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segunda-feira, 23 de março de 2009

Tesouros do Vaticano X Fome na África




Papa não poderia trocar tesouros do Vaticano por comida para África




«Trocar tesouros do Vaticano por comida para a África. Topa?». Com esta mensagem um internauta abriu um espaço no Facebook. Em poucos dias, até esta sexta-feira pela manhã, 32.146 membros haviam aderido.






O cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, esclarece que, independentemente do aspecto provocador ou ideológico da proposta, o Papa não poderia aplicá-la, pois o direito internacional o impede. «Porque é uma vergonha ver as riquezas do Vaticano e depois o noticiário».




Na realidade, esclarece, a Igreja «tem a tarefa de conservar as obras de arte em nome do Estado Italiano. Não pode vendê-las». Explica que, quando nos anos 60 um benfeitor alemão fez uma doação para restaurar o Colégio Teutônico, que se encontra dentro do Vaticano, a direção dessa residência, como gesto de agradecimento, deu-lhe uma estátua simples, que não tinha um valor comparável a outras que se encontram nos Museus Vaticanos, que se encontrava dentro do colégio. Essa pessoa teve muitíssimos problemas com o Estado italiano, pois foi acusado de subtrair bens que a Itália deve custodiar, explicou o cardeal.




«Em todas as nações há medidas para a defesa das obras de arte, porque o Estado deve mantê-las», declara, recordando que os bens da Santa Sé também fazem parte da história cultural da Itália. O cardeal recorda, por outro lado, que sem a obra da Igreja Católica, o sistema de saúde e educativo de algumas regiões da África não existiria.




«Presidentes africanos reconhecem quando vêm encontrar com o Papa», explica o cardeal Cordes. Sem a Igreja na África, uma parte dos portadores do HIV ficaria abandonada, pois a Igreja, com sua rede de hospitais, é a instituição que acolhe o maior número de pessoas com este vírus.

Fonte: Cléofas

sexta-feira, 20 de março de 2009

O arcebispo de Recife e o Aborto



Uma analista explicou a ACI Prensa que por trás dos ataques contra o Arcebispo de Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, existe a urgência de esconder graves irregularidades no aborto que praticou à menina de 9 anos. Alberto R. S. Monteiro revelou que a discussão sobre a excomunhão foi criada intencionalmente por setores abortistas para desviar a atenção da opinião pública.



Segundo o analista, ninguém se inteirou que a menina foi incomunicada por uma trabalhadora social do Instituto Materno Infantil de Pernambuco em Recife, hospital estatal onde se começaram as gestões para o aborto “legal”; e que empregados do hospital, ao precaver-se que o pai biológico da menina estava disposto a resgatá-la com ajuda do Bispo de Pesqueira, Dom Francesco Biasin, permitiram que uma ONG abortista convencesse à mãe e a menor para transladá-la a uma clínica privada onde finalmente lhe praticaram o aborto.


Monteiro destacou a exagerada cobertura das declarações do Arcebispo de Recife e o silêncio absoluto da imprensa diante dos esforços do pai biológico da menor que sempre se opôs ao aborto de sua filha assim como do Bispo de Pesqueira e alguns de seus colaboradores que foram em procura de auxiliar à menina.


Segundo o analista, o pai da menina esgotou todos os recursos para tirar sua filha do hospital onde a mantiveram incomunicada, apesar que a lei prescreve que qualquer atenção para crianças menores deve contar com a expressa aprovação de seus pais. Pelo contrário, só encontrou resistência e uma trabalhadora social do Hospital não identificada que o enganou dizendo que se não abortasse, a menina morreria.


“Nenhum médico, psicólogo ou outro profissional deu explicações ao pai. A funcionária social manteve incomunicada à menina e enfrentou ao Conselho Tutelar de Alagoinha, povo natal da menina, que pedia deter os procedimentos de aborto.


Quando o pai e os membros do Conselho Tutelar perguntaram pela saúde dos três meninos. A funcionária lhes respondeu: ‘Não há três meninos aqui, só registramos uma, os outros são embriões’, apesar que os gêmeos por nascer já tinham 5 meses de gestação”, revelou Monteiro.


O pai da menor procurou então ao Bispo de Pesqueira, a cuja diocese pertence Alagoinha, para que interviesse no caso. Dom Biasin, a quem a imprensa brasileira não entrevistou, enviou a médicos e psicólogos da diocese para que assistissem a menor mas esta foi transladada a outro local por sua mãe, a quem representantes da ONG abortista Grupo Curumim convenceram da urgência do aborto.


Monteiro considera que o movimento abortista escolheu casos emblemáticos como o da menina de Recife para obter a aceitação do aborto na opinião pública, logo que a imprensa informasse a fins de janeiro sobre as ações que o Ministério de Saúde empreendeu para aumentar o número de abortos legais por violação e má formação fetal.


O jornal Folha de São Paulo informou que o governo de Lula está promovendo os serviços de aborto, equipa hospitais e capacita ao pessoal sanitário para que mais mulheres abortem. Folha considera um grande lucro que as cifras de aborto legal tenham crescido em 43 por cento em um ano. Desde 2,130 casos registrados em 2007 a 3,053 casos até novembro de 2008. “Entretanto, se a população soubesse o que na verdade ocorreu com essa menina o aborto seria ainda mais impopular no Brasil e no mundo”, sustenta Monteiro.


Para o analista, a mentira mais repetida neste caso foi o suposto risco de morte da menina grávida. “A menina nunca esteve em risco de morrer. No Brasil todos os anos se registram 30 mil gravidezes em meninas menores de 14 anos e não se registra nem um só caso de morte a causa da gravidez quando se lhe oferece controle pré-natal e um parto com cesariana”, indicou.


Neste sentido, questionou as pressões de alguns médicos como Carmelita Maia, médica legista do Instituto de Medicina Legal, que sustentaram diante da imprensa a suposta urgência do aborto para a menina. Entretanto, assinala Monteiro que “a doutora Maia cai em uma profunda contradição pois ela mesma afirmou também à imprensa que está fazendo sua tese de violência sexual na Fundação Oswaldo Cruz e tinha feito seguimento a 50 meninas grávidas menores de 14 anos. E quantas destas meninas que ela mesma atendeu morreram? Maia não menciona sequer um caso”.


Segundo Monteiro, “o Governo de Lula está disposto a incrementar o número de abortos legais recorrendo a todos os abusos e mentiras como as que se cometeram com a menina de 9 anos de Recife. Não se deterão diante de nada e nos seguirão falando de uma falsa excomunhão da menina para abusar impunemente de mulheres pobres ou inclusive de meninas pequenas que cairam em desgraça”.



quinta-feira, 19 de março de 2009

Palavras do Papa sobre preservativo



O porta-voz da Santa Sé comentou as palavras de Bento XVI sobre a luta contra a AIDS esclarecendo que, para a Igreja, a prioridade é a educação, a pesquisa e a assistência humana e espiritual, e não a opção exclusiva pela difusão de preservativos.


