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terça-feira, 7 de julho de 2009

A MEDIAÇÃO DE MARIA

A MEDIAÇÃO DE MARIA


A mediação de Nossa Senhora, bem como a dos anjos e santos, não é uma mediação substitutiva a de Jesus, mas, ao contrário, com base nela, por dentro dela. Sem a Mediação única e essencial de Cristo, homem e Deus, Sumo Pontífice (ponte) entre Deus e os homens, todas as outras mediações não teriam eficácia; portanto, a mediação de Maria não é uma mediação paralela a de Jesus, mas subordinada, cooperadora, por vontade de Deus. Jesus não quis salvar o mundo sozinho; Ele quis e quer a nossa ajuda e cooperação, tanto em termos de trabalho como de oração.



O Concílio Vaticano II, na Lúmen Gentium, explica-nos bem como é a mediação de Nossa Senhora diante de Deus. Vejamos:



“A maternidade de Maria na dispensação da graça perdura ininterruptamente a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anun­ciação, que sob a Cruz ela resolutamente manteve e manterá até a perpé­tua consumação de todos os eleitos. Assumida aos céus, não abandonou esta salvífica função, mas por sua multíplice intercessão continua a gran­jear-nos os dons da salvação eterna. Por seu maternal amor cuida dos irmãos do seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria”.



“Por isto e Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada derrogue, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único Mediador”.



“Com efeito; nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo Encarnado e Redentor. Mas, como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e como a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de maneiras diversas, assim também a única mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas uma variegada cooperação, que participa de uma única fonte”.



“A Igreja não hesita em proclamar essa função subordinada de Maria. Pois sempre de novo experimenta e recomenda-se ao coração dos fiéis para que, encorajados por esta maternal proteção, mais intimamente dêem sua adesão ao Mediador e Salvador” (LG, nº 62),



O Papa Paulo VI em sua Exortação Apostólica Signum Magnum nº 1, escreveu:

“A Virgem continua agora no céu a exercer a sua função materna, cooperando para o nascimento e o desenvolvimento da vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos. É esta uma verdade muito reconfortante, que, por livre disposição de Deus sapientíssimo, faz parte do mistério da salvação dos homens; por conseguinte, deve ser objeto da fé de todos os cristãos”.



O Papa João Paulo II assim se expressou:

“Os cristãos invocam Maria como “Auxiliadora”, reconhecendo-lhe o amor materno que vê as necessidades dos seus filhos e está pronto a intervir em ajuda deles, sobretudo quando está em jogo a salvação eterna. A convicção de que Maria está próxima de quantos sofrem ou se encontram em situações de grave perigo, sugeriu aos fiéis invocá-la como “Socorro”.



A mesma confiante certeza é expressa pela mais antiga oração mariana, com as palavras: “sob a vossa proteção recorremos a vós, Santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós que estamos na prova, e livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!” (Do Breviário Romano). Como Medianeira materna, Maria apresenta a Cristo os nossos desejos, as nossas súplicas e transmite-nos os dons divinos, intercedendo continuamente em nosso favor. (L’Osservatore Romano, ed. port. n.39, 27/09/1997, pag. 12(448)).



Disse ainda o Papa: “Como recordo na Encíclica Redemptoris mater, “a mediação de Maria está intimamente ligada à sua maternidade e possui um caráter especificamente maternal, que a distingue da mediação das outras criaturas” (n. 38). Deste ponto de vista, Ela é única no seu gênero e singularmente eficaz… o mesmo Concílio cuidou de responder, afirmando que Maria é “para nós a Mãe na ordem da graça” (LG, 61).



Recordamos que a mediação de Maria se qualifica fundamentalmente pela sua maternidade divina. O reconhecimento do papel de Medianeira está, além disso, implícito na expressão “nossa Mãe”, que propõe a doutrina da mediação Mariana, pondo em evidência a maternidade. Por fim, o título “Mãe na ordem da graça” esclarece que a Virgem coopera com Cristo no renascimento espiritual da humanidade.



“O Concílio afirma, além disso, que “a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia” (LG, 60).

“Longe, portanto, de ser um obstáculo ao exercício da única mediação de Cristo, Maria põe antes em evidência a sua fecundidade e a sua eficácia. “Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia” (LG, 60).



“De Cristo deriva o valor da mediação de Maria e, portanto, o influxo salvador da Bem-aventurada Virgem “de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (ibid.).



“Ao proclamar Cristo como único Mediador (cf. 1 Tm 2, 5-6), o texto da Carta de São Paulo a Timóteo exclui qualquer outra mediação paralela, mas não uma mediação subordinada. Com efeito, antes de ressaltar a única e exclusiva mediação de Cristo, o autor recomenda “que se façam súplicas, orações, petições e ações de graças por todos os homens…” (2,1). Não são porventura as orações uma forma de mediação? Antes, segundo São Paulo, a única mediação de Cristo é destinada a promover outras mediações dependentes e ministeriais. Proclamando a unicidade da mediação de Cristo, o Apóstolo só tende a excluir toda a mediação autônoma ou concorrente, mas não outras formas compatíveis com o valor infinito da obra do Salvador.



“Nesta vontade de suscitar participações na única mediação de Cristo, manifesta-se o amor gratuito de Deus que quer compartilhar aquilo que possui. Na verdade, o que é a mediação materna de Maria senão um dom do Pai à humanidade? Eis por que o Concílio conclui: “Esta função subordinada de Maria, não hesita a Igreja em proclamá-la; sente-a constantemente e inculca-a nos fiéis…” (ibid.).



“Maria desempenha a sua ação materna em contínua dependência da mediação de Cristo e d’Ele recebe tudo o que o seu coração desejar transmitir aos homens. Na sua peregrinação terrena, a Igreja experimenta “continuamente” a eficácia da ação da “Mãe na ordem da graça”. (L’Osservatore Romano, ed. port. n.40, 04/10/1997, pag. 12(460)).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Questões sobre idolatria

Professor, tenho algumas dúvidas sobre a questão do idolatrismo, estes dias atrás tivemos uma visita de uma imagem de nossa senhora que percorre o mundo, isso não é idolatrismo? Porque existem muitos católicos que acabam acreditando muito mais em uma imagem que até mesmo no nosso próprio JESUS?


Venerar as imagens não é idolatrismo; Deus proibe "adorar idolos"; isto é, deuses falsos, isso nada tem a ver com imagens de anjos, santos, Nossa Senhora e Cristo; essas apenas representam essas pessoas que estão no céu e intercedem por nós sem cessar.


Deus mandou que Moisés fizesse as imagens de dois grandes Querubins e colocá-los sobre a Arca a Aliança. Veja essas passagens:


* Ex 25,17-22 - Deus manda Moisés colocar 2 querubins de ouro na Arca da Aiança, onde Javé falava com seu povo.


* 1Rs 6,23-28 - No Templo construído por Salomão foram colocados querubins de madeira junto à Arca da Aliança. E as paredes do templo tinha imagens de querubins. Tudo feito com ordem de Deus, conforme vemos em 1Cr 22,6-13, e em Ex 31,1-11.


* 1Rs 7,25.29 - No Templo de Salomão havia também bois de metal, leões, touros e querubins.* Nm 21,8-9 - Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze, e quem olhasse para ela seria salvo.


Prof. Felipe Aquino



terça-feira, 23 de junho de 2009

Por que vocês rezam o Terço?

PORQUE VOCES REZAM O TERÇO?


Um amigo meu, evangélico sereno, que entre outras coisas admira os católicos pela firme defesa dos vínculos do matrimônio e do embrião humano, mesmo diante dos ataques diários que sofremos por essa postura na mídia, esses dias me questionava, dizendo não entender porque rezamos o terço, repetindo tantas vezes e sempre do mesmo jeito a saudação a Maria e à Trindade.


Não vê sentido na repetição da mesma oração tantas vezes e não vê sentido na reza do terço.


Expliquei-lhe que não somos a única religião que repete preces, contando-as em pedrinhas, botões de rosas, terços ou colares de 12, 33, 50 ou 200 contas. São pedagogias usadas pelos judeus, budistas, muçulmanos, católicos e outros grupos de fé, para meditarem melhor, enquanto oram. Um livro, um objeto nas mãos, ou vênias com o corpo, ou com a cabeça podem ajudar na concentração daquele que ora. Listei os vinte mistérios um depois do outro. São contemplações.



O Brasil, pelo que eu saiba, é o único país onde, nós, católicos chamamos o rosário de terço. Outros paises não usam a palavra terço. Até há pouco tempo o rosário se dividia em três contemplações cada uma de cinco mistérios. Dava quinze meditações sobre a vida de Cristo divididas em 3 grandes contemplações, como foram testemunhadas por Maria, ou sobre a própria Maria, em vista do seu Filho. O papa João Paulo II acrescentou mais uma contemplação de Cristo e suas luzes com mais cinco mistérios da luz. Assim, os católicos de agora são chamados a pensar em 20 episódios da vida de Jesus divididos em mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.


Contemplamos as doçuras e as alegrias de sua infância, as luzes de sua doutrina e da sua presença, já adulto, no meio do povo; as dores da sua paixão e do seu martírio pela humanidade, naqueles dias de conflito, e finalmente a glória de sua ressurreição e das suas conseqüências.



