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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

DIREITO DE NÃO TER DIREITO

Mais uma sobre o aborto, realidade triste.
Abraços e bom fim de semana.
João Batista
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DIREITO DE NÃO TER DIREITO


Se a mesma notícia se referisse ao comportamento das tartarugas marinhas certamente teria impactado muito mais a opinião pública. Mas como alude ao comportamento humano, e mais particularmente a um problema diretamente causado por uma das vedetes da revolução-cultural feminista (diga-se sem rodeios, o direito ao aborto) passou batida mesmo.
Trata-se da constatação aterradora feita pela organização britânica ActionAid de que na Índia o número de meninas caiu ao seu nível histórico. Graças à cultura seletiva e à política pró-aborto quase irrestrita indiana, a proporção de meninas em províncias como a de Punjab chegaram a incríveis 300 para cada mil meninos. Significa dizer que em algumas regiões 2/3 das meninas que deveriam existir simplesmente não estão lá. Escolas, pátios, ruas, e só se encontram meninos. Estima-se que na Índia em 20 anos cerca de 10 milhões de meninas foram voluntariamente abortadas.
Não é preciso grande esforço para concluir que as perspectivas para este país são desesperadoras. Qualquer sociedade em desequilíbrio de gênero segue mal das pernas e em vias de caos social. O raciocínio é simples: se há escassez de homens ou mulheres, famílias não se formam, crianças não nascem, a economia retrai e o colapso conseqüente segue com a eclosão do sistema previdenciário. Muitos vivem, poucos trabalham, ninguém para pagar as contas.
O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência.
Aonde estão as feministas, aonde estão os defensores apaixonados dos direitos da mulher? Silenciosos. À parte. Mas não lhes neguemos uma parcial coerência. Claro, porque uma vez que se quebrou o valor íntrinseco e objetivo do ser humano pelo simples fato de ter sido concebido, atrelou-o ao valor do relativo e do subjetivo. À luz desse novo código de ética pragmático aonde cada um tem direitos na medida da sua utilidade, quem poderá condenar uma pessoa ou uma sociedade que decide por fim a um gênero específico apenas porque no seu contexto é mais prático e rentável ter apenas um deles?
Na vida real a expressão "aborto como direito da mulher" tende assim a pura contradição, pois não pode, em absoluto, contemplar direito algum à mulher já gerada e prestes a nascer. Aliás, a esta só lhe resta a sorte e o ocaso. A prova? Grita silenciosamente através dessas milhares de mulheres indianas que deixaram de existir pelo simples fato de não serem convenientes.
É hora de entendermos, como dizia Aristóteles, que "o menor desvio inicial na verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança"; ou contemos agora o avanço da mentira do aborto como direito da mulher, ou será a vida humana corrompida em morte multiplicando-se sem fim e sem volta para todos nós e para o nosso futuro.

Para citar este artigo:

MEDEIROS, Silvio L. Apostolado Veritatis Splendor: O DIREITO DE NÃO TER DIREITO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5446. Desde 8/15/2008.

Por Silvio L. Medeiros
Fonte: http://culturadavida.blogspot.com

4 comentários:

bete pereira da silva disse...

Nós não temos "direitos" sobre as nossas vidas, somos mordomos, nossas vidas pertencem ao Criador.

disse...

O único que tem direitos sob nossas vidas é sem sombra de dúvidas o Senhor nosso Deus...
Postagem magnífica meu grande amigo.

Com saudades!
Fique com Deus e que ele te abençoe sempre e sempre junto aos seus!

Dani disse...

Não tenho nem o que dizer!
abraços
Dani

Fa menor disse...

Amigo,
isso é revoltante!!!
As mulheres num dado momento da História adquiriram direitos, que muitíssimas nunca souberam utilizar em seu proveito... continuam joguetes nas mãos de quem as manipula! Depois dá no que dá... muita miséria escondida e agora até às vistas e às claras!

Continue trazer à luz esses assuntos!

Abraços em Cristo