O esclarecimento que o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi S.J., publicou na tarde desta quarta-feira desde Yaoundé, deu-se através de um comunicado em resposta às interpretações da mídia e inclusive de representantes governamentais sobre a resposta que o Papa deu nesta terça-feira aos jornalistas na viagem de Roma a Camarões.


Um editorial de capa, publicado pelo diretor de L'Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, constata que alguns meios de comunicação reduziram a mensagem do Papa sobre a AIDS «a um só aspecto – também, tirado de contexto em chave polêmica –, ou seja, o dos métodos para enfrentar a difusão da AIDS».


Baseados em uma versão parcial que os meios informativos ofereceram nesta terça-feira das palavras do Papa em sua referência à AIDS e ao preservativo, representantes de instituições e governos lançaram duras acusações.


Por exemplo, o diretor executivo do Fundo Mundial de Luta contra a AIDS, Michel Kazatchkine, expressou sua «profunda indignação» e pediu ao Papa que retire suas afirmações, considerando-as «inaceitáveis», pois representam «uma negação da epidemia».


Expoentes dos governos da França e da Bélgica também atacaram com violência o Santo Padre.
O Pe. Lombardi precisou em sua declaração «que o Santo Padre confirmou as posições da Igreja Católica e as linhas essenciais de seu compromisso para combater o terrível flagelo da AIDS».


O porta-voz explicou que as três áreas de ação na luta contra a AIDS foram expostas por Bento XVI.


Em primeiro lugar, «a educação na responsabilidade das pessoas no uso da sexualidade e a reafirmação do papel essencial do matrimônio e da família».


Em segundo lugar, «a pesquisa e a aplicação de tratamentos eficazes para a AIDS e colocá-los à disposição ao maior número de doentes através de muitas iniciativas e instituições de saúde».


Em terceiro lugar, «a assistência humana e espiritual aos enfermos de AIDS, assim como de todos os que sofrem, que desde sempre estão no coração da Igreja».


«Estas são as direções nas quais a Igreja concretiza seu compromisso, considerando que buscar essencialmente em uma mais ampla difusão de preservativos não constitui na realidade o melhor caminho, o de mais amplo horizonte, nem o mais eficaz para enfrentar o flagelo da AIDS e tutelar a vida humana», concluiu o Pe. Lombardi.


Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 18 de março de 2009

Jejum: apelo à sobriedade de vida



O bispo de Angra (Portugal), Dom António de Souza Braga, considera que o jejum quaresmal constitui um apelo à sobriedade de vida.


Em uma Mensagem de Quaresma difundida (...) por Agência Ecclesia, Dom António de Souza recorda que «a caminhada penitencial da Quaresma deve levar-nos ao sentido originário do nosso batismo e às suas implicações concretas na vida do dia-a-dia».


«Através das práticas penitenciais, na linha da tradição bíblica: oração, jejum e esmola. Que caracterizaram sempre a caminhada quaresmal. Como expressão de conversão interior. De mudança na maneira de pensar e de agir», explica.


Segundo o bispo, nesta Quaresma do Ano Paulino, «somos convidados a uma leitura orante das Cartas de S. Paulo, que nos ensinam como ser cristãos, discípulos fiéis de Cristo e apóstolos audazes do Seu Evangelho».


«Neste mundo conturbado, à procura de um novo rumo, não há que ter medo de apresentar o Evangelho de Jesus, como caminho de progresso humano», afirma.


O bispo de Angra considera que ler a realidade à luz da fé «leva-nos a olhar para o momento presente, com os seus problemas e dificuldades, como ‘tempo favorável’, tempo oportuno de graça: kairós».


«Uma oportunidade para um salto de qualidade na civilização humana. Que vai, sem dúvida, custar sacrifícios. Mas que é caminhada para uma vida com abundância, conforme a promessa de Jesus. Que nos empenha e compromete.»


Nesse contexto, o bispo convida os fieis à prática do jejum. «Jejuar não é apenas abster-se de alimentos. O jejum constitui um apelo à sobriedade de vida. À contenção no consumo».
Isso «também em vista de uma maior partilha e entreajuda. Tão necessárias no mundo em que vivemos. Onde cresce o fosso entre ricos e pobres. Onde há famílias, que precisam de solidariedade efetiva».


Segundo o prelado, como o Bom Samaritano, «temos de nos fazermos próximo de todo o irmão que precisar de ajuda».


«É esse o sentido da prática tradicional da esmola. Que, às vezes, assume um significado pejorativo. Originariamente, era - e deve continuar a ser - expressão de solidariedade: ter piedade, capacidade de se com-padecer, de sofrer com», explica.


De acordo com o bispo, «foi assim o amor de Deus. Como Cristo no-lo revelou. Assim deverá ser o amor do próximo. No tempo e no lugar. Aqui e agora».



fonte: ZENIT.org

terça-feira, 17 de março de 2009

Por que os católicos veneram imagens?

Desde a antigüidade, o homem sempre usou pinturas figuras, desenhos e esculturas, entre outros, para dar a entender ou explicar algo. Estes meios servem para ajudar a visualizar o invisível; para explicar o que não se pode ser explicado com palavras. Quando o homem caiu pelo pecado e perdeu a intimidade com Deus, começou a confundir Deus com outras coisas e a render-lhe como se fossem deuses. Este culto era representado freqüentemente com esculturas ou imagens idolátricas. A proibição do Decálogo contra as imagens se explica pela função de tais representações.

Entretanto, ainda quando muitas pessoas pensam que o primeiro mandamento proíbe a veneração das imagens isto não é necessariamente assim. O culto cristão às imagens não é contrário ao primeiro mandamento porque a honra que se presta a uma imagem pertence a quem nelas é representado. Que dizer, se venera uma imagem não por ser a imagem em si, mas pelo que esta representa.

Neste sentido, Santo Tomás de Aquino em sua monumental Summa Theologiae assinala que "o culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas que as olha sob seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem a Deus encarnado. Pois bem, o movimento que se dirige à imagem em quanto tal, não se detém nela, mas tende à realidade da que é imagem".
Inclusive já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado, e como exemplo disso temos a serpente de bronze ou a arca da aliança e os querubins.

As primeiras comunidades cristãs representaram a Jesus com imagens de Bom Pastor, mais adiante apareceram as de Cordeiro Pascal e outros ícones representando a vida de Cristo. As imagens têm sido sempre um meio para dar a conhecer e transmitir a fé em Cristo e a veneração e amor à Santíssima Virgem e aos santos. Prova disso, são as catacumbas -a maioria localizada me Roma- onde ainda se conservam imagens feitas pelos primeiros cristãos, como as catacumbas de Santa Priscila, pintadas na primeira metade do século III.

Entretanto, com a encarnação de Jesus Cristo foi inaugurada uma nova economia das imagens.Cristo tomou e resgatou os ensinamentos do Antigo Testamento e lhe deu uma interpretação mais perfeita em sua própria pessoa. Antes de Cristo ninguém podia ver o rosto de Deus; em Cristo Deus se fez visível. Antes de Jesus as imagens com freqüência representavam a ídolos, eram usadas para a idolatria. Agora o verdadeiro Deus quis tomar imagem humana já que ele é a imagem visível do Pai.