Escolhemos meditar estes mistérios com a mãe dele, que cremos estar no céu a nos ouvir, porque sabemos que Maria viu tudo, riu, sofreu junto e esteve lá como mãe e primeira cristã. É um exercício de contemplação e de santa imaginação. É como se nós também estivéssemos lá com Maria. Então nós a saudamos dez vezes, a cada mistério, após repetir a oração ensinada apelo Filho dela, e antes de louvar o Deus Uno e Trino. Deveríamos talvez falar agora, em orar “uma quarta” (parte) do rosário e não mais “um terço”, já que o rosário agora tem quatro partes. A meu ver é uma excelente pedagogia e tornou-se oração comum em toda a Igreja. Faz um bem enorme às pessoas simples e aos católicos cultos, que entendem o valor dessa repetição. Outras religiões também o fazem do seu jeito.


Não é obrigatório, mas é um momento da fé. É dialogado. Nunca o ouvi gritado. É sereno. Não é momento mágico, nem se pode dizer que é sempre seguido de recompensas ou milagres. Costuma ser um momento forte de catequese. Mesmo que nada de especial aconteça ao fiel, o mero fato de meditar mais uma vez a vida de Cristo e de sua testemunha mais fiel, já é uma graça especial.


Acho que ele entendeu. Deu-me um toque nos ombros e disse. –É bem bíblico e, explicado desse jeito, faz sentido.


E faz!

Pe Zezinho, SCJ


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Recebido por e-mail pelo grupo MSG Cristãs

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Orientações para Revelações Particulares (aparições)

Revelações Particulares - Orientações


Visto que muitos de nossos diocesanos e diocesanas insistentemente nos pedem uma palavra de esclarecimento a respeito de aparições, possíveis revelações particulares e alocuções interiores, as presentes ORIENTAÇÕES PASTORAIS, assim o esperamos, deverão servir de base para o posicionamento de nossos queridos diocesanos sobre esses assuntos.

‘Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo qual fez os séculos’ (Hb 1,1-2).

‘Deus é amor’ (1 Jo 4,8), e quer livremente partilhar com os homens Sua vida e felicidade. Por isso, Deus se revela. Revelar quer dizer levantar o véu. Desde a origem do mundo, Deus se dá a conhecer, por meio das coisas criadas que, em sua beleza e harmonia, são um testemunho perene da bondade do Criador (cf. Rm 1,19-20).


(...)


É neste sentido que devemos entender o desenvolvimento do dogma na Igreja: não se trata de novas revelações, mas de um aprofundamento, um desabrochar de verdades já contidas no depósito da fé.

‘No decurso dos séculos houve revelações denominadas ‘privadas’, e algumas delas têm sido reconhecidas pela autoridade da Igreja. Elas não pertencem, contudo, ao depósito da fé. A função delas não é ‘melhorar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a viver dela com mais plenitude em uma determinada época da história.



Guiado pelo Magistério da Igreja, o senso dos fiéis sabe discernir e acolher o que nessas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja’ (CIC 67). É o caso, por exemplo, das aparições da Mãe de Deus em Fátima ou Lourdes. Note-se que o nome ‘revelação privada’ não quer significar que tais ‘revelações’ não sejam conhecidas pelo grande público, ou que digam respeito apenas aos videntes ou a um círculo limitado de pessoas. Pode se tratar de um fenômeno de repercussão nacional ou mesmo mundial. No entanto, tais possíveis ‘revelações’ são ditas, ainda assim, ‘privadas’ ou ‘particulares’ porque não fazem parte do depósito da fé católica.


Em outras palavras, nenhum católico está obrigado a aceitá-las, mesmo quando já consagradas pela devoção do grande público, ao contrário do que acontece com a revelação especial, tal como nos é apresentada nas Sagradas Escrituras e transmitida pelo magistério da Igreja. Neste caso, todo católico tem a obrigação de acatar tudo o que a Igreja propõe como verdade de fé e de moral.

‘A fé cristã não pode aceitar ‘revelações’ que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação da qual Cristo é a perfeição. Este é o caso de certas Religiões não-cristãs e também de certas seitas recentes que se fundamentam em tais ‘revelações’’ (CIC 67), como é o caso, por exemplo dos Mormons ou do Espiritismo.


Ultimamente, tem-se multiplicado o fenômeno de aparições atribuídas a Nossa Senhora, tanto no Brasil como no estrangeiro. A respeito de tais fenômenos, existem opiniões favoráveis e opiniões contrárias. O que a Igreja tem a dizer?


A Igreja é cautelosa; antes de se pronunciar a respeito de alguma aparição, manda examinar o caso criteriosamente, pois sabe que muitas vezes os fiéis, com toda boa fé, podem imaginar estar vendo e ouvindo o que não passa de projeções de sua fantasia.

Não existe legislação canônica sobre a avaliação do fenômeno das aparições e manifestações miraculosas. O Direito Canônico cala sobre o assunto. O que existe é uma práxis observada pelos bispos e pela Sé Apostólica. Os critérios básicos são os seguintes1:



A) Critérios a respeito dos videntes:

- Deve ser verificado o estado de saúde física e mental dos videntes por parte de médicos competentes e psicólogos ou psiquiatras a fim de que não se confunda alucinação com visão.

- É importante verificar se há falta de sinceridade e de humildade da parte dos videntes, se há interesse em tirar proveito próprio ou em se colocar no centro das atenções.

- Verificar os contra-testemunhos que os videntes apresentam na vida cotidiana, a falta de respeito e de obediência aos pastores, a exploração das emoções com objetivos comerciais, políticos ou outros interesses.

- O objetivo de qualquer revelação autêntica é a edificação da Igreja. Por isso, tudo o que a divide, tudo o que leva ao pecado, tudo o que não leva à evangelização não pode vir de Deus.


‘Os videntes deixam de ter credibilidade a partir do momento em que procuram sustentar com apoio celestial, portanto, com autoridade pretensamente superior à da Igreja, uma certa orientação doutrinária, da qual se estivesse convencido; ou então promover mais facilmente certos aspectos da vida cristã, como os sacramentos, valendo-se da tendência das massas para o maravilhoso’2.


B) Critérios a respeito da mensagem transmitida pela aparição

São basicamente três os critérios a serem indicados aqui:

1o) Ortodoxia: o conteúdo da mensagem das aparições não pode estar em contradição com a revelação bíblica, nem com a doutrina da Igreja.



2o) Convergência: O conteúdo da mensagem deve estar em sintonia com as linhas pastorais da Igreja e os pastores podem encontrar nessa mensagem matéria para incentivar a vida pastoral e a conversão e renovação da vida cristã.



3o) Coerência: Deve haver uma coerência entre o que os videntes vêem, ouvem e dizem. O conjunto deve formar uma mensagem coerente.



Além disso, toda autêntica aparição há de ser coerente com as linhas e o espírito do Evangelho. Assim, as muitas minúcias (quanto a datas, local, duração e tipo dos fenômenos preditos) merecem reservas, pois não são habituais na linguagem da Sagrada Escritura. O Senhor Jesus mesmo recusou-se, mais de uma vez, a revelar a data de sua vinda e do fim dos tempos (cf. Mc 13,32; At 1,7).




C) Critérios a respeito das ressonâncias da aparição

1o) Sinais: O fenômeno pode estar acompanhado de milagres, curas, conversões, fenômenos cósmicos extraordinários em favor da veracidade da aparição, os quais, porém, devem ser cuidadosamente examinados pela ciência e pela teologia. E como dizia o Papa João XXIII, em sua radiomensagem de 18/02/1959, comemorativa do centenário de Lourdes, que os dons extraordinários são concedidos aos fiéis ‘não para propor doutrinas novas, mas para guiar nossa conduta’3.



2o) Que Frutos espirituais estão surgindo em decorrência da aparição? Trata-se de conversões, renovação da vida cristã, devoção mais intensa e mais qualificada a Nossa Senhora, amor à Igreja, vocações missionárias, sacerdotais e consagradas?


Caso o resultado dos exames acima sejam positivos, a Igreja não somente permite, mas favorece o culto ao Senhor ou ao santo(a) que se julga ter aparecido. É o caso do culto a N. S. de Fátima ou de Lourdes, havendo inclusive a festa respectiva no calendário da Igreja. Importante: embora a Igreja favoreça o culto a Nossa Senhora em tal ou tal lugar, ela não obriga os fiéis a acolher as respectivas revelações particulares, uma vez que elas não fazem parte do depósito da fé: fica a critério de cada fiel julgar as razões pró e contra a autenticidade de cada ‘aparição’ não condenada pela Igreja e daí assumir ou não sua mensagem para a própria vida.


A respeito de tais fenômenos extraordinários, o Papa Bento XIV (1740-1758) publicou o seguinte: ‘A aprovação (de aparições) não é mais do que a permissão de as publicar, para instrução e utilidade dos fiéis, depois de maduro exame. Pois estas revelações assim aprovadas, ainda que não se lhes dê nem possa dar um assentimento de fé católica, devem contudo ser recebidas com fé humana segundo as normas da prudência, que fazem de tais revelações objeto provável e piedosamente aceitável’4. Esta posição tornou-se clássica na prática da Igreja.



Pode acontecer ainda que a Igreja se abstenha de qualquer pronunciamento a respeito dos fenômenos e do culto prestado em decorrência dos mesmos. É o que acontece na maioria dos casos: não há motivos para condenar os fenômenos relatados; nem a saúde mental dos (as) videntes dá lugar a suspeitas nem as mensagens apresentadas por eles contêm alguma heresia ou erro na fé. A Igreja considera os frutos pastorais que decorrem de tais mensagens: muitos fiéis se beneficiam peregrinando a tal ou tal lugar ou santuário; aí se convertem, recuperam ou adquirem o hábito da prática sacramental, da oração… Por tudo isso, a Igreja deixa que a piedade se desenvolva até haver razões de ordem doutrinária ou moral que exijam algum pronunciamento.



