferente. Dificilmente se pode culpar essas milhões de pessoas por odiar o católico crendo - como crêem - que os católicos "adoram imagens"; que "colocam a Virgem no mesmo nível de Deus"; que "dizem que as indulgências são permissões para se cometer pecados"; ou "porque o Papa é um facista"; ou porque a Igreja "defende o capitalismo".
.
Se a Igreja ensinasse ou praticasse qualquer destas coisas, deveria ser odiada por justa razão. Porém, a verdade é que a Igreja não ensina nem crê em nenhuma destas coisas. Disto, se constata que o ódio de milhões é dirigido contra um conceito errôneo da Igreja e não ao que a Igreja verdadeiramente é. De fato, se nós, católicos, crêssemos em todas as mentiras e falsidades que dizem sobre a Igreja, muito provavelmente odiaríamos a Igreja mil vezes mais do que odeiam essas milhões de pessoas mal informadas.
.
Se eu hoje não fosse católico e estivesse em busca da verdadeira Igreja, buscaria uma Igreja que não se desse bem com o mundo. Em outras palavras, buscaria uma Igreja que o mundo odiasse. É que se Cristo estivesse em alguma das igrejas de hoje em dia, deveria ser odiado tanto quanto foi quando habitou carnalmente sobre a terra.
Se encontrasses Cristo em alguma igreja hoje, O encontrarias numa igreja que não se desse bem com o mundo...
- Procure a igreja que é odiada pelo mundo, assim como Cristo foi odiado pelo mundo.
- Procure uma igreja que seja acusada de estar ultrapassada, assim como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e sem instrução.
- Procure uma igreja que os homens desprezem por ser socialmente inferior, assim como desprezaram Nosso Senhor por ter nascido em Nazaré.
- Procure uma igreja que é acusada de ser endemoniada, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, o príncipe dos demônios.
- Procure uma igreja que o mundo rejeite porque afirma ser infalível, assim como Pilatos rejeitou Jesus porque Ele declarou ser a encarnação da Verdade.
- Procure uma igreja que, entre a confusa selva de opiniões contraditórias, seja amada por seus membros, assim como amam a Cristo, e respeitam sua voz, assim como respeitam a voz de seu Fundador.

Assim aumentarão as tuas suspeitas de que esta Igreja não condiz com o espírito do mundo e isso deve ser porque não é mundana; e se não é mundada é porque não é deste mundo; e por não ser deste mundo, lhe cabe ser infinitamente odiada e infinitamente amada, como ocorre com o próprio Cristo.
A Igreja Católica é a única Igreja que atualmente pode traçar sua História até os dias de Cristo. A evidência histórica é tão clara neste aspecto, que resulta curioso ver tanta gente não estar a par de algo tão óbvio!
Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).
Para citar este artigo:
SHEEN, Fulton. Apostolado Veritatis Splendor: SE ESTÁS BUSCANDO A IGREJA DE CRISTO.... Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5242.%20Desde%2014/11/2008
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O Segredo Messiânico
CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI explicou neste domingo um dos mistérios da vida de Jesus: o motivo pelo qual Ele pedia que não revelassem que Ele é o Messias, até que morresse na cruz.
Seguindo a passagem evangélica da liturgia deste domingo, o Papa dedicou sua alocução a meditar sobre a passagem do Evangelho de São Marcos (1, 21-28), na qual, após expulsar o demônio de um homem possuído, Ele lhe pede que mantenha esse «segredo messiânico».
Em vários momentos, constatou, Jesus «sempre volta a exortar, seja os apóstolos, seja os doentes, que cuidem para não revelar a ninguém sua identidade».
«Jesus não só expulsa os demônios das pessoas, libertando-as das piores escravidões, mas impede aos próprios demônios de revelarem sua identidade», continuou constatando o Papa, em suas palavras pronunciadas da janela de seus aposentos.
«Cristo – continuou explicando o Bispo de Roma – insiste sobre este ‘segredo’ porque está em jogo o sucesso de sua missão, da qual depende nossa salvação.»
«Ele sabe, de fato, que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado sobre a cruz como verdadeiro cordeiro pascal», esclareceu o Santo Padre aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, do Vaticano.
«O diabo, por sua vez, busca dissuadir-lhe para derrotá-lo sob a lógica humana de um Messias poderoso e cheio de sucesso.»