Maria e os Santos

A igreja Católica venera aos santos mais não os adora. Adorar algo ou alguém que não seja Deus é idolatria. Há que saber distinguir entre adorar e venerar. São Paulo ensina a necessidade de recordar com especial estima aos nossos precursores na fé. Eles não desapareceram no nada mas a nossa fé nos dá a certeza do céu onde os que morreram na fé estão já vitoriosos em Cristo.

A igreja respeita as imagens da mesma forma que se respeita e venera a fotografia de um ser querido. Todos sabemos que não é o mesmo contemplar a fotografia e contemplar a própria pessoa de carne e osso. Não está, então, a tradição Católica contra a Bíblia. A Igreja é fiel a autêntica interpretação cristã desde suas origens.

A igreja procurou sempre com interesse especial que os objetos sagrados servissem ao esplendor do culto com dignidade e beleza, aceitando a variedade de matéria, forma e ornato que o progresso da técnica tem produzido ao longo dos séculos. Mais ainda: a Igreja se considerou sempre como árbitro das mesmas, escolhendo entre as obras artísticas as que melhor responderam à fé, à piedade e às normar religiosas tradicionais, e que assim seriam melhor adaptadas ao uso sagrado.

quinta-feira, 12 de março de 2009

O PAPA E A CRUZ INVERTIDA








Recentemente recebi um email de um irmão em Cristo que confessa a fé protestante, que acusava o Papa de ser o Anti-Cristo, por usar uma cruz invertida em sua cadeira. O email trazia o link de um site, que possui várias imagens do Papa em Israel, sentado sobre esta cadeira. Segundo ele, o uso da cruz invertida era prova de confissão de fé Satânica.

Agora me vem uma pergunta: de onde se tirou a informação que cruz invertida é símbolo do demônio? Será que os seguidores da "Sola Scriptura" agora estão adotando livros de magia e satanismo como regras de fé, além da Bíblia? Podem me responder onde está escrito na Bíblia que a cruz invertida não pode ser usada como símbolo cristão?

Fui conferir o link e infelizmente comprovo que muitíssimas pessoas estão longe da Igreja de Cristo, por causa de uma caricatura que fizeram dela.

Um princípio cristão é o de julgar sempre com benevolência as ações do próximo, enquanto um sinal evidente de maldade não o se verifique. Além do mais, julgar temerariamente é um pecado que pode ser gravíssimo. Não se perde a alma só por causa delitos contra o sexto mandamento.

Na enciclopédia Larrousse tem uma relação de tipos de cruzes e seus nomes. A cruz invertida é chamada Cruz de Pedro. (Ex.: Cruz Tau ou de Santo Antonio - T adotada por São Francisco; Cruz Grega - dividida bem ao meio ; Cruz Latina - haste inferior prolongada ,tradicional; Cruz de Santo André - X ; Cruz Egipicia, Ortodoxa, Cruz de Malta , Cruz de Pedro (invertida)).
Na basílica de São Pedro, vc encontrará no sepulcro do Príncipe dos Apóstolos (São Pedro) a mesma Cruz, símbolo do seu martírio.

Orígenes (256 d.C.) foi o primeiro a relatar que São Pedro "foi crucificado de cabeça para baixo, porque ele pediu que pudesse ser martirizado desta forma" (Eusebio, História Eclesiástica, III, 1).



Eusébio de Cesaréia (nascido em 260 d.C. morto 341) escreveu a História da Igreja. Nela, ele escreve: "Pedro parece ter pregado em Pontus, Galácia, Bitínia, Capadócia e Asia para os Judeus da dispersão. E por fim, tendo chegado a Roma, ele foi crucificado de cabeça para baixo, como ele havia pedido para sofrer desta maneira. Estes fatos foram relatados por Orígenes no terceiro volume do seu Comentários sobre o Genesis".

O artigo da Enciclopédia Católica: "São Pedro, Príncipe dos Apóstolos"; confirma a crença tradicional de que São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo numa cruz invertida: "Em relação à como Pedro morreu, nós temos uma tradição atestada por Tertuliano no final do segundo século e por Orígines de que ele foi crucificado.


Orígenes disse: foi crucificado de cabeça para baixo, porque ele pediu que pudesse ser martirizado desta forma". Como local de execução podemos aceitar como grande probabilidade os Jardins de Nero (Neronian Gardens) no Vaticano, uma vez que lá, de acordo com Tacitus, era utilizado como palco de cenas cruéis da perseguição promovida por Nero; e neste distrito, nas vizinhanças da Via Cornélia e no sopé das Colinas do Vaticano, que o príncipe dos Apóstolos encontrou seu sepulcro".






A cruz invertida utilizada pelos primeiros cristãos refere-se a crença tradicional de qual maneira São Pedro teve o seu martírio - e não um símbolo satânico - para nos lembrarmos da humildade deste servo de Deus, que não se considerava digno de morrer como seu Senhor.


Para citar este artigo:
LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: O PAPA E A CRUZ INVERTIDA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/696. Desde 1/27/2003.




quarta-feira, 11 de março de 2009

Diferença entre jejum no cristianismo e em outras religiões

Diferença entre jejum no cristianismo e em outras religiões

Por Carmen Elena Villa

O jejum no cristianismo se distingue desta prática em outras religiões, pois tem por objetivo descobrir Deus, e não descobrir a si mesmo.
Quando os cristãos jejuam, «não se fecham em si mesmos», mas «se unem ao seu Senhor, que jejua por quarenta dias e quarenta noites no deserto».
Assim manifestou o cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum», durante a coletiva de imprensa que concedeu nesta quarta-feira na Santa Sé, na qual foi apresentada a mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2009.

O sentido do jejum no budismo e no islã

Segundo declarou o purpurado alemão, que dirige o organismo vaticano encarregado de promover e coordenar a ação caritativa na Igreja, o objetivo do jejum, tanto no budismo como no islã, consiste em favorecer o cuidado do corpo, opondo-se à sua idolatria.

O cardeal assinalou como o sentido do jejum no budismo consiste no desapego dos bens terrenos, porque o corpo em si mesmo se converte em origem de sofrimentos: «deve desacostumar-se à ‘sede’ de coisas criadas, abandonar o desejo e as inquietudes que dele se derivam, matá-las dentro de si mesmo»; desta maneira se chega ao Nirvana, que consiste na extinção completa dos desejos.

Para o islã, o jejum é a quarta coluna que sustenta esta religião e uma prática obrigatória durante o mês do Ramadã.

Para os muçulmanos, existe outra razão para esquecer-se de tudo que é terreno: «Deus tem seu trono em uma distância infinita. Não se lhe pode encontrar no mundo. Só se comunica com a criação e com o homem mediante sua lei, a charia»; por isso, «seria uma heresia escandalosa afirmar que Alá tivesse como filho um membro do gênero humano».