Diante dos fenômenos de aparições e revelações particulares, a Igreja tem a obrigação de ser prudente. Ela é responsável pela preservação da doutrina da fé. Por um lado, ela sabe que o Espírito Santo pode falar por vias extraordinárias, de tal modo que não lhe é lícito extinguir o Espírito (cf. 1 Ts 5,19s); por outro lado, o extraordinário não é a via normal pela qual Deus guia seus filhos. A fé madura não diz Sim a qualquer notícia sobre portentos, prodígios e milagres, mas pergunta sempre: por que deveria eu crer? Qual a autoridade de quem me transmite a notícia? Em que se baseia? Como fala?

Do que foi dito, segue que:

a) aparições e revelações particulares não devem ser presumidas nem admitidas em primeira instância num juízo precipitado. Os fenômenos alegados hão de ser comprovados ou criteriosamente credenciados;

b) diante de um fenômeno tido como extraordinário, procurem-se, antes do mais, as explicações ordinárias ou naturais (físicas, psicológicas, parapsicológicas);

c) é preciso levar em conta a fragilidade humana, sujeita a engano, sugestões, alucinações coletivas, etc. Facilmente quem conta um fato acrescenta-lhe ou subtrai-lhe um traço que pode ter importância; em conseqüência, um acontecimento explicável por vias naturais pode tornar-se, na boca dos narradores, um fenômeno altamente portentoso. Daí o senso crítico, que deve começar por investigar de que realmente se trata, para depois procurar a explicação adequada. Leve-se em conta especialmente a tendência dos meios de comunicação social a provocar artificiosamente as emoções e o sensacionalismo, sem compromisso sério com a verdade.


A Diocese de São José dos Campos, na pessoa de seu Bispo Diocesano, apresenta as seguintes orientações para a prática do povo de Deus:

a) Não se faça, em nome de Pastorais, Movimentos e Espiritualidades, lotações para afluírem aos locais de supostas aparições.

b) Não se divulgue nas Pastorais, Movimentos e Espiritualidades, folhetos, apostilas, fitas cassete ou vídeos com mensagens de cunho milenarista, apocalíptico ou catastrófico.

c) Seja mantida a devida prudência com relação aos escritos de pessoas que teriam a faculdade de locução interior. O devido cuidado deve ser tomado de não colocá-los em forma de leitura espiritual como substituto ou auxiliar da Palavra de Deus.

d) Cada coordenador tenha como referência, para orientações com relação a esta temática, além das presentes orientações, os Subsídios Doutrinais 1 da CNBB, intitulado ‘Aparições e revelações particulares’.

e) Em última instância, prevaleça sempre a palavra do Bispo Diocesano.

Gostaria de terminar essas orientações pastorais, recordando o que nos ensina o Vaticano II sobre o culto da Bem-aventurada Virgem, o qual admoesta todos os filhos e filhas da Igreja ‘a que generosamente promovam o culto, sobretudo o litúrgico, para com a Bem-aventurada Virgem, dêem grande valor às práticas e aos exercícios de piedade recomendados pelo Magistério no curso dos séculos e observem religiosamente o que em tempos passados foi decretado sobre o culto das imagens de Cristo, da Bem-aventurada Virgem e dos Santos’ (LG 67).

‘Ademais, saibam os fiéis que a verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação das suas virtudes’ (ib.,67);

Enquanto peregrinamos, Maria será a mãe educadora da fé (cf. LG 63). Ela cuida que o Evangelho nos penetre intimamente, plasme nossa vida de cada dia e produza em nós frutos de santidade (cf. Puebla, 290).

Como pastor da Diocese de São José dos Campos, envio a todo o Povo de Deus que aqui peregrina, minha saudação e a bênção em Cristo Ressuscitado.

Decreto: Que esta Carta Pastoral seja afixada em lugar visível para os fiéis e publicada no Jornal Expressão.


São José dos Campos, 25 de março de 1996.

Dom Nelson Westrupp, SCJ
Bispo diocesano



Notas
1 O documento de referência é uma nota confidencial da Congregação para a Doutrina da Fé, de 25 de fevereiro de 1978. Veja-se também: R. PANNET, Les Apparitions Aujourd’hui. 1988, p.145-146.


2 Cf. C. I. GONZALEZ, Maria, Evangelizada, Evangelizadora. CELAM, Ed. Loyola, 1990, p.401-402.


3 Cf. Pergunte e responderemos, setembro de 1995, p.392-393.


4 De Servorum Beatificatione II, c.32,11.


N.B.: Na elaboração deste documento, foram consultadas, entre outras, as seguintes fontes:


- Aparições e Revelações particulares (Subsídios Doutrinais 1, CNBB), Ed. Paulinas.


- Compêndio do Vaticano II (DV e LG).


- Catecismo da Igreja Católica (CIC).


- JOÃO PAULO II, Redemptoris Mater.


- CARLOS IGNÁCIO GONZALES, Maria, Evangelizada e Evangelizadora, CELAM, Ed. Loyola., 1990.


- ESTÊVÃO BETTENCOURT, OSB , Pergunte e Responderemos, setembro de 1995.


- STEFANO DE FIORES, Dicionário de Mariologia. Ed. Paulus, 1995.


- DOCUMENTO DE PUEBLA.






Para ler todo o texto, clique aqui

terça-feira, 16 de junho de 2009

Jesus teve Irmãos?


JESUS TEVE IRMÃOS ?


Por Jaime Francisco de Moura


Para entrar nesse assunto é bom sempre lembrar que Jesus foi o primogênito e o unigênito da família de Nazaré. Quanto aos "supostos irmãos de Jesus" a Bíblia não os mencionam como "filhos de Maria". Somente o Mestre é chamado "filho de Maria", com o artigo no original (Marcos 6,3).


Antes de aprofundar este tema, é bom lembrar 05 pontos fundamentais:


Primeiro: se Jesus teve irmãos, porque Maria é chamada "Mãe de Jesus"? e nunca mãe dos "irmãos de Jesus"?


Segundo: A família de Nazaré aparece apenas com 03 pessoas. Jesus, Maria e José.


Terceiro: porque seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da páscoa e Jesus nunca aparece ao lado dos "supostos irmãos"?


Quarto: Porque Jesus entrega sua mãe aos cuidados de João o Evangelista, e não aos "supostos irmãos"?


Quinto: porque esses "supostos irmãos" não aparecem na crucificação de Jesus?


A Bíblia deixa bem claro, quando se trata de um filho, e quem são os pais. Para entender melhor citemos alguns textos:


No Antigo Testamento
"Adão conheceu outra vez sua mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo, Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou". (Gênese 4, 25)


"Então falou Deus a Noé, sai da arca, com tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos" (Gênese 8, 15-16) Confira mais em: (Gênese 5,1-32) (Gênese 10, 1-32) (Gênese 11, 10-32) onde se fala de filhos e filhas.


No Novo Testamento.

"Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados" (Mateus 1, 21).


"Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora cai na água..." (Mateus 17,15).


"Respondeu um homem dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo" (Marcos 9,17).


"Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade" (Lucas 7,12).


"Porque tinha uma filha única, de uns doze anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido pelo povo" (Lucas 8,42).


Em centenas e centenas de textos Bíblicos, fica muito claro, onde se fala de filhos e de pais, e os protestantes afirmam por paus e pedras que, Jesus teve irmãos. Para isso se baseiam em (Marcos 6,3) "Por acaso não é ele o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?".

Explicação:

A palavra irmão, aqui tem o significado de "primo ou parente próximo, pois a língua hebraica não possui a palavra primo".


- Quem eram Tiago, José, Judas e Simão?
Explicação: A mãe de Jesus tinha uma parente que se chamava também Maria, casada com Cleófas.


- De fato lemos na Bíblia: "Perto da cruz de Jesus, permanecia de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas." (João 19,25)


- Tiago e José eram filhos de Cléofas com a parente de Nossa Senhora, que se chamava Maria.


- logicamente Judas era irmão de Tiago. De fato lemos: "Judas, irmão de Tiago" (Judas 1 e Lucas 6,16) todos eles eram primos de Jesus, ou parentes próximos, como Simão pelo mesmo motivo.



Há muitos exemplos na Bíblia em que os parentes próximos são chamados de irmãos: "Disse Abraão a Lot: Peço-te que não haja rixas, pois somos irmãos." (Gênesis 13,8) - Abraão não era irmão de Lot, mas tio.


- "Eleazar morreu e não teve filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos." (1 Crônicas 23,22) - As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.


- Ver também: (Êxodo 2,11) (Mateus 23,8) (Gênesis 9,6) (Mateus 5,21-22) (1 Coríntios 15,6).


Respondendo objeções
1ª Objeção: os "Irmãos de Jesus". É assim que a Bíblia se refere nominalmente a quatro pessoas: Tiago, José, Judas e Simão (Marcos 6,3). Eles seriam, irmãos carnais de Jesus, concluem os protestantes.