«A cruz de Cristo será a ruína do demônio, e é para isso que Jesus não deixa de ensinar aos seus discípulos que, para entrar na sua glória, Ele deve padecer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado, pois o sofrimento faz parte de sua missão.»
«Jesus sofre e morre na cruz por amor. Desse modo, Ele deu sentido ao nosso sofrimento, um sentido que muitos homens e mulheres de todas as épocas entenderam e tornaram seu, experimentando serenidade profunda também no amargor de duras provas físicas e morais.»
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Nossa Senhora do Silêncio
Nossa Senhora do Silêncio (Knock - Irlanda)
(1879)

Contexto social
Antes de 1879, os irlandeses passaram por situações lamentáveis, políticas, econômicas, religiosas e outras. Entre essas situações difíceis, a pior foi a terrível crise alimentar devido à escassez de batata, de 1840 a 1851. Essa fome poderia ter sido aliviada pelos ingleses, que possuíam alimentos em abundância, mas eles se recusaram a ajudar e o resultado foi uma indizível miséria. A fome levou à morte mais de um milhão de pessoas e fez um número maior ainda emigrar. O resultado foi o ódio profundo pelos ingleses e a falta de confiança neles que perduram até hoje.
Uma cruel discriminação passou a reinar entre as classes alta e baixa, proprietários e trabalhadores, entre católicos, protestantes e anglicanos, entre os irlandeses e os ingleses. Existiam abismos profundos entre os ricos e os pobres, estes últimos eram muito numerosos, nos centros industriais e também nas fazendas. Esses problemas tinham profundas raízes tradicionais e aparentemente firmes. Os principais problemas eram a autonomia nos negócios internos, representação no Parlamento inglês e uma distribuição mais justa de terras à população humilde, terras que estavam nas mãos dos ricos e da Igreja Anglicana inglesa.
A separação entre o Estado e a Igreja Anglicana efetuada pelo primeiro-ministro britânico William Gladstone provocou grande comoção na Inglaterra e na Irlanda. Mas pôs novas terras à disposição e, em 1870, foi aprovada a primeira Lei de Terras para favorecer os arrendatários.
A lei tornou mais difícil para os proprietários expulsar os arrendatários ou tratá-los como escravos e compensou os arrendatários por suas melhorias. A lei também ajudou alguns deles a se tornarem proprietários de terras. Entretanto, não foi dada nenhuma proteção contra aumentos injustos de aluguel nem ajuda aos arrendatários em atraso. O sofrimento era cruel entre os pobres, em especial entre os pobres católicos.
A aparição descrita a seguir tem uma importância especial por se tratar da primeira do período moderno a ter testemunhas em grupo. Até então, os videntes das quatro aparições francesas, juntos, somam no máximo oito pessoas (Paris (1); La Sallete (2); Lourdes (1); e Pontmain (4)).
“Knock” deriva do gaélico Cnoc (colina). Knock, Irlanda, fica no alto de uma pequena colina com vista para extensas terras pantanosas, nas quais, a alguma distância, fica a cidade de Tuam. Em dia claro, é possível ver o lago Corrib a oeste e, mais adiante, as montanhas Twelve Pins, por cima das quais tempestades vindas do oceano Atlântico precipitam-se de um lado a outro do condado de Connemara. Na época da santa aparição, Knock era descrita como pequeno povoado,
remoto, desinteressante e indistinto, ou, mais francamente, muito pobre, feio e enfadonho.
A capela de Knock foi construída em 1829, quando católicos irlandeses conseguiram certo grau de liberdade para praticar a religião. Daí em diante, a capela funcionou como centro das paróquias unidas de Knock e Aghamore dentro da diocese de Tuam.
Mas a grande crise alimentar causada pela escassez de batatas havia arruinado a área e, aos poucos, Knock foi se transformando em um lugar de campos esquecidos e casas de fazenda abandonadas. O povoado em si consistia em apenas uma dúzia de casas modestas. Em 1879, nada menos que 18 famílias haviam sido expulsas recentemente em Knock e nas adjacências e parece que não havia razão para o povoado continuar a existir na miséria e na desolação.
Em 21 de agosto de 1879, quase todos os poucos habitantes de Knock passaram o dia preparando o feno, trazendo para casa a turfa dos pântanos para queimar e com a qual cozinhar, ou empilhando madeira, aprontando-se para a chegada do frio do inverno. Durante a tarde, grossas nuvens chegaram do Atlântico e envolveram tudo em cerração e pesada garoa. Às sete da noite, caiu um aguaceiro forte e contínuo.