O purpurado assinalou que o jejum em ambas as religiões tem algo em comum: «transcende a dimensão terrena e procura um objetivo muito além deste mundo: o ingresso no Nirvana ou a obediência a Alá, Senhor do céu e da terra».

Em ambas as religiões, «trata-se de libertar-nos do peso das coisas criadas», declarou.

O sentido do jejum cristão

Pelo contrário, para o cristão «o desejo místico não é nunca o descenso em si mesmo, mas sim o descenso na profundidade da fé, onde encontra Deus».

Ainda que seja importante aprender sobre as demais religiões, os cristãos devem aprofundar «na herança recebida e conhecê-la cada vez melhor. A revelação divina diz algo novo em cada época histórica; é inesgotável», constatou.

O cardeal deixou clara a diferença entre a rejeição do mundo por parte do budismo e as leis do Ramadã islâmico e da Quaresma cristã, que «oferece ao cristão um caminho espiritual e prático para exercitar sem recortes nem reservas nossa entrega a Deus».

Assinalou que, em sua mensagem quaresmal, o Papa não mostra o jejum com um aspecto negativo: «como poderemos nós desprezar nossa carne, se o Filho de Deus a assumiu, convertendo-se verdadeiramente em nosso irmão?».

Quando os homens jejuam com uma atitude interior de desejo de conversão, «em Cristo buscam a comunhão com o Tu divino. N’Ele buscam novamente o dom do amor que renova o ser cristão» e se comprometem «na luta contra a miséria, convertendo-se em mensageiros do amor de Deus».
Fonte: ZENIT.org

quarta-feira, 4 de março de 2009

O JEJUM QUE AGRADA A DEUS


Através dos escritos de Isaías, o povo de Israel se lamenta com Deus: “Porque jejuamos e vós não o vedes, porque nos mortificamos e vós não os sabeis?”


Mas Deus responde a esta pergunta: “É porque existem maneiras incorretas de se jejuar”


Dentro do texto que nos ocupa hoje, e que serve para a nossa meditação, jejuar e, ao mesmo tempo, ofender a Deus, desobedecendo aos preceitos ou mandamentos mosaicos; jejuar e ao mesmo tempo tornar-se violento, jejuar e ser agressivo, jejuar e não respeitar o direito do órfão, da viúva, do estrangeiro, jejuar e ao mesmo tempo cometer adultério, jejuar e levantar calúnias, ou então ser injusto nos negócios, este é um jejum que não agrada a Deus.


Na verdade Israel no passado jejuava, e jejuava muito mais do que nós jejuamos hoje, mas infelizmente, as mais das vezes, o jejum era acompanhado de todas estas práticas pecaminosas, e por isto mesmo, este jejum não agrada a Deus de forma alguma, não o agradou no passado, e continua a não agradar-Lhe no presente.


Nós somos chamados no início desta quaresma a jejuar, sobretudo com relação ao pecado. Sim cada um de nós conhece a lista de seus pecados, cada um de nós conhece os vícios que lhe tomaram conta da existência aos poucos.


Para uns, se trata de libertar-se da preguiça, e não se esqueçam, existe também uma preguiça espiritual, isto é, preguiça de rezar, preguiça de estar com Deus, preguiça de meditar.


Para um outro, se trata de coibir a sua gula, para um terceiro, jejuar da sua sensualidade exacerbada, para um quarto, jejuar com a língua, que infelizmente anda solta muitas vezes a falar mal do próximo, ou dos irmãos.


Este é um jejum que agrada sumamente a Deus. Cada um de nós olhe para dentro de si, em sua consciência, cada um de nós examine o que ainda não foi interiormente evangelizado, comece a jejuar a partir desta falta e deste pecado, Deus certamente levará em conta, e o conduzirá a uma restauração em Cristo.


Pe. Fernando J. C. Cardoso

Arquidiocese de São Paulo/SP

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Quaresma – Tempo de jejum, esmola e oração.

Fonte: Mensagem Cristã

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Porque NÃO à Eutanásia?

Por que NÃO à Eutanásia?



De acordo com o Santo Padre, "a eutanásia, embora não esteja motivada pelo rechaço egoísta de fazer-se cargo da existência daquele que sofre, deve considerar-se como uma falsa piedade, mais ainda, como uma preocupante «perversão» da mesma.

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Com efeito, a verdadeira «compaixão» faz solidários com a dor de outros, e não elimina a pessoa cujo sofrimento não pode suportar. O gesto da eutanásia aparece ainda mais perverso se é realizado por quem --como os familiares-- deveriam assistir com paciência e amor a seu próximo, ou por quantos --como os médicos--, por sua profissão específica, deveriam cuidar do doente inclusive nas condições terminais mais penosas.

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A opção da eutanásia é mais grave quando se configura como um homicídio que outros praticam em uma pessoa que não pediu de nenhum modo e que nunca deu seu consentimento. chega-se além ao cúmulo do arbítrio e da injustiça quando alguns, médicos ou legisladores, se atribuem poder de decidir sobre quem deve viver ou morrer.

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Deste modo, a vida do mais fraco fica nas mãos do mais forte; perde-se o sentido da justiça na sociedade e se mina em sua própria raiz a confiança recíproca, fundamento de toda relação autêntica entre as pessoas. O desejo que brota do coração do homem diante do supremo encontro com o sofrimento e a morte, especialmente quando sente a tentação de cair no desespero e quase de abater-se nela, é sobre tudo aspiração de companhia, de solidariedade e de apoio na provação. É petição de ajuda para seguir esperando, quando todas as esperanças humanas se desvanecem". (1)

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Parece mentira que um médico e legislador pertencente à esquerda -suposta defensora dos direitos humanos- possa apresentar semelhante projeto, claramente contrário ao principal direito de todo homem: o direito à vida. Entretanto, é compreensível. Porque quem não tem fé, quem vê a vida de um ponto de vista meramente utilitarista e o homem como um ser puramente material, obviamente se desespera diante da dor e a morte.

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A todos consta que suportar estes transes, torna-se com freqüência mais difícil para os que acompanham e cercam o doente, que para o doente mesmo; então, sejamos sinceros: a quem se pretende ajudar legalizando a eutanásia?; ao doente, ou aos que decidem sua morte? Alguém por acaso já se propôs estudar que conseqüências traz em uma pessoa tomar consciência de sua responsabilidade na morte de um ser querido? Aos defensores da eutanásia, isso importa?

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É interessante considerar o que traça a Conferência Episcopal Espanhola em um documento difundido em 19 de fevereiro de 1998, com motivo de uma campanha realizada naquele país para legalizar a eutanásia:

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"Hoje a eutanásia é novamente aceitável para alguns por causa do estendido individualismo e da conseguinte má compreensão da liberdade como uma mera capacidade de decidir algo com tal de que o indivíduo a julgue necessária ou conveniente. "Minha vida é minha: ninguém pode me dizer o que tenho que fazer com ela." "Tenho direito a viver, mas não me pode obrigar a viver."