No entanto, nada mais falso, pois três desses "Irmãos de Jesus", têm seus pais nomeados na Bíblia. Vejamos:


o 1º é Tiago. É ele, segundo (Gálatas 1,19), Tiago Apóstolo, o Menor (Marcos 15,40), cujo pai é Alfeu (Mateus 10,3);


o 2º, José, é irmão carnal de Tiago, pois ambos são filhos de uma das três Marias que estiveram ao pé da Cruz (Mateus 27,56), e cujo irmão pai é também Alfeu;


o 3º é Judas, o Tadeu, que também é irmão de Tiago (Judas 1,1). Seu pai é também Alfeu. São Lucas o chama "Judas de Tiago" ou seu irmão (Lucas 6,16).


O último da lista é Simão, cujos pais não têm os nomes expresso na Bíblia. Mas o historiador Hegezipo (sec. II), informa que ele é filho de Cléofas, esposo de "Maria, irmã da Mãe de Jesus" (João 19,25). Ele é, pois, primo de Jesus. E se Cléofas e Alfeu são nomes em hebraico e aramaico da mesma pessoa, como pensam muitos, os quatro chamados "irmãos de Jesus" são entre si, irmãos carnais. Em qualquer hipótese eles são primos ou parentes de Jesus.



De fato, é muito comum na Bíblia, parentes próximos serem chamados de irmãos. É só conferir (Gênesis 13,8) comparado com (Gênesis 12,5 e 11,28-31) (Gênesis 29,13 e 15) (Levítico 10,4) (1 Crônicas 23,22) etc.


2ª Objeção: ela é tirada do título de "primogênito" atribuído a Jesus em Lucas 2,7. Daí concluem os protestantes que Maria teve outros filhos além de Jesus.


Isso revela grande ignorância, pois "primogênito" é termo jurídico da Bíblia que tem significado bem determinado: é o primeiro filho, quer venha outro, quer não. Não se esperava por outro filho para que o 1º fosse tido e tratado como primogênito a vida toda.


Confirma isto o túmulo, recém-descoberto, de uma judia do 1º século, com a inscrição: "Aqui jaz Arsinoé, morta ao dar à luz o seu primogênito".



3ª Objeção: é tirada de (Mateus 1,25), onde se lê: "E José não a conheceu até que ela deu à luz. . ." os protestantes concluem que a conheceu depois.


Mais uma vez outra falsa conclusão. Parece desconhecerem que a expressão "até que" é, na Bíblia, um hebrismo que significa "Sem que", invertendo-se os termos da frase. Significa, então, que Maria "deu á luz sem que José A tivesse conhecido", e nada mais.


São incontáveis os exemplos disso na Bíblia. Eis apenas um: "O coração do justo está firme e não temerá "até que" veja confundidos os seus inimigos" (Salmos 111,8). Ora, se não temeu antes, não temerá depois. O sentido é: "os inimigos serão confundidos sem que o coração do justo tema". Assim Mateus quis apenas afirmar que "Maria concebeu sem participação de José".

Conferir na Bíblia outros casos desse modo de falar: (Deuteronômio 7,24) (Sabedoria 10,14) (Salmos 56,2 71,7; 93,12-13; 109,1) (Isaias 22,14) (Mateus 5,18 22,44) (Hebreus 1,13; 10,12-13; etc.)


4ª e última objeção: é tirada de (Mt 1,18) onde se lê que Maria concebeu do Espírito Santo "antes que coabitassem". Os protestantes concluem erradamente que conheceu depois.


Isso porque eles não se importam com o contexto literário e histórico da Bíblia. E tomam, no caso, "coabitar" no sentido de relação carnal, quando, pelo contexto, e pelo modo como os judeus se casavam, só cabe o sentido de "morar juntos".


De fato, o casamento dos judeus era feito em duas etapas: a 1ª se realizava na casa dos pais da moça em cerimônia simples. Marcavam-se então as núpcias festivas - era a segunda etapa - na qual a esposa era levada para a casa do esposo. Era esta a coabitação (morar juntos), de que fala o evangelista no citado texto. Foi entre essas duas cerimônias que se deu o mistério da Encarnação.


Conclusão
Segundo a Bíblia, a Tradição e o Magistério da Igreja, Maria teve um único filho, e disso, nós temos certeza



Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).


Para citar este artigo:
MOURA, Jaime Francisco de. Apostolado Veritatis Splendor: JESUS TEVE IRMÃOS ?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2996. Desde 13/09/2004.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Virgem do Silêncio


Boa tarde!


Que essa música, da Toca de Assis seja nossa oração no dia de hoje.


Uma ótima semana.




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VIRGEM DO SILÊNCIO
CD: Toca de Assis

Nossa Senhora Virgem do silêncio, quero sempre te amar
Deitar no teu colo, sentir teu perfume, Teu carinho materno ganhar.



Lágrimas de sangue nos teus olhos, estigma e martírio da alma.
Mãezinha minha vida pra Igreja quero consumir.



Quero estar ao teu lado na cruz, sofrendo as dores de Jesus
E dizer que na loucura da cruz vou seguir.

terça-feira, 17 de março de 2009

Por que os católicos veneram imagens?

Desde a antigüidade, o homem sempre usou pinturas figuras, desenhos e esculturas, entre outros, para dar a entender ou explicar algo. Estes meios servem para ajudar a visualizar o invisível; para explicar o que não se pode ser explicado com palavras. Quando o homem caiu pelo pecado e perdeu a intimidade com Deus, começou a confundir Deus com outras coisas e a render-lhe como se fossem deuses. Este culto era representado freqüentemente com esculturas ou imagens idolátricas. A proibição do Decálogo contra as imagens se explica pela função de tais representações.

Entretanto, ainda quando muitas pessoas pensam que o primeiro mandamento proíbe a veneração das imagens isto não é necessariamente assim. O culto cristão às imagens não é contrário ao primeiro mandamento porque a honra que se presta a uma imagem pertence a quem nelas é representado. Que dizer, se venera uma imagem não por ser a imagem em si, mas pelo que esta representa.

Neste sentido, Santo Tomás de Aquino em sua monumental Summa Theologiae assinala que "o culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas que as olha sob seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem a Deus encarnado. Pois bem, o movimento que se dirige à imagem em quanto tal, não se detém nela, mas tende à realidade da que é imagem".
Inclusive já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado, e como exemplo disso temos a serpente de bronze ou a arca da aliança e os querubins.

As primeiras comunidades cristãs representaram a Jesus com imagens de Bom Pastor, mais adiante apareceram as de Cordeiro Pascal e outros ícones representando a vida de Cristo. As imagens têm sido sempre um meio para dar a conhecer e transmitir a fé em Cristo e a veneração e amor à Santíssima Virgem e aos santos. Prova disso, são as catacumbas -a maioria localizada me Roma- onde ainda se conservam imagens feitas pelos primeiros cristãos, como as catacumbas de Santa Priscila, pintadas na primeira metade do século III.

Entretanto, com a encarnação de Jesus Cristo foi inaugurada uma nova economia das imagens.Cristo tomou e resgatou os ensinamentos do Antigo Testamento e lhe deu uma interpretação mais perfeita em sua própria pessoa. Antes de Cristo ninguém podia ver o rosto de Deus; em Cristo Deus se fez visível. Antes de Jesus as imagens com freqüência representavam a ídolos, eram usadas para a idolatria. Agora o verdadeiro Deus quis tomar imagem humana já que ele é a imagem visível do Pai.

Maria e os Santos

A igreja Católica venera aos santos mais não os adora. Adorar algo ou alguém que não seja Deus é idolatria. Há que saber distinguir entre adorar e venerar. São Paulo ensina a necessidade de recordar com especial estima aos nossos precursores na fé. Eles não desapareceram no nada mas a nossa fé nos dá a certeza do céu onde os que morreram na fé estão já vitoriosos em Cristo.

A igreja respeita as imagens da mesma forma que se respeita e venera a fotografia de um ser querido. Todos sabemos que não é o mesmo contemplar a fotografia e contemplar a própria pessoa de carne e osso. Não está, então, a tradição Católica contra a Bíblia. A Igreja é fiel a autêntica interpretação cristã desde suas origens.

A igreja procurou sempre com interesse especial que os objetos sagrados servissem ao esplendor do culto com dignidade e beleza, aceitando a variedade de matéria, forma e ornato que o progresso da técnica tem produzido ao longo dos séculos. Mais ainda: a Igreja se considerou sempre como árbitro das mesmas, escolhendo entre as obras artísticas as que melhor responderam à fé, à piedade e às normar religiosas tradicionais, e que assim seriam melhor adaptadas ao uso sagrado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nossa Senhora do Silêncio






Recebi por e-mail do amigoPaulo - Confessio XXI, e não conhecia. Gostei muito e decidi partilhar com os leitores.



Boa leitura e que Nossa Senhora do Silêncio nos proteja nesse momento de crise mundial.






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Nossa Senhora do Silêncio (Knock - Irlanda)
(1879)







Contexto social
Antes de 1879, os irlandeses passaram por situações lamentáveis, políticas, econômicas, religiosas e outras. Entre essas situações difíceis, a pior foi a terrível crise alimentar devido à escassez de batata, de 1840 a 1851. Essa fome poderia ter sido aliviada pelos ingleses, que possuíam alimentos em abundância, mas eles se recusaram a ajudar e o resultado foi uma indizível miséria. A fome levou à morte mais de um milhão de pessoas e fez um número maior ainda emigrar. O resultado foi o ódio profundo pelos ingleses e a falta de confiança neles que perduram até hoje.