Depois de visitar paroquianos durante o dia, o arcediago Cavanaugh chegou encharcado à casa paroquial do povoado. A jovem governanta, Mary McLoughlin, acendera um fogo de turfa, onde ele secou e se preparou para passar a noite em casa. Às oito e meia da noite, a governanta saiu da casa paroquial para visitar a amiga Magaret Beirne. Ao passar em baixo de chuva em frente à igreja, ela viu algumas “belas figuras estranhas e um altar”, do lado de fora da parte de trás da
igreja. Embora visse “uma luz branca” ao redor das figuras, supôs que o arcediago tivesse encomendado “as estátuas” em Dublin e as tivesse deixado na chuva. Não pensando mais no caso, continuou em direção à casa de Margaret Beirne.
Entretanto, Mary McLoughlin não foi a primeira a ver as “belas figuras”. Uma mulher, chamada senhora Carty, as tinha visto e, pensando em como seriam pagas, disse a si mesma: “Outra coleta, que Deus nos ajude”. A filha de Margaret, Mary, também vira as figuras ou “alguma coisa luminosa”quando, às sete e meia, foi trancar a igreja, mas não mencionara nada em casa.
Mary McLoughlin, Margaret e Mary Beirne tagarelaram até que a primeira resolveu voltar para a casa paroquial e Mary Beirne decidiu acompanhá-la parte do caminho. Quando tornaram a passar pela igreja, parece que a “coisa luminosa” estava mais luminosa ainda. As duas jovens viram que as figuras pareciam estar sobre a grama, mas sem tocá-la com os pés. Também notaram que o aguaceiro não molhara a cumeeira Sul da igreja e a grama e o chão debaixo das figuras estavam secos. A figura central foi identificada como Nossa Senhora. As outras duas, como São José e João Evangelista. As duas garotas ficaram atônitas e Mary Beirne correu alvoroçada para casa, contar à mãe, que também se chamava Mary Beirne; à irmã, Catherine Beirne; a uma sobrinha, Catherine Murray, de oito anos; e ao irmão, Dominick. Emocionada, Mary Beirne disse a todos para correrem à igreja porque a “Virgem Santíssima está lá.”
Dominick disse-lhe para não fazer papel de boba. Mas Mary não lhe deu atenção e saiu correndo de novo para alertar os vizinhos. Dominick sugeriu que a mãe fosse buscá-la antes “que ela dê um espetáculo diante de todos os vizinhos”.

Alguns depoimentos dos presentes:
Viúva Beirne – “Saí depressa e fui ao lugar indicado. Quando cheguei lá vi claramente as três figuras. Aproximei-me sem demora para beijar, como eu pensava, os pés da Virgem Santíssima; mas nada senti em meu abraço além da parede (atrás) e fiquei espantada por não sentir com as mãos as figuras que vira nitidamente.”
Bridget Trench (75 anos) – “As três figuras pareciam imóveis, como estátuas; estavam de pé perto da parede detrás da igreja (que ficava) ao fundo e pareciam estar a cerca de meio metro acima do solo. A Virgem Santíssima estava no centro; vestia-se de branco e parecia coberta com uma capa branca. Suas mãos erguiamse na mesma posição em que o sacerdote eleva as mãos ao rezar na santa missa.
Percebi (lembrei-me) nitidamente as partes inferiores de seus pés e (tentei) beijá-los três vezes; ela trazia na cabeça algo semelhante a uma coroa e tinha os olhos voltados para o céu. Chovia torrencialmente naquela hora, mas a chuva não caía onde as figuras estavam. Tive o cuidado de tocar o chão com as mãos e senti-lo perfeitamente seco. O vento soprava do sul contra a parede da capela, mas nenhuma chuva caía na parte da parede ou da capela onde estavam as figuras. Não havia nenhum movimento ou sinal de atividade ao redor das figuras.”
Mary Beirne – “(A figura) da Virgem Santíssima era de tamanho natural, as outras não pareciam nem tão grandes nem tão altas quanto a figura dela: estavam a pequena distância da parede detrás da igreja e, pelo que pude ver, a uns quarenta centímetros do chão. A Virgem estava ereta, com os olhos voltados para o céu, as mãos na altura dos ombros ou um pouco acima, as palmas inclinadas ligeiramente para os ombros ou o peito; vestia um grande manto branco, que caía em pregas amplas e um tanto soltas ao redor dos ombros e estava preso ao pescoço; trazia uma coroa sobre a cabeça – uma coroa bastantes grande – que parecia um tanto mais amarelada que o vestido ou os mantos usados por Nossa Senhora.