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Afirmações como estas são as que se repetem para justificar o que se chama "o direito à morte digna", eufemismo para dizer, em realidade, o "direito de se matar". Mas este modo de falar denota um egocentrismo que se torna literalmente mortal e que põe em perigo a convivência justa entre os homens. Os indivíduos se erigem, deste modo, em falsos "deuses" dispostos a decidir sobre sua vida e sobre a de outros.

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Ao mesmo tempo, a existência humana tende a ser concebida como uma mera ocasião para "desfrutar". Não são poucos os falsos profetas da vida "indolor" que exortam a não agüentar nada absolutamente e a que nos rebelemos contra o menor contratempo. Segundo eles, o sofrimento, a resistência e o sacrifício, são coisas do passado, quinquilharias que a vida moderna teria superado já totalmente. Uma vida "de qualidade" seria hoje uma vida sem sofrimento algum.



Quem pensa que resta ainda algum lugar para a dor e o sacrifício, é tachado de "antigo" e de cultivador de uma moral para escravos. Não é estranho que desde atitudes hedonistas deste tipo, unidas ao individualismo, se ouça supostas justificações da eutanásia como estas: "eu decido quando minha vida já não vale a pena" ou "ninguém pode ser obrigado a viver uma vida sem qualidade". (2)



Merece viver uma pessoa idosa, que não pode valer-se já se por si mesma, depois de ter deixado a vida em benefício da sociedade, e em muitas ocasiões, daqueles que vão decidir sobre sua morte? Vale a pena prestar assistência aos deficientes, já que sua produtividade é menor, mínima ou nula? O que fazemos se faltarem leitos nos hospícios? Ampliamos a um um custo sempre alto, ou o "damos um fim" para os doentes irrecuperáveis, sem necessidade de investir um centavo?



Se o projeto de lei fora efetivamente apresentado e tivesse receptividade entre gente de outros partidos políticos, os deficientes e os idosos -os mais frágeis da sociedade- ficariam com o tempo a mercê de médicos que se atribuem o direito de decidir quem deve viver e quem deve morrer. Com todos os meios ao seu dispor para pôr "pra dormir" a quem lhe agrade...



Vejamos alguns dados do que vem acontecendo em outros países.



"Em 1995, por exemplo morreram na Holanda 19.600 pessoas de morte causada ("sanitariamente") por ação ou omissão. Destas pessoas só 5.700 sabiam o que estava acontecendo. No resto dos casos, os interessado não sabiam que outros tomavam por eles a decisão de que já não tinham que continuar vivendo". (3)



Se estes dados forem aterradores, não menos são dramáticos alguns casos particulares, como o de um médico cordobês que deu uma dose letal de clorofórmio a seu filho doente de difteria, precisamente no dia anterior ao anúncio da Roux de seu descobrimento do soro antidiftérico (4).



Ou o caso de Maria Belém, uma bebê rosarina que em 1995 esteve 40 dias internada com um quadro de encefalite aguda.



Os médicos disseram que não havia nada que fazer, um neurologista de Buenos Aires aconselhou "jogá-la no lixo", um profissional amigo se ofereceu a dar uma injeção para "ajudá-la a morrer". Mas os pais se opuseram e hoje Maria Belém tem 5 anos, há 12 meses não sofre convulsões, recuperou a vista e grande parte da audição e come e brinca com seu irmãozinho (5).



Também está o caso de Karen Ann Quinlan, uma norte-americana de 21 anos que entrou em coma por uma overdose de álcool e drogas. Seus pais adotivos, logo depois de uma longa batalha legal, solicitaram aos médicos a interrupção dos tratamentos extraordinários, para permitir que a jovem morresse naturalmente. Entretanto, logo depois da desconexão, a paciente continuou com vida por dez anos.

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Outro caso famoso, bastante parecido ao anterior, é o de Nancy Beth Cruzan, uma jovem de 25 anos que permaneceu em estado vegetativo persistente durante 8 anos até que a Suprema Corte autorizou a interrupção da administração de alimentos, falecendo em 1990.

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Esta última decisão é claramente objetável; porque prover nutrientes a um ser humano, é satisfazer suas necessidades básicas, e privar uma pessoa delas é homicídio por inanição (6).

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Afirma Antonio Orozco que "uma sociedade que legitima a eutanásia suicida não está propiciando mortes dignas, mas sim a multiplicação incalculável de patéticas covardias diante da morte, a justificação de um temor perpétuo -inevitável em semelhante sociedade- a ser conduzido ao sanatório por razões exclusivamente utilitárias. Uma sociedade que legitima a eutanásia suicida, é uma sociedade que está proclamando sua inépcia para oferecer autêntica solidariedade, afeto, carinho a seus doentes terminais" (7). Ao parecer, nossa sociedade tem estas caracterísiticas. Segundo uma pesquisa realizada por Equipes Consultores 49% dos uruguaios parece ser partidário da eutanásia (8).



E as sociedades, têm os médicos que merecem. Aqui temos o deputado - doutor Gallo e nos Estados Unidos têm o tristemente célebre Dr. Kevorkian. Este personagem -o "Dr. Morte" para a imprensa-, parece-se mais ao velho carrasco de tocha e capuz, que ao grande Hipócrates, pois ganhava a vida vendendo uma máquina que ajudava as pessoas a morrer sem dor, escolhendo para isso os Estados que não tinham pena para ajuda ao suicídio.

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Foi julgado e absolvido em um deles, de maneira escandalosa, porque o jurado entendeu que não havia no médico "dolo" de homicídio (intenção de matar).

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Mais recentemente Kevorkian, chegou ao cúmulo de obter que a CBS transmitisse ao vivo um suicídio assistido... Embora a nível local há alguns seguidores de Kevorkian, também há legisladores que têm o poder -e o dever- de decidir se forem deixar atuar impunemente os mercados da morte, ou se, em nome dos mais fracos, vão promover com todos os meios a seu alcance, a pesquisa e o desenvolvimento dos "cuidados paliativos", expressão genuína da cultura da vida, que nos propomos a defender.



Estes cuidados, permitem "facilitar uma morte verdadeiramente digna, quer dizer, uma morte o mais lúcida possível com a menor dor possível, sem violentar a natureza das coisas. É falso que a Igreja católica defenda o encarniçamento médico. O que defende é precisamente o direito de morrer com dignidade. E abençoa a quantos de uma maneira ou outra procuram paliar a dor, especialmente o dos doentes terminais. É mais, os cuidados paliativos -diz- constituem uma forma privilegiada da caridade desinteressada. Por esta razão devem ser incentivados (CEC N. 2.279)". (9)

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Não é mediante o assassinato ou o suicídio assistido que se ajuda às pessoas a morrer dignamente: a morte verdadeiramente digna, proporciona, sem dúvida, quem se aproxima do idoso ou doente terminal dispostos a padecer com ele, quem solidariamente se entrega a sua cuidado e atenção, quem alivia suas dores físicas e morais.