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Uma cruel discriminação passou a reinar entre as classes alta e baixa, proprietários e trabalhadores, entre católicos, protestantes e anglicanos, entre os irlandeses e os ingleses. Existiam abismos profundos entre os ricos e os pobres, estes últimos eram muito numerosos, nos centros industriais e também nas fazendas. Esses problemas tinham profundas raízes tradicionais e aparentemente firmes. Os principais problemas eram a autonomia nos negócios internos, representação no Parlamento inglês e uma distribuição mais justa de terras à população humilde, terras que estavam nas mãos dos ricos e da Igreja Anglicana inglesa.






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A separação entre o Estado e a Igreja Anglicana efetuada pelo primeiro-ministro britânico William Gladstone provocou grande comoção na Inglaterra e na Irlanda. Mas pôs novas terras à disposição e, em 1870, foi aprovada a primeira Lei de Terras para favorecer os arrendatários.






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A lei tornou mais difícil para os proprietários expulsar os arrendatários ou tratá-los como escravos e compensou os arrendatários por suas melhorias. A lei também ajudou alguns deles a se tornarem proprietários de terras. Entretanto, não foi dada nenhuma proteção contra aumentos injustos de aluguel nem ajuda aos arrendatários em atraso. O sofrimento era cruel entre os pobres, em especial entre os pobres católicos.






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A aparição descrita a seguir tem uma importância especial por se tratar da primeira do período moderno a ter testemunhas em grupo. Até então, os videntes das quatro aparições francesas, juntos, somam no máximo oito pessoas (Paris (1); La Sallete (2); Lourdes (1); e Pontmain (4)).



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“Knock” deriva do gaélico Cnoc (colina). Knock, Irlanda, fica no alto de uma pequena colina com vista para extensas terras pantanosas, nas quais, a alguma distância, fica a cidade de Tuam. Em dia claro, é possível ver o lago Corrib a oeste e, mais adiante, as montanhas Twelve Pins, por cima das quais tempestades vindas do oceano Atlântico precipitam-se de um lado a outro do condado de Connemara. Na época da santa aparição, Knock era descrita como pequeno povoado,
remoto, desinteressante e indistinto, ou, mais francamente, muito pobre, feio e enfadonho.






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A capela de Knock foi construída em 1829, quando católicos irlandeses conseguiram certo grau de liberdade para praticar a religião. Daí em diante, a capela funcionou como centro das paróquias unidas de Knock e Aghamore dentro da diocese de Tuam.






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Mas a grande crise alimentar causada pela escassez de batatas havia arruinado a área e, aos poucos, Knock foi se transformando em um lugar de campos esquecidos e casas de fazenda abandonadas. O povoado em si consistia em apenas uma dúzia de casas modestas. Em 1879, nada menos que 18 famílias haviam sido expulsas recentemente em Knock e nas adjacências e parece que não havia razão para o povoado continuar a existir na miséria e na desolação.






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Em 21 de agosto de 1879, quase todos os poucos habitantes de Knock passaram o dia preparando o feno, trazendo para casa a turfa dos pântanos para queimar e com a qual cozinhar, ou empilhando madeira, aprontando-se para a chegada do frio do inverno. Durante a tarde, grossas nuvens chegaram do Atlântico e envolveram tudo em cerração e pesada garoa. Às sete da noite, caiu um aguaceiro forte e contínuo.






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Depois de visitar paroquianos durante o dia, o arcediago Cavanaugh chegou encharcado à casa paroquial do povoado. A jovem governanta, Mary McLoughlin, acendera um fogo de turfa, onde ele secou e se preparou para passar a noite em casa. Às oito e meia da noite, a governanta saiu da casa paroquial para visitar a amiga Magaret Beirne. Ao passar em baixo de chuva em frente à igreja, ela viu algumas “belas figuras estranhas e um altar”, do lado de fora da parte de trás da
igreja. Embora visse “uma luz branca” ao redor das figuras, supôs que o arcediago tivesse encomendado “as estátuas” em Dublin e as tivesse deixado na chuva. Não pensando mais no caso, continuou em direção à casa de Margaret Beirne.






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Entretanto, Mary McLoughlin não foi a primeira a ver as “belas figuras”. Uma mulher, chamada senhora Carty, as tinha visto e, pensando em como seriam pagas, disse a si mesma: “Outra coleta, que Deus nos ajude”. A filha de Margaret, Mary, também vira as figuras ou “alguma coisa luminosa”quando, às sete e meia, foi trancar a igreja, mas não mencionara nada em casa.






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Mary McLoughlin, Margaret e Mary Beirne tagarelaram até que a primeira resolveu voltar para a casa paroquial e Mary Beirne decidiu acompanhá-la parte do caminho. Quando tornaram a passar pela igreja, parece que a “coisa luminosa” estava mais luminosa ainda. As duas jovens viram que as figuras pareciam estar sobre a grama, mas sem tocá-la com os pés. Também notaram que o aguaceiro não molhara a cumeeira Sul da igreja e a grama e o chão debaixo das figuras estavam secos. A figura central foi identificada como Nossa Senhora. As outras duas, como São José e João Evangelista. As duas garotas ficaram atônitas e Mary Beirne correu alvoroçada para casa, contar à mãe, que também se chamava Mary Beirne; à irmã, Catherine Beirne; a uma sobrinha, Catherine Murray, de oito anos; e ao irmão, Dominick. Emocionada, Mary Beirne disse a todos para correrem à igreja porque a “Virgem Santíssima está lá.”






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Dominick disse-lhe para não fazer papel de boba. Mas Mary não lhe deu atenção e saiu correndo de novo para alertar os vizinhos. Dominick sugeriu que a mãe fosse buscá-la antes “que ela dê um espetáculo diante de todos os vizinhos”.






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Mary Beirne (no lugar, chamada “viúva Beirne” para diferenciá-la das muitas mulheres da cidade com o mesmo sobrenome) chegou à igreja encharcada pelo aguaceiro e também viu as figuras e a luz de brilho intenso. À viúva Beirne, Mary Beirne e Mary McLoughlin juntaram-se logo em seguida a Dominick e Catherine Murray e alguns vizinhos. Todos eles imediatamente também testemunharam a aparição. A menina Catherine Murray foi rapidamente buscar sua tia Margaret, que veio com vizinhos, inclusive outros Beirnes. Todos os presentes nessa ocasião testemunharam a aparição.






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Alguns depoimentos dos presentes:




Viúva Beirne – “Saí depressa e fui ao lugar indicado. Quando cheguei lá vi claramente as três figuras. Aproximei-me sem demora para beijar, como eu pensava, os pés da Virgem Santíssima; mas nada senti em meu abraço além da parede (atrás) e fiquei espantada por não sentir com as mãos as figuras que vira nitidamente.”







Bridget Trench (75 anos) – “As três figuras pareciam imóveis, como estátuas; estavam de pé perto da parede detrás da igreja (que ficava) ao fundo e pareciam estar a cerca de meio metro acima do solo. A Virgem Santíssima estava no centro; vestia-se de branco e parecia coberta com uma capa branca. Suas mãos erguiamse na mesma posição em que o sacerdote eleva as mãos ao rezar na santa missa.



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Percebi (lembrei-me) nitidamente as partes inferiores de seus pés e (tentei) beijá-los três vezes; ela trazia na cabeça algo semelhante a uma coroa e tinha os olhos voltados para o céu. Chovia torrencialmente naquela hora, mas a chuva não caía onde as figuras estavam. Tive o cuidado de tocar o chão com as mãos e senti-lo perfeitamente seco. O vento soprava do sul contra a parede da capela, mas nenhuma chuva caía na parte da parede ou da capela onde estavam as figuras. Não havia nenhum movimento ou sinal de atividade ao redor das figuras.”



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Mary Beirne – “(A figura) da Virgem Santíssima era de tamanho natural, as outras não pareciam nem tão grandes nem tão altas quanto a figura dela: estavam a pequena distância da parede detrás da igreja e, pelo que pude ver, a uns quarenta centímetros do chão. A Virgem estava ereta, com os olhos voltados para o céu, as mãos na altura dos ombros ou um pouco acima, as palmas inclinadas ligeiramente para os ombros ou o peito; vestia um grande manto branco, que caía em pregas amplas e um tanto soltas ao redor dos ombros e estava preso ao pescoço; trazia uma coroa sobre a cabeça – uma coroa bastantes grande – que parecia um tanto mais amarelada que o vestido ou os mantos usados por Nossa Senhora.






.A figura de São José tinha a cabeça ligeiramente abaixada e inclinada para o lado da Virgem Santíssima, como se lhe fizesse uma reverência; representava o santo um tanto envelhecido com a barba e os cabelos grisalhos. A terceira figura parecia ser a de São João Evangelista; não sei, só achei que era pelo fato de certa vez ter visto a imagem (desse santo) na capela de Lekanvey, perto de Westport, no condado de Mayo, muito parecida com a figura que nesse momento estava à minha frente.



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Acima do altar e apoiado nele, havia um cordeiro, com a cabeça voltada para São João e, assim, para o lado oeste do véu. Não vi nenhuma cruz ou crucifixo. Sobre o corpo do cordeiro e ao redor dele, vi estrelas douradas, ou luzinhas brilhantes, que cintilavam como jatos (contas) ou bolas de vidro que refletissem a luz de algum (outro) corpo luminoso. Fiquei (observando a aparição) das oito e quinze até nove e meia. Na ocasião, estava chovendo.”