Acima do altar e apoiado nele, havia um cordeiro, com a cabeça voltada para São João e, assim, para o lado oeste do véu. Não vi nenhuma cruz ou crucifixo. Sobre o corpo do cordeiro e ao redor dele, vi estrelas douradas, ou luzinhas brilhantes, que cintilavam como jatos (contas) ou bolas de vidro que refletissem a luz de algum (outro) corpo luminoso. Fiquei (observando a aparição) das oito e quinze até nove e meia. Na ocasião, estava chovendo.”
Um menino disse ter visto anjos, que flutuaram no espaço o tempo todo, durante uma hora e meia ou mais. “Vi suas asas esvoaçando, mas não suas cabeças e faces que não estavam voltadas para mim”. Os anjos estavam também de frente para o altar, como todas as testemunhas.
Houve, pelo menos, três repetições subseqüentes da aparição. A primeira ocorreu no ano seguinte, em 2 de janeiro de 1880, e foi vista pelo arcediago Cavanaugh, na presença de outras vinte testemunhas. Novamente, na noite de 5 de janeiro de 1880, a parição foi vista por um grande ajuntamento de pessoas, inclusive dois oficiais da Real Força Policial Irlandesa, destacados para manter a ordem entre os romeiros que chegavam a Knock. Outra vez, na noite de 6 de janeiro, a mesma aparição foi vista por uma multidão maior ainda, inclusive três homens da vizinha cidade de Claremorris, que declararam terem sido os primeiros a avistarem-na.

A primeira cura milagrosa a ser registrada ocorreu 18 meses após a primeira aparição, quando uma mulher de 28 anos de idade, surda desde os seis, recuperou por completo a audição enquanto visitava a capela. Michael Ansborough e John Mckenna, cegos há uns dez anos, recuperaram totalmente a visão. Mary Prendergast, incapaz de andar há muitos anos e carregada até a parede de trás em uma cadeira, saiu andando sem ajuda.
A veneração oficial por esta aparição evoluiu devagar, em grande parte porque, em princípio, as autoridades eclesiásticas locais tentaram desencoraja-la. Os primeiros relatos da imprensa secular só vieram à tona quatro meses mais tarde, embora a notícia corresse pelo mundo católico quase imediatamente.
uma aparição é automaticamente considerada aprovação total.
Muitos santuários foram edificados em outros lugares para venerar esta sagrada aparição. O primeiro santuário norte-americano em honra de Nossa Senhora de Knock foi construído na igreja de São Patrício, em Newton, Massachusetts, em 1950. A igreja de Newton recebeu de presente o original da famosa ilustração da aparição de Nossa Senhora de Knock da autoria de Currier e Ives.
Quase imediatamente depois da aparição em 1879, manifestou-se outra perigosa crise alimentar que continuou a ameaçar durante alguns anos. Mas, a essa altura, milhares de romeiros de outros países haviam visitado Knock, ficando chocados com a deplorável qualidade de vida dos irlandeses pobres. Porém a aparição de Knock, às vezes chamada de Nossa Senhora do Silêncio, colocou a Irlanda no mapa da consciência humana como nenhuma outra coisa poderia fazer, e, desta vez, todo o mundo ocidental enviou comida e suprimentos e a fome foi afastada.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
“Cadeia para as mulheres que fazem aborto?”
(a armadilha dos abortistas)
Durante a campanha eleitoral de 2008, uma candidata a vereadora ofereceu um folheto a uma senhora que passava por uma praça do Rio de Janeiro. A transeunte era Mônica Torres Lopes Sanches, intrépida defensora da vida, mãe de Giovanna, uma menina anencéfala nascida em 25/03/2005. Ao perceber pelo folheto que a candidata defendia o aborto, Mônica deu meia volta e foi manifestar sua discordância.
A candidata então preparou uma armadilha em forma de pergunta: “Você acha que essa mulher tinha que ser presa?”. Mônica respondeu prontamente: “É claro! Ela matou o filho dela!”.
Decepcionada porque Mônica não mordera a isca, a candidata recebeu de volta o folheto juntamente com a garantia de que não ganharia o voto daquela eleitora.