Esperamos que nossos legisladores -crentes ou não-, atuem com sensatez; e desejamos que, sem resignar-se diante da dificuldade que é para o homem de hoje enfrentar a dor e a morte, manifestem-se a favor da vida: DE TODA VIDA HUMANA, VALIOSA E DIGNA ENQUANTO TAL. Faz quase duas décadas os orientais se reuniram em frente ao Obelisco "Por um Uruguai sem exclusões". Continua de pé o compromisso?


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AVE FAMÍLIA
(1) Evangelium Vitae «Eu dou a morte e dou a vida» (Dt 32, 39) o drama
da eutanásia)
(2) Conferência Episcopal Espanhola, Sobre a Eutanásia, , II, b), 7.e 8.
www.arvo.net
(3) Conferência Episcopal Espanhola, Op.cit. III, c) 15. Cf. W.J. Eijk / J.P.M.
Lelkens, Medical-Ethical Decisions and Life-Terminating Actions in The
Neederlands 1990-1995. Evaluation of the Second Survey of the Pratice of
Euthanasia, Medicina e Morale 47 (1997) 475-501, 491.
(4) M.G. Morelli, La Eutanasia, Cfr. TALE, Camilo, La eutanasia,
comunicación al Congreso Nacional de Jóvenes, Córdoba, 1994).
www.vidahumana.org
(5) M.G. Morelli, Op. cit., Diario La Capital de Rosario, 26/7/95)
www.vidahumana.org
(6) M.G. Morelli, Op.cit.; Sobre el tema, v. Sgreccia, Elio, Manual de
Bioética, ed. Diana, México, 1996, tomo 1, p. 610. www.vidahumana.org
(7) Antonio Orozco, "La escalera de los siete escalones" (Equivalencia de la
eutanasia activa al suicidio asistido). www.arvo.net.
(8) El Observador (12/04/2001)
(9) A. Orozco, Op. cit.

Fonte: ACI

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Igreja é contra a Teoria da Evolução?

A Igreja não é contra a teoria da evolução, desde que seja entendido que esta evolução foi querida por Deus, programada e executada por Ele. A Igreja também não abre mão de que a alma humana, imortal e racional, é criada diretamente por Deus e colocada na pessoa no instante da sua concepção, quando o óvulo feminino é fecundado pelo sêmen masculino.
Dentro dessa ótica, a Igreja aceita a teoria do início do mundo a partir do Big Bang, a grande explosão que teria dado inicio ao universo hoje conhecido.
Mas o que é o Big Bang?
No início do século os astrônomos começaram a mapear o Universo, e descobriram que as galáxias pareciam estar se afastando da Terra com velocidades cada vez maiores, de modo que quanto mais longe estivessem tanto maior era a sua “velocidade de fuga”. Era como se os grupos de galáxias fossem partes de uma explosão acontecida a bilhões de anos.
Daí nasceu a teoria do Big-Bang (grande explosão), segundo a qual o Universo começou a partir dos fragmentos desta gigantesca explosão.
A partir das velocidades relativas, observadas nas galáxias mais distantes, a época da explosão foi calculada em aproximadamente 15 bilhões de anos. Uma matéria ultra-comprimida teria explodido numa nuvem de energia e partículas elementares, aquecidas a uma temperatura inimaginável de bilhões de graus Celcius. Dentro desta esfera havia apenas fótons e nêutrons comprimidos de modo tal que um litro dessa matéria pesaria bilhões de toneladas e tinha a temperatura de 1015 (= 1 seguido de 15 zeros) graus C.
Essa esfera teria explodido, jogando no vazio a matéria com a velocidade da luz.
Apenas um centésimo de segundo após essa grande explosão, a temperatura descera a 300 bilhões de graus C; os fótons e os nêutrons se condensaram em elétrons e núcleos, dando origem a uma massa de hidrogênio incandescente, que aos poucos foi se condensando em galáxias de estrelas.
No interior das estrelas, a cerca de 20 milhões de graus, esse hidrogênio foi se transformando em hélio, num processo de combustão que liberava enormes quantidades de energia. Em seguida, num complexo processo de evolução química, esse hélio se converteu em outros elementos (oxigênio, carbono, nitrogênio, ferro…), que se encontram nas estrelas.
Alguns bilhões de anos após a explosão inicial, originaram-se as estrelas, os planetas, os asteróides e os satélites que constituem o nosso sistema solar e o universo inteiro. Sabe-se hoje que o espaço é perpassado por um campo de radiações, que têm a temperatura de 2,7 graus absolutos (270 graus centígrados abaixo de zero). Essas radiações são o resíduo da radiação muito mais intensa e quente que devia perpassar o universo nas suas fases iniciais de existência.
Por efeito do processo de expansão devido ao big-bang inicial, a radiação eletro-magnética originária teve que diminuir a sua temperatura até chegar hoje, 15 bilhões de anos depois, a uma temperatura próxima do zero absoluto.
A presença dessa radiação, que perpassa o universo e que é prevista pela teoria do big-bang, poderia ser a prova mais convincente desta teoria, que ainda não é aceita por todos os astrônomos e físicos. Um pequeno grupo acredita que o Universo é eterno, isto é, não teve começo e nem terá fim. É a teoria do estado constante.
A fé não aceita esta teoria, pois a eternidade do Universo faria dele um Absoluto, um Deus. Só Deus é eterno; só Deus não teve começo e não terá fim. O eterno é perfeito; não evolui, como o Universo evolui, teve início e terá fim.
Para os físicos modernos, a melhor explicação da origem do universo está na teoria do Big Bang, que tem sido estudada exaustivamente; e a Igreja não a desaprova, desde que se considere o que foi dito acima.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
Do livro CIÊNCIA E FÉ EM HARMONIA
Data da Publicação: 11/02/2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Aborto em caso de estupro: a história de Rebecca

História de Rebecca Kiessling


Por: Rebecca Kiessling

Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal sob ameaça de faca por um estuprador em série. Assim como a maior parte das pessoas, eu nunca pensei que o assunto aborto estivesse relacionado à minha vida, mas assim que recebi esta notícia percebi que não só está relacionado à minha vida, mas está ligado à minha própria existência. E


ra como se eu pudesse ouvir os ecos de todas as pessoas que, da forma mais simpática possível, dizem: “Bem, exceto nos caso de estupro...” ou que dizem com veemência e repulsa: “Especialmente nos casos de estupro!!!”. Existem muitas pessoas assim por aí. Elas sequer me conhecem, mas julgam a minha vida e tão prontamente a descartam só pela forma como fui concebida.


Eu senti como se a partir daquele momento tivesse que justificar minha própria existência, tivesse que provar ao mundo que não deveria ter sido abortada e que eu era digna de viver. Também me lembro de me sentir como lixo por causa das pessoas que diziam que minha vida era um lixo, que eu era descartável.