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Um menino disse ter visto anjos, que flutuaram no espaço o tempo todo, durante uma hora e meia ou mais. “Vi suas asas esvoaçando, mas não suas cabeças e faces que não estavam voltadas para mim”. Os anjos estavam também de frente para o altar, como todas as testemunhas.



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John Curry, outro menininho, viu dois anjos que voavam para frente e para trás. Algumas testemunhas notaram entalhes de santos e anjos na parte inferior do altar, enquanto outras viram uma cruz atrás do cordeiro. Houve quem visse luzes, ou só as luzes e não as figuras, e uma viu uma auréola de estrelas. Todas as testemunhas oficiais e extra-oficiais, porém, concordaram que havia uma luz brilhante ou luminosa bem na frente da parede detrás da igreja, descrita como “luz que brilhava como prata”. Todos os que viram as figuras declararam ter sido envoltos por essa luz.



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Houve, pelo menos, três repetições subseqüentes da aparição. A primeira ocorreu no ano seguinte, em 2 de janeiro de 1880, e foi vista pelo arcediago Cavanaugh, na presença de outras vinte testemunhas. Novamente, na noite de 5 de janeiro de 1880, a parição foi vista por um grande ajuntamento de pessoas, inclusive dois oficiais da Real Força Policial Irlandesa, destacados para manter a ordem entre os romeiros que chegavam a Knock. Outra vez, na noite de 6 de janeiro, a mesma aparição foi vista por uma multidão maior ainda, inclusive três homens da vizinha cidade de Claremorris, que declararam terem sido os primeiros a avistarem-na.






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A primeira cura milagrosa a ser registrada ocorreu 18 meses após a primeira aparição, quando uma mulher de 28 anos de idade, surda desde os seis, recuperou por completo a audição enquanto visitava a capela. Michael Ansborough e John Mckenna, cegos há uns dez anos, recuperaram totalmente a visão. Mary Prendergast, incapaz de andar há muitos anos e carregada até a parede de trás em uma cadeira, saiu andando sem ajuda.






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A veneração oficial por esta aparição evoluiu devagar, em grande parte porque, em princípio, as autoridades eclesiásticas locais tentaram desencoraja-la. Os primeiros relatos da imprensa secular só vieram à tona quatro meses mais tarde, embora a notícia corresse pelo mundo católico quase imediatamente.






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Hoje, a igrejinha de KnocK continua a ser importante santuário de peregrinação. Há alguns anos, um novo aeroporto foi construído fora de Knock, para atender ao tráfego. A parede detrás da igreja está envolta em vidro. Quando o papa João Paulo II viajou para a Irlanda, o pontífice desviou-se bastante do roteiro para visitar a capela de Knock. A visita de um papa ao lugar de
uma aparição é automaticamente considerada aprovação total.






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Muitos santuários foram edificados em outros lugares para venerar esta sagrada aparição. O primeiro santuário norte-americano em honra de Nossa Senhora de Knock foi construído na igreja de São Patrício, em Newton, Massachusetts, em 1950. A igreja de Newton recebeu de presente o original da famosa ilustração da aparição de Nossa Senhora de Knock da autoria de Currier e Ives.






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Quase imediatamente depois da aparição em 1879, manifestou-se outra perigosa crise alimentar que continuou a ameaçar durante alguns anos. Mas, a essa altura, milhares de romeiros de outros países haviam visitado Knock, ficando chocados com a deplorável qualidade de vida dos irlandeses pobres. Porém a aparição de Knock, às vezes chamada de Nossa Senhora do Silêncio, colocou a Irlanda no mapa da consciência humana como nenhuma outra coisa poderia fazer, e, desta vez, todo o mundo ocidental enviou comida e suprimentos e a fome foi afastada.






Nossa Senhora do Silêncio - Rogai por Nós!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Curas reconhecidas em Lourdes

O intuito principal desse blog é esclarecer os católicos acerca de sua própria religião. Somos parte de uma religião de 2000 anos, e muita informação acaba se perdendo, ou não temos acesso à ela, e acabamos "doutrinados" pela TV, que, exceto as cristãs como Canção Nova, Aparecida, Século XXI, etc, nos trazem uma visão totalmente distorcida a respeito de nossa Igreja.


Entretanto, contamos constantemente com alguns visitantes de outras religiões, o que me alegra muito, e sempre serão bem vindos - é interessante que vocês conheçam também nossa Igreja, o conhecimento nunca é nulo, não é mesmo??


Essa publicação do site Zenit me chamou a atenção pelo seguinte: muitos dizem que a Igreja vive fabricando Milagres... e olha só, entre as 7 mil (7000) declarações de cura apresentadas em Lourdes (França), somente 67 foram reconhecidas como milagres... existe todo um processo para definir se isso foi um milagre ou não. E isso é importante que saibamos... a cura milagrosa não é algo que um médico poderia fazer, é algo que está acima da ciência, e envolve também uma mudança espiritual.


Outra dúvida frequente: não é Nossa Senhora que cura. Maria intercede (assim como nas Bodas de Caná) para que seu filho Jesus realize a cura. Ele é Deus, Maria não é Deusa.


Amamos Maria, como nossa mãe, não a adoramos, simplesmente a Veneramos. Sua imagem, para nós serve como uma foto - e a olhamos, com todo o amor de um filho que olha a foto da mãe que hoje está distante...


Lembro-me de ver mulheres apaixonadas que olham a foto do namorado que mora longe... elas olham com tanto carinho sua foto... com tanto amor... e olham de novo, e vêem cada detalhe, cada cílio, etc... isso não é adoração... assim como, quando olhamos para uma imagem, não a estamos adorando, mas venerando, amando...


Enfim, só um toque....


Segue a reportagem.

abraços e bom fim de semana.

João Batista



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Cinco curas «extraordinárias» reconhecidas em Lourdes



Foram declarados 67 milagres ao longo da história do santuárioLOURDES, terça-feira, 9 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Pouco antes de que concluísse o ano do 150º aniversário das aparições, o Comitê Médico Internacional de Lourdes (CMIL) reconheceu cinco curas como particularmente «extraordinárias».


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Estes casos fazem parte de outros muitos dossiês estudados desde 2004. As curas foram experimentadas por pessoas entre 40 e 69 anos.


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Até agora se reconheceram apenas «67 milagres» entre as 7 mil declarações de cura apresentadas ao departamento médico do santuário desde 1883.
Os casos foram apresentados em uma coletiva de imprensa realizada em 1º de dezembro, convocada pelo Comitê.


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«Estes casos foram objeto de um diagnóstico profundo. Estas curas foram acompanhadas por uma transformação espiritual evidente», afirmou o professor François-Bernard Michel, que preside o comitê composto por cerca de 20 membros.


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Os casos de curas extraordinárias respondem a critérios de observação clínica, com um exame dos dossiês por parte de especialistas internacionais, sobre fatos extraordinários que acompanham a evolução da doença. Para outorgar este reconhecimento se exige um «verdadeiro caminho de fé» associado à cura.


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Zenit publicou em 6 de dezembro passado o testemunho de um dos curados, «Senhora B», que hoje tem 53 anos, curada de miopatia, libertando-se assim da cadeira de rodas.


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Outro dos casos foi experimentado por uma mulher, apresentada na coletiva de imprensa como «Senhora A», de 40 anos, que padecia de esclerose múltipla desde abril de 1993, e cujo estado estava se agravando seriamente até 2004.


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«Em 20 de maio de 2004, durante uma peregrinação a Lourdes proposta por uma amiga, esta pessoa, que no início não era crente, constatou imediatamente nas piscinas o desaparecimento da impotência de suas pernas e outros sintomas. Desde então não experimentou nenhum outro problema de saúde. Os exames clínicos realizados em duas ocasiões pelos membros do CMIL se revelaram como totalmente assintomáticos», explicou o Comitê no comunicado entregue na coletiva de imprensa.


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A declaração de um milagre não corresponde ao CMIL (que só reconhece o caráter inexplicável da cura no âmbito científico), mas à Igreja Católica, em particular ao bispo da diocese, que neste momento é Dom Jacques Perrier. A diocese declarará depois se estes cinco casos de «cura extraordinária» podem ser considerados como milagres.


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«Sem dúvida alguma, estas pessoas estavam mal, ou muito mal: o dossiê médico testemunha. Tampouco se pode contestar que hoje estão bem e nada indica que a doença possa voltar.»
«Esta mudança de estado, que foi súbita, está ligada a Lourdes, com freqüência em uma peregrinação. Esta experiência inesperada mudou a vida destas pessoas, em todos os níveis, inclusive em sua fé, em seus compromissos com a Igreja e no serviço aos demais.»


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«Estes são os fatos. Cada um é livre, depois, para interpretá-los. Não terão nunca uma evidência obrigatória», conclui o Comitê.


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O ano do jubileu de Lourdes, encerrado nesta segunda-feira, solenidade da Imaculada Conceição, recebeu um número recorde de peregrinos: quase 9 milhões. Em 2007 tinham sido seis milhões.


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sábado, 13 de dezembro de 2008

A Imaculada Conceição

Não seria justo com nossa Mãe Santíssima, passar essa semana sem falar um pouco sobre o dogma da Imaculada Conceição, que comemoramos.
Segue um texto que explica esse lindo nome que a Mãe de Jesus e nossa recebeu.

Abraços e um fim de semana com as bênçãos de Maria.

A Imaculada Conceição




O Dogma da Imaculada Conceição afirma que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. Ele foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus.




“Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis.” (Papa Pio IX)




Esse Dogma abrange dois aspectos importantes:
1º aspecto - A Santíssima Virgem foi preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Maria foi cumulada, desde a sua geração (concepção), com os dons da graça santificante.
2º aspecto - Esse privilégio foi concedido em virtude dos merecimentos de Jesus Cristo.



O dogma abrange dois pontos importantes:


a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.



b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.

Provas na Sagrada Escritura:
Depois da queda do pecado original, Deus falou ao demônio, oculto sob a forma de serpente: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). Basta um pouco de boa-vontade para compreender de que "mulher" o texto fala.

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A única mulher "cheia de graça", "bendita entre todas", na qual a "semente" ou (raça) foi Nosso Senhor Jesus Cristo (e os cristãos), é a Santíssima Virgem, a nova Eva, mãe do Novo Adão.

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Conforme esse texto, há uma luta entre dois antagonistas: de um lado, está uma mulher com o filho; do outro, o demônio. Quem há de ganhar a vitória são aqueles e não estes. Ora, se Nossa Senhora não fosse imaculada, essa inimizade não seria inteira e a vitória não seria total, pois Maria Santíssima teria sido, pelo menos em parte, sujeita ao poder do demônio através do Pecado Original. Em outras palavras, a inimizade entre a mulher (e sua posteridade) e a serpente, implica, necessariamente, que Nosso Senhor e Nossa Senhora não poderiam ter sido manchados pelo pecado original.

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Na saudação angélica, quando S. Gabriel diz: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Ora, não se exprimiria desta maneira o anjo e nem haveria plenitude de graça, se Nossa Senhora tivesse o pecado original, visto o homem ter perdido a graça após o pecado.

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A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.

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Ao mesmo tempo, a afirmação "o Senhor é convosco" abrange uma verdade luminosa. Se Nosso Senhor é (está) com Nossa Senhora antes da encarnação ("é convosco"). Sendo palavras anteriores à encarnação do verbo no seio da Virgem Maria, forçoso é reconhecer que onde está Deus não está o pecado. Ou seja, Nossa Senhora não tinha o "pecado original".

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Prossegue o arcanjo: Não temas, Maria, pois "achaste graça diante de Deus". Aqui termina a revelação da Imaculada Conceição para começar a da maternidade divina: "Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus". (Lc 1, 28).

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Pela simples leitura percebe-se a conexão estreita entre duas verdades: "Maria será a mãe de Jesus, porque achou graça diante de Deus".

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Mas, que graça Nossa Senhora achou diante de Deus para poder ser escolhida como a Mãe Dele? Ora, a única graça que não existia - ou que estava "perdida" - era a "graça original". Falar, pois, que: "Maria achou graça" é dizer que achou a "graça original". Ora, a "graça original" é a "Imaculada Conceição"!

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Os evangelhos sinóticos deixam claro que a palavra "Cheia de Graça", em grego: "Kecharitoménê", particípio passado de "charitóô", de "Cháris", é empregado na Sagrada Escritura para designar a graça em seu sentido pleno, e não no sentido corrente. A tradução literal seria: "omnino Plena Caelesti gratia" ou "Ominino gratiosa reddita": "Cheia de graça".

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Ou seja, a tradução do latim: "gratia plena" é mais perfeita do que a palavra portuguesa: "cheia de graça". Nossa Senhora não apenas "encontrou graça", mas estava "plena" de Graça. Corroborando o que disse o Arcanjo logo em seguida: "O Senhor é contigo".

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Falando à Santíssima Virgem que Ela "achara graça", o Arcanjo diz: Maria, sois imaculada, e, por isto, sereis a Mãe de Jesus Cristo.

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Também é pela própria razão que se pode concluir a Imaculada Conceição. É claro que o argumento racional não é definitivo, mas corroborou com muita conveniência - e completa harmonia - para com ele. Se Maria Santíssima fosse manchada do pecado original, essa mancha redundaria em menor glória para seu filho, que ficou nove meses no ventre de uma mulher que teria sido concebida na vergonha daquele pecado. Se qualquer mácula houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.

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S. Paulo assim se expressa sobre o ventre de onde nasceu o menino-Deus: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).

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Que tabernáculo é esse, "não construído por mãos humanas", por onde "entrou" Nosso Senhor Jesus Cristo? Fica claro o milagre operado em Nossa Senhora na previsão dos méritos de seu divino Filho. Negar que Deus pudesse realizar tal milagre (Imaculada Conceição) seria duvidar de sua onipotência. Negar que Ele desejaria fazer tal milagre seria menosprezar seu amor filial, pois, como afirma S. Paulo: Deus construiu o seu "tabernáculo" que não foi "construído por mãos humanas".

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Ora, este tabernáculo, feito imediatamente por Deus e para Deus, devia revestir-se de toda a beleza e pureza que o próprio Deus teria podido outorgar a uma criatura.

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E esta pureza perfeita e ideal se denomina: a Imaculada Conceição.
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Agora examinemos a Tradição, desde os primeiros séculos:

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S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: "Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem".

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O santo Apóstolo não se limita a isso, mas torna a sua fé mais expressiva ainda. Após a consagração e umas preces, ele faz dizer ao Celebrante:


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"Prestemos homenagem, principalmente, a Nossa Senhora, a Santíssima, Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria. E os cantores respondem: É verdadeiramente digno que nós vos proclamemos bem-aventurada e em toda linha irrepreensível, Mãe de Nosso Deus, mais digna que os querubins, mais digna de glória que os serafins; a vós que destes à luz o Verbo divino, sem perder a vossa integridade perfeita, nós glorificamos como Mãe de Deus" (S. jacob in Liturgia sua).

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O evangelista S. Marcos, na Liturgia que deixou às igrejas do Egito, serve-se de expressões semelhantes: "Lembremo-nos, sobretudo, da Santíssima, intemerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria".

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Na Liturgia dos etíopes, de autor desconhecido, mas cuja composição data do primeiro século, encontramos diversas menções explícitas da Imaculada Conceição. Umas das suas orações começa nestes termos: Alegrai-vos, Rainha, verdadeiramente Imaculada, alegrai-vos, glória de nossos pais. Mais adiante, é pela intercessão da Imaculada Virgem Maria que o Sacerdote invoca a Deus em favor dos fiéis: "Pelas preces e a intercessão que faz em nosso favor Nossa Senhora, a Santa e Imaculada Virgem Maria.".

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Terminamos o primeiro século com as palavras de Santo André, apóstolo, expondo a doutrina cristã ao procônsul Egeu, passagem que figura nas atas do martírio do mesmo santo, e data do primeiro século: "Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido" (Cartas dos Padres de Acaia).

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A doutrina da Imaculada Conceição era, pois, conhecida no primeiro século e por todos admitida. A esse respeito, nenhuma contradição se levantou na primitiva Igreja.

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No século segundo, os escritos dos Santos Padres falam da Imaculada Conceição como um fato indiscutível. Entre os escritores e oradores deste século, contamos: S. Jusitino, apologista e mártir; Tertuliano e Santo Irineu.

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No terceiro século, existem também textos claros em defesa da Imaculada Conceição. mas em menor quantidade.

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Santo Hipólito, bispo de Porto e mártir, escreveu em 220: "O Cristo foi concebido e tomou o seu crescimento de Maria, a Mãe de Deus toda pura". Mais além ele diz: "Como o Salvador do mundo tinha decretado salvar o gênero humano, nasceu da Imaculada Virgem Maria".

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Orígenes, que viveu em 226 e pareceu resumir a doutrina e as tradições de sua época, escreveu: "Maria, a Virgem-Mãe do Filho único de Deus, é proclamada a digna Mãe deste digno Filho, a Mãe Imaculada do Santo e Imaculado, sendo ela única, como único é o seu próprio Filho."

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Em um dos seus sermões sobre S. José, Orígenes faz o mensageiro celeste dizer ao santo: "Este menino não precisa de Pai na terra, porque tem um pai incorruptível no céu; não precisa de Mãe no Céu, porque tem uma Mãe Imaculada e casta na terra, a Virgem Bem-aventurada, Maria".

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No século quarto, aparecem inúmeros escritos sobre a Imaculada Conceição, cada vez mais explícitos e em maior número. Temos diante de nós as figuras incomparáveis de Santo Atanásio, de Santo Efrem, de S. Basílio Magno, de Santo Epifânio, e muitos outros, que constituem a plêiade gloriosa dos grandes Apóstolos do culto da Virgem Santíssima e, de modo particular, de sua Imaculada Conceição.

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Um trecho de Lutero, para mostrar que nem ele se atreveu a contestar a Imaculada Conceição: "Era justo e conveniente, diz ele, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado". (Lut. in postil. maj.).
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Nossa Senhora foi a restauradora da ordem perdida por meio de Eva. Eva nos trouxe a morte, Maria nos dá a vida. O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.

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O Dogma da Imaculada Conceição foi proclamado pelo Papa Pio IX, cercado de 53 cardeais, de 43 arcebispos, de 100 bispos e mais de 50.000 romeiros, no dia 8 de dezembro de 1854.

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Passados apenas 3 anos dessa solene proclamação, em 11 de agosto de 1858, Nossa Senhora dignou-se aparecer milagrosamente quinze dias seguidos, perto da pequena cidade de Lourdes, na França, a uma pobre menina, de 13 anos de idade, chamada Bernadete.

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No dia 25 de março, Bernadete suplicou que Nossa Senhora lhe revelasse seu nome. Após três pedidos seguidos, Nossa Senhora lhe respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição".