O medo de falar em “pena” para o aborto
A estratégia abortista de concentrar a atenção na pena para as mulheres que abortam têm-se mostrado eficiente, sobretudo diante de pessoas pró-vida incautas. Evita-se falar (pelo menos em um primeiro momento) em um direito ao aborto. Fala-se, em vez disso, em evitar o sofrimento imposto pela lei àquelas que praticam esse crime. Apela-se para o sentimento de misericórdia e pede-se que a pena seja excluída da legislação. Em vez de “legalizar” o aborto, fala-se em “descriminar” ou “despenalizar” o aborto.
Essa estratégia funcionou em Portugal. No referendo de 11 de fevereiro de 2007 (dia de Nossa Senhora de Lourdes!), os portugueses foram chamados a decidir sobre o aborto. Na pergunta, em vez de “legalização”, falou-se em “despenalização”. Dos portugueses que votaram (menos da metade do eleitorado), a maioria (59,5%) respondeu “sim” ao aborto.
Na Itália, o aborto foi legalizado graças ao Partido Radical (semelhante ao PT no Brasil) em 1978. A horrenda lei 194, promulgada em 22 de maio daquele ano, permite que o aborto seja praticado pelas mais estranhas razões e pretextos, sempre com o financiamento do Estado. O “Movimento per la vita” italiano mordeu a isca dos abortistas. Tem evitado sistematicamente falar em uma “pena” para o aborto. Pretende, “de um lado, um reconhecimento claro e firme do direito à vida; de outro lado, a renúncia, em linha de princípio, ao direito penal para a sua defesa”. Não ousa propor uma revogação da lei. Propõe uma “reforma” que dê à lei instrumentos aptos a garantir o direito à vida do concebido, mas “sem a ameaça penal”.
Ora, pretender combater o aborto sem considerá-lo crime e sem punir quem o pratica é algo quase inócuo. Essa atitude não leva em conta a doutrina da Igreja Católica sobre a função da pena.
Para que serve a pena?
“É direito e dever da autoridade pública legítima infligir penas proporcionadas à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objetivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceita pelo culpado, adquire valor de expiação. A pena tem ainda como objetivo, para além da defesa da ordem pública e da proteção da segurança das pessoas, uma finalidade medicinal, posto que deve, na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado” (Catecismo da Igreja Católica, n. 2266. Destaque nosso).
Do texto citado acima, verificamos que:
a) a aplicação de penas aos delitos não é somente um direito, mas um dever do Estado;
b) a pena deve ser proporcional à gravidade do delito (o aborto foi qualificado pelo Concílio Vaticano II como crime “nefando” e pelo Papa João Paulo II como crime “abominável”);
c) o objetivo principal da pena não é prevenir que se cometam novos crimes, mas reparar a desordem introduzida pela culpa.
Essa função retributiva da pena – que é a principal, embora não seja a única – tem sido transcurada por muitos penalistas modernos. Quanto ao aborto, o Catecismo fala explicitamente do dever do Estado de prever sanções penais:
“Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos ao nascituro, desde o momento da sua concepção, a lei deve prever sanções penais apropriadas para toda a violação deliberada dos seus direitos” (Catecismo, n. 2273).
A gravidade objetiva do crime do aborto
Objetivamente falando, o aborto é o mais covarde de todos os assassinatos. Em relação ao homicídio simples, punido com 6 a 20 anos de reclusão (art. 121, CP), ele tem vários agravantes. Os meios empregados são insidiosos ou cruéis, incluindo envenenamento, tortura ou asfixia (art. 121, §2º, III, CP). O ofendido sempre é absolutamente indefeso (art. 121, §2º, IV, CP). É praticado contra um descendente (art. 61, II, e, CP), contra uma criança (art. 61, II, h, CP), e muitas vezes por um médico que tem por ofício o dever de defender a vida (art. 61, II, g, CP).
No entanto, a pena é extremamente pequena: 1 a 3 anos de detenção para a gestante (art. 124, CP) e 1 a 4 anos de reclusão para o terceiro que provoca aborto nela com o seu consentimento (art. 126, CP). Com uma pena mínima de apenas um ano, quem pratica o crime pode beneficiar-se da suspensão condicional do processo prevista no artigo 89 da Lei dos Juizados Especiais (Lei 9099/1995). Foi o que aconteceu com várias mulheres acusadas de praticarem aborto em Campo Grande (MS), na clínica da Dra. Neide Mota Machado. Aceitando proposta do Ministério Público, o processo ficou suspenso por dois anos, com as seguintes condições: “a) comparecimento pessoal em juízo a cada trinta dias para comprovar endereço ou trabalho; b) comparecimento numa creche durante o primeiro ano para prestar serviços à comunidade, por quatro horas, um dia na semana, cujos trabalhos serão definidos de acordo com sua aptidão; c) não se ausentar da comarca por mais de quinze dias, sem comunicação ao juízo”. Mesmo assim as feministas não se deram por satisfeitas. Invocando a Convenção Internacional contra a Tortura, elas chegaram ao cúmulo de dizer que “a prestação de serviços comunitários em creches pode ser equipara à condição de tortura psicológica (!)”.