Por favor, entenda que quando você se declara “a favor da livre escolha” ou quando abre a exceção para o estupro, o que isso realmente significa é que você pode olhar nos meus olhos e me dizer “eu acho que sua mãe deveria ter tido a opção de abortar você”. Esta é uma afirmação muito forte. Jamais diria a alguém: “Se eu tivesse tido a chance, você estaria morta agora”. Mas essa é a realidade com a qual eu vivo. Desafio qualquer um a dizer que não é. Não é como se as pessoas dissessem: “Bom, eu sou a favor da livre escolha, menos naquela pequena fresta de oportunidade em 1968/69, para que você, Rebecca, pudesse ter nascido”. Não. Esta é a realidade mais cruel desse tipo de opinião e eu posso afirmar que isso machuca e que é uma maldade.


Mas sei que muita gente não quer se comprometer sobre esse assunto. Para eles, é apenas um conceito, um clichê que eles varrem para debaixo do tapete e esquecem. Eu realmente espero que, como filha de um estupro, eu possa ajudar a dar um rosto e uma voz a esta questão.



Diversas vezes me deparei com pessoas que me confrontaram e tentaram se desvencilhar dizendo coisas do tipo: “Bem, você teve sorte!”. Tenha certeza de que minha sobrevivência não tem nada a ver com sorte. O fato de eu estar viva hoje tem a ver com as escolhas feitas pela nossa sociedade: pessoas que lutaram para que o aborto fosse ilegal em Michigan naquela época ─ mesmo em casos de estupro ─, pessoas que brigaram para proteger a minha vida e pessoas que votaram a favor da vida. Eu não tive sorte. Fui protegida. E vocês realmente acham que nossos irmãos e irmãs que estão sendo abortados todos os dias simplesmente são “azarados”?



Apesar de minha mãe biológica ter ficado feliz em me conhecer, ela me contou que foi a duas clínicas de aborto clandestinas e que eu quase fui abortada. Depois do estupro, a polícia indicou um conselheiro que simplesmente disse a ela que a melhor opção era abortar. Minha mãe biológica disse que naquela época não havia centros de apoio a grávidas em risco, mas me garantiu que, se houvesse, ela teria ido até lá pelo menos para receber um pouco mais de orientação. O conselheiro foi quem estabeleceu o contato entre ela e os abortistas clandestinos.



Ela disse que a clínica tinha a típica aparência de fundo de quintal, como a gente escuta por aí, e lá “ela poderia ter me abortado de forma segura e legal”: sangue e sujeira na mesa e por todo o chão. Essas condições precárias e o fato de ser ilegal levaram-na a recuar, como acontece com a maioria das mulheres.



Depois ela entrou em contato com um abortista mais caro. Desta vez, se encontraria com alguém à noite no Instituto de Arte de Detroit. Alguém iria se aproximar dela, dizer seu nome, vendá-la, colocá-la no banco de trás de um carro, levá-la e então me abortar... Depois vendá-la novamente e levá-la de volta. E sabe o que eu acho mais lamentável? É que eu sei que existe um monte de gente por aí que me ouviria contar esses detalhes e que responderia com uma balançada de cabeça em desaprovação: “Seria terrível que sua mãe biológica tivesse tido que passar por tudo isso para conseguir abortar você!”. Isso é compaixão?!!!



Eu entendo que eles pensem que estão sendo compassivos, mas para mim parece muita frieza de coração, não acha? É sobre a minha vida que eles estão falando de forma tão indiferente e não há nada de compaixão neste tipo de opinião. Minha mãe biológica está bem, a vida dela continuou e ela está se saindo muito bem, mas eu teria morrido e minha vida estaria acabada. A minha aparência não é a mesma de quando eu tinha quatro anos de idade ou quatro dias de vida, ainda no útero da minha mãe, mas ainda assim era inegavelmente eu e eu teria sido morta em um aborto brutal.



De acordo com a pesquisa do Dr. David Reardon, diretor do Instituto Elliot, co-editor do livro Vítimas e vitimados: falando sobre gravidez, aborto e crianças frutos de agressões sexuais, e autor do artigo “Estupro, incesto e aborto: olhando além dos mitos”, a maioria das mulheres que engravidam após uma agressão sexual não querem abortar e de fato ficam em pior estado depois de um aborto. http://www.afterabortion.org/.



Sendo assim, a opinião da maioria das pessoas sobre aborto em casos de estupro é fundamentada em falsas premissas:

1) a vítima de estupro quer abortar;

2) ela vai se sentir melhor depois do aborto; e

3) a vida daquela criança não vale o trabalho que dá para suportar uma gravidez. Eu espero que a minha história e as outras postadas neste site ajudem a acabar com este último mito.



Eu queria poder dizer que minha mãe biológica não queria me abortar, mas de fato ela foi convencida a não fazê-lo. Porém, o aspecto nojento e o palavreado sujo deste segundo abortista clandestino, além do receio por sua própria segurança, levaram-na a recuar. Quando ela lhe contou por telefone que não estava interessada neste acordo arriscado, este homem a insultou e a xingou. Para sua surpresa, ele ligou novamente no dia seguinte para tentar convencê-la a me abortar, e mais uma vez ela não quis prosseguir com o plano e ouviu mais uma série de insultos.



Depois disso, ela simplesmente não podia mais prosseguir com essa idéia. Minha mãe biológica já estava entrando no segundo trimestre da gestação, quando seria muito mais perigoso e muito mais caro me abortar.



Sou muito grata por minha vida ter sido poupada, mas muitos cristãos bem intencionados me diziam coisas como “olha, Deus realmente quis que você nascesse!” e outros podem dizer “era mesmo pra você estar aqui”. Mas eu sei que Deus quer que toda criança tenha a mesma oportunidade de nascer e não posso me conformar e simplesmente dizer “bem, pelo menos a minha vida foi poupada”. Ou “eu mereci, veja o que eu fiz com a minha vida”.



E as outras milhões de crianças não mereciam? Eu não consigo fazer isso. Você consegue? Você consegue simplesmente ficar aí e dizer “pelo menos eu fui desejado... pelo menos estou vivo...” ou simplesmente “sei lá”? Esse é realmente o tipo de pessoa que você quer ser? De coração frio? Uma aparência de compaixão por fora e coração de pedra e vazio por dentro? Você diz que se importa com os direitos das mulheres, mas não está nem aí pra mim porque eu sou um lembrete de algo que você prefere não encarar e que você detesta que outros se importem? Eu não me encaixo na sua agenda?



Na faculdade de direito eu tinha colegas que me diziam coisas como “se você tivesse sido abortada, não estaria aqui hoje e de qualquer forma não saberia a diferença, então por que se importa?”. Acredite ou não, alguns dos principais filósofos pró-aborto usam esse mesmo tipo de argumento: “O feto não sabe o que o atingiu, então não percebe que perdeu a vida”. Sendo assim, acho que se você esfaquear alguém pelas costas enquanto ele estiver dormindo, tudo bem, porque ele não sabe o que o atingiu?!



Eu explicava aos meus colegas como a mesma lógica deles justificaria que eu “matasse você hoje, porque você não estaria aqui amanhã e não saberia a diferença de qualquer forma. Então, por que se importa?”. E eles ficavam com o queixo caído. É incrível o que um pouco de lógica pode fazer, quando você pára para pensar – que é o que devemos fazer numa faculdade de direito – e considera o que nós realmente estamos falando: há vidas que não estão aqui hoje porque foram abortadas.