Eis a chave de ouro que encerra a tradição ininterrupta dos Apóstolos.




Fontes:

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nome Santíssimo da Virgem Maria


A Liturgia celebra hoje, 12 de setembro, o Nome Santíssimo da Virgem Maria (Miryam, em hebraico). O objetivo dessa festa é que os fiéis possam se recomendar a Deus, de modo especial, por intercessão de Sua Santíssima Mãe, as necessidades da Igreja e as próprias necessidades, e agradecer a Deus pelas graças recebidas por intermédio de Sua Mãe.
Esta festa foi concedida na Espanha em 1513 e espalhou-se por todo o país; em 1683 o Papa Inocêncio XI a estendeu para toda a Igreja do Ocidente, como um ato de ação de graças pelo levantamento do cerco de Viena e a derrota dos turcos por João Sobieski, rei da Polônia. Na época ela foi estabelecida para o domingo dentro da oitava da Natividade de Nossa Senhora; hoje se celebra na data do triunfo de Sobieski.

O nome de uma pessoa é algo muito importante na Bíblia, pois representa a própria pessoa. Certamente São Joaquim e Santa Ana foram inspirados pelo Céu para escolher esse Nome à Virgem que seria um dia a Mãe do Redentor e nossa Mãe.

São Lucas registra: “O nome da Virgem era Maria”. O anjo enviado por Deus diz a ela: “não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus”.
Segundo os mariólogos o nome Miryam pode ter origens diversas: “Uns derivam o nome da raiz mery, da língua egípcia e significa mui amada. Outros dizem que provém do siríaco e quer dizer senhora, opinião de pouca solidez. A sentença mais freqüente é a que o deriva do hebraico. Dentro desta língua cabem muitas interpretações. Assim se enumeram as seguintes: “Mar amargo e rebelião; Gota do mar; Senhor de minha linhagem; Estrela do Mar; Esperança; Excelsa ou sublime; Pingue, Robusta; Amargura e Mirra”. O Cônego José Vidigal, citando Fraine, diz que “apesar de sessenta tentativas que já foram feitas a etimologia científica do nome de Maria continua incerta”.

Mais importante do que o significado exato desse Nome, é que é um Nome Poderoso, por ser o da Mãe de Deus; e que deve ser invocado sempre.
O Padre Antônio Vieira diz: “Só vos digo que invoqueis o nome de Maria quando tiverdes necessidade dele; quando vos sobrevier algum desgosto, alguma pena, alguma tristeza; quando vos molestarem os achaques do corpo, ou vos não molestarem os da alma; quando vos faltar o necessário para a vida ou desejardes o supérfluo para a vaidade; quando os pais, os filhos, os irmãos, os parentes se esquecerem das obrigações do sangue; quando vo-lo desejarem beber a vingança, o ódio, a emulação, a inveja; quando os inimigos vos perseguirem, os amigos vos desampararem, e donde semeastes benefícios, colherdes ingratidões e agravos; quando os maiores vos faltarem com a justiça, os menores com o respeito, e todos com a proximidade; quando vos inchar o mundo, vos lisonjear a carne, e vos tentar o demônio, que será sempre e em tudo; quando vos virdes em alguma dúvida ou perplexidade, em que vós não saibais resolver nem tomar conselho; quando vos não desenganar a morte alheia, e vos enganar a própria, sem vos lembrar a conta de quanto e como tendes vivido e ainda esperais viver; quando amanhecer o dia, sem saberdes se haveis de anoitecer, e quando vos recolherdes à noite, sem saber se haveis de chegar à manhã; finalmente, em todos os trabalhos, em todas as aflições, em todos os perigos, em todos os temores, e em todos os desejos e pretensões, porque nenhum de nós conhece o que lhe convém; em todos os sucessos prósperos ou adversos, e muito mais nos prósperos, que são os mais falsos e inconstantes; e em todos os casos e acidentes súbitos da vida, da honra, da fazenda, e, principalmente, nos da consciência, que em todos anda arriscada, e com ela a salvação.
E como em todas estas coisas, em cada uma delas necessitamos de luz, alento e remédio mais que humano, se em todas e cada uma recorrermos à proteção e amparo da mãe das misericórdias, não há dúvida que, obrigados da mesma necessidade, não haverá dia, nem hora, nem momento em que não invoquemos o nome de Maria”. (apud Con. Vidigal)São Bernardo, Dr. da Igreja dizia e rezava assim: “Seguindo-a não te desviarás”:

“Maria é essa Estrela esplêndida que se eleva sobre a imensidão do mar, brilhando pelos próprios méritos, iluminando por seus exemplos. Ó tu, que te sentes, longe da terra firme, levado pelas ondas deste mundo, no meio dos temporais e das tempestades, não desvies o olhar da luz deste Astro, se não quiserdes perecer.
Se o vento das tentações se elevar, se o recife das provações se erguer na tua estrada, olha para a Estrela, chama por Maria. Se fores sacudido pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, do ciúme, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.
Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, que não se afaste de teu coração; e, para obter o auxílio da sua oração, não te descuides do seu exemplo de vida. Seguindo-a, terás a certeza de não te desviares; suplicando-lhe, de não desesperar; consultando-a, de não te enganares. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, nada terás de temer; se te conduzir, não sentirás cansaço; se te for favorável, atingirás o objetivo.”

Prof. Felipe Aquino – http://www.cleofas.com.br/

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Maria


Hoje é o dia que comemoramos o nascimento de nossa Mãe Santíssima – Maria, a Mãe de Jesus! Por isso, segue abaixo um belo pensamento da fundadora dos Focolares sobre nossa Mãe!

Maria,"celeste plano inclinado"
Um pensamento de Chiara Lubich


Maria não é facilmente entendida pelos homens, apesar de ser muito amada. De fato,é mais fácil encontrar em um coração afastado de Deus a devoção a ela, do que a devoção a Jesus.É amada universalmente. E o motivo é este: Maria é Mãe.
As mães, em geral, não são "compreendidas", especialmente pelos filhos pequenos; elas são amadas, e não é raro aliás é bastante freqüente que até um homem de oitenta anos morra pronunciando como última palavra: «Mamãe».
A mãe é mais objeto de intuição do coração do que de especulação intelectual, é mais poesia do que filosofia, pois é real e profunda demais, achegada ao coração humano. Assim é com Maria, a Mãe das mães, que a soma de todos os afetos, bondades, misericórdias das mães do mundo não consegue igualar.De certo modo, Jesus está mais diante de nós. Suas palavras divinas e fulgurantes são abundância dos frutos.
Maria é pacífica como a natureza, pura, serena, suave, bela; aquela natureza longe do mundo, na montanha, na campina, no mar, no céu azul ou estrelado. Maria é também forte, vigorosa, ordenada, contínua, inflexível, rica de esperança, porque na natureza é a vida que refloresce perenemente benéfica, ornada pela beleza vaporosa das flores, generosa na rica abundância dos frutos.

Maria é simples demais, próxima demais de nós para ser "contemplada".

Ela é "enaltecida" por corações puros e enamorados que assim exprimem o que neles há de melhor. Traz o divino à terra, suavemente, qual celeste plano inclinado que, da vertiginosa altura dos Céus, até à infinita pequenez das criaturas. É a Mãe de todos e de cada um, a única que sabe balbuciar e sorrir para o seu filho de um modo único e tal que, embora pequeno, cada um já sabe apreciar aquela carícia e responder com o seu amor àquele amor.

Não compreendemos Maria porque está demasiadamente próxima a nós. Ela, destinada pelo Eterno a levar aos homens as graças, jóias divinas do Filho, está ali do nosso lado e aguarda, sempre com esperança, que percebamos o seu olhar e aceitemos a sua dádiva. E se alguém, por sorte sua, a compreende, ela o arrebata para o seu Reino de paz, onde Jesus é rei e o Espírito Santo é o hálito daquele Céu. Lá, purificados de nossas misérias e iluminados em nossas trevas, haveremos de contemplá-la e dela fruir, paraíso adjunto, paraíso à parte.
Aqui, mereçamos que ela nos conduza pelo "seu caminho", para não permanecermos mesquinhos no espírito, com um amor que só é súplica, imploração, pedido, interesse, mas, conhecendo a um pouco, possamos glorificá-la.
(da "Desenhos de luz", Cidade Nova, 1996, p. 84)

Fonte: Focolares

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Nossa Senhora Mãe Rainha


Hoje é o dia em que celebramos a festa de Nossa Senhora, Rainha do Céu e da terra.
Façamos essa oração:


Maria Santíssima, Rainha do Céu e da terra,

foi sempre à vencedora de todas as batalhas de Deus:

Voltem-se os governantes do mundo para Ela e o Seu cetro fará triunfar a causa do bem,

com o triunfo da Igreja e do Reino de Deus!

Reze com devoção e confiança esta oração:

OH Maria sem pecado concebida!

A mais Preciosa Menina, Rainha das Maravilhas.

Ajuda-me neste dia a ser sempre teu verdadeiro filho,

para chegar um dia ao Deus da Vida.


És Rainha do Céu e da Terra, gloriosa e digna Rainha do Universoa quem podemos invocar de dia e de noite,

não só com o doce nome de Mãe,

mas também com o de Rainha, como te saúdam no Céu com alegria e amor todos os Anjos e Santos.


Nossa Senhora Rainha, Celeste Aurora, enviai a luz divina do Universo para me ajudar a resolver estes problemas (descrever resumidamente as suas intençoes).

Amém.