O deputado Pompeu de Mattos (PDT/RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que havia pedido ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que as mulheres não fossem indiciadas, resolveu agora apresentar um proposta legislativa para reduzir ainda mais a pena do aborto. É o Projeto de Lei 3673/2008, que pretende reduzir para dois anos de detenção (em vez de três) a pena máxima para a gestante que pratica um aborto. Se convertido em lei, o aborto passará a ser um crime “de menor potencial ofensivo” (!), dispensando até mesmo a realização de um inquérito policial. A proposta de Pompeu serve de preparativo para a descriminalização do aborto.
********************
O aborto do ponto de vista subjetivo
A Igreja pune o crime do aborto com a pena canônica da excomunhão automática (cânon 1398), que atinge os que intervêm materialmente (médicos, enfermeiras, parteiras...) ou moralmente (como o marido ou o pai que ameaçam a gestante, constrangendo-a a abortar). “A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade” (Catecismo, n. 2272). No entanto, segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, “a mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º”. Tais circunstâncias são: a posse imperfeita do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave. A culpa maior cabe ao aborteiro, que lucra com a morte da criança e o desespero da mãe que o procura.
Uma coisa, porém, é reconhecer a existência de circunstâncias subjetivas que diminuam a culpa e, portanto, a pena a ser aplicada. Outra coisa é excluir da lei qualquer pena para o crime, como pretendem os abortistas. Isso é muito bem explicado em um documento do Pontifício Conselho para a Família, de 13 de maio de 2006:
“Hoje se pretende de qualquer modo banalizar o aborto com o pretexto de que a autoridade não deve penalizar este delito abominável. Estar nessa linha significa reduzir ou negar que o delito, pelo próprio fato de ser delito, requer uma pena. Não é concebível que um delito possa restar impune. Um outro aspecto se refere à seguinte questão: o juiz, quando examina os casos, tem a possibilidade, isto sim, de ver quais são os aspectos agravantes ou atenuantes e dispor conseqüentemente. Banalizar assim o aborto transformaria o delito em direito”.
*******************
Como não cair na armadilha abortista
Diante de um interlocutor de age com má-fé, convém fazer como fez Jesus muitas vezes com os fariseus: devolver-lhe a pergunta. Essa atitude deixa patente a insensatez da posição abortista e transforma o acusador em acusado.
ARMADILHA ABORTISTA
RESPOSTA PRÓ-VIDA
Você acha que as mulheres que fazem aborto devem ser punidas?
ERRADA: Não, eu não quero que elas sejam punidas. Quero apenas que os abortos não sejam praticados.
CERTA: Pelo que entendi, você quer saber se eu defendo a impunidade de quem mata o próprio filho. É essa a sua pergunta?
Roma, 17 de janeiro de 2009.Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.Presidente do Pró-Vida de Anápolis
A pergunta foi a seguinte: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”.
CASINI, Carlo. Prospettive di riforma dell’attuale legislazione sull’aborto: il dibattito italiano ed europeo. 2º suppl. al mensile “La Speranza” n. 1 gennaio 1995, Firenze, p. 13.
Cf. CASINI, Carlo. Chiudiamo l’era della 194. Si alla vita, n. 1, gennaio 2008, Roma, p. 13.
Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 51.
Discurso no II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, Rio de Janeiro, 04 out.1997.
FERREIRA, Marta. Em MS 25 mulheres já foram denunciadas por aborto. Campo Grande News. 14 maio 2008, 18h42min. Disponível em:
VINCENSI, Cheline. CDDH oferece assistência jurídica para mulheres indiciadas na clínica de aborto. Correio do Estado. 20 maio 2008, 17h50min. Disponível em:
CÓDIGO de Direito Canônico: promulgado por João Paulo II, Papa. São Paulo, Loyola, 1983. p. 609.
-- Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