É como o velho ditado: “Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém por perto para ouvir, será que faz barulho?”. Bem, sim! E se um bebê é abortado e ninguém fica sabendo, tem importância? A resposta é SIM! A vida dele importa. A minha vida importa. A sua vida importa e não deixe ninguém te dizer o contrário!



O mundo é um lugar diferente porque naquela época era ilegal a minha mãe me abortar. A sua vida é diferente porque ela não pôde me abortar legalmente e porque você está sentado aqui lendo as minhas palavras hoje! Mas você não tem que atrair platéias pra que a sua vida tenha importância. Há coisas que fazem falta a todos nós aqui hoje por causa das gerações que foram abortadas e isso importa.



Umas das melhores coisas que eu aprendi é que o estuprador NÃO é meu criador, como algumas pessoas queriam que eu acreditasse. Meu valor e identidade não são determinados por eu ser o “resultado de um estupro”, mas por ser uma filha de Deus. O Salmo 68, 5-6 declara: “Pai dos órfãos... no seu templo santo Deus habita. Dá o Senhor um lar ao sem-família”. E o Salmo 27, 10 nos diz: “Mesmo se pai e mãe me abandonassem, o Senhor me acolheria”.



Eu sei que não há nenhum estigma em ser adotado. O Novo Testamento nos diz que é no espírito de adoção que nós somos chamados a ser filhos de Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Sendo assim, Ele deve ter pensado na adoção como símbolo do amor dEle por nós!



E o mais importante é que eu aprendi, poderei ensinar aos meus filhos e ensino aos outros que o seu valor não é medido pelas circunstâncias da sua concepção, seus pais, seus irmãos, seu parceiro, sua casa, suas roupas, sua aparência, seu QI, suas notas, seus índices, seu dinheiro, sua profissão, seus sucessos e fracassos ou pelas suas habilidades ou dificuldades. Essas são as mentiras que são perpetuadas na sociedade.



De fato, muitos palestrantes motivacionais falam para suas platéias que se elas fizerem algo importante e atingirem certos padrões sociais, então elas também poderão “ser alguém”. Mas o fato é que ninguém conseguiria atingir todos esses padrões ridículos e muitas pessoas falhariam. Isso significa que elas não são “alguém” ou que elas são “ninguém”?



A verdade é que você não tem que provar o seu valor a ninguém e se você quiser realmente saber qual é o seu valor, tudo o que precisa fazer é olhar para a Cruz, pois este é o preço que foi pago pela sua vida! Esse é o valor infinito que Deus colocou na sua vida! Para Ele você vale muito e para mim também. Que tal se juntar a mim para também proclamar o valor dos outros com palavras e ações?



Para aqueles que dizem “bem, eu não acredito em Deus e não acredito na Bíblia, então sou a favor da livre escolha de abortar ou não”, por favor, leia meu artigo “O direito da criança de não ser injustamente morta – uma abordagem da filosofia do direito”. Eu garanto que valerá o seu tempo.

Pela vida,

Rebecca




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

DEUS PROÍBE A CONFECÇÃO DE IMAGENS?

Ainda muitas dúvidas pairam sobre esse assunto, por isso o escolhi para a catequese do hoje.

Abraços de bom dia!

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DEUS PROÍBE A CONFECÇÃO DE IMAGENS?


"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório." (Ex 25,18)


Muitas vezes andando nas ruas encontramos pessoas vestidas com ternos e com uma Bíblia na mão, ensinando que usar imagens em igrejas é idolatria.


Por este motivo costumam chamar os católicos de idólatras, isto é, adoradores de ídolos, que quer dizer adoradores de falsos deuses. E ainda acusam a Igreja Católica de ensinar a adoração destas imagens.


Os protestantes encaram o uso das imagens sacras como um insulto ao mandamento divino que consta em Ex 20,4 que proíbe a confecção delas.


A Igreja Católica sempre defendeu o uso das imagens. Estaria a Igreja Católica desobedecendo a ordem divina em Ex 20,4?


A Igreja Católica é a única Igreja que tem ligação direta com os apóstolos de Cristo, sendo ela a guardiã da doutrina ensinada por eles e por Cristo, sem lhe inculcar qualquer mudança. Se ela quisesse mesmo agir contra a ordem divina, teria adulterado a Bíblia nas passagens em que há a condenação das imagens.


Na Bíblia católica - pois a Bíblia protestante não contém sete livros relativos ao Velho Testamento- o Livro da Sabedoria condena como nenhum outro a idolatria (Sb 13-15). Não poderia a Igreja repudiar o livro como fizeram os protestantes?


Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.


Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia?


Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar, ou ser um ídolo que vai roubar a adoração devida a somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção. Vejamos os textos abaixo:


"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas àguas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem."(Ex 20,4-5)


Note que nesta passagem a função da imagem é roubar a adoração devida somente a Deus. O texto bíblico condena a confecção da imagem porque ela está roubando o culto de adoração ao Senhor. A existência deste mandamento se deve pelo fato do povo judeu ser inclinado à idolatria, por ter vivido no Egito que era uma nação idólatra e por estar cercado de nações pagãs, que não adoravam a Deus, e que construíam seus próprios deuses. Deus quer dizer aqui "não construam deuses para vocês, pois Eu Sou o Deus Único e Verdadeiro".


"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)


Neste versículo, Deus ordena a Moisés que construa duas imagens de querubins que serão colocadas em cima da arca-da-aliança, onde estavam as tábuas da lei, dos dez mandamentos. Veja que os querubins aqui não são objetos de adoração, mas de ornamentação da arca. Salomão também manda construir dois querubins de madeira, que serão colocados no altar para enfeitar o templo (1Rs 6,23-29).


Para deixar mais claro ainda a proibição e a permissão do uso das imagens sacras, vejamos os próximos versículos:


"E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)


"Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4)


Note que no primeiro texto de Nm 21,8-9, Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço; e a transforma em objeto de benção para seu povo, sinal de Seu amor por Israel.


E no segundo texto de 2Rs 18,4 a mesma serpente de metal que outrora foi construída por Moisés, é repudiada por Deus. Tornou-se objeto de adoração pois "os filhos de Israel lhe queimavam insenso". Deram a ela o culto devido somente a Deus. A Serpente de metal perdeu como nos mostra o texto, o seu sentido original, porque os filhos de Israel "não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; antes, tranpassaram seu concerto; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram."(2Rs 18,12)


Aí fica mais que claro que Deus não condena o uso das imagens sacras e sim a idolatria. É importante lembrarmos que há muitas outras formas de idolatria, como o amor ao dinheiro, aos bens materias, etc; que substituem o amor que devemos ter somente por Deus.

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Para citar este artigo:
LIMA, Pro Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: DEUS PROÍBE A CONFECÇÃO DE IMAGENS? . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/325. Desde 11/6/2001.