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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Culto aos Santos



Muitos católicos não têm uma noção correta do que seja a devoção aos Santos da Igreja. Por isso, alguns pensam que são atribuídos rótulos aos Santos, como se fossem mercadorias de consumo espiritual. Mas, não é assim.














Os santos são pessoas humanas que viveram neste mundo como verdadeiros modelos de cristãos, seguindo o Evangelho de Cristo e colocando-o em prática em suas vidas. Viveram conforme a vontade de Deus; por essa razão, conquistaram o céu.







A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, depois de um rigoroso processo de beatificação e canonização – nos quais são exigidos no mínimo dois milagres, confirmados pela medicina – declara, por intermédio do Papa, que eles estão no céu gozando da comunhão com vida e da visão beatífica do Senhor.







Muitas vezes, os católicos são acusados de idolatria e de prestarem um culto indevido aos Santos, aos Anjos e à Virgem Maria, bem como às suas imagens e relíquias. A intercessão dos Santos e sua mediação por nós em nada substituem a ação única e essencial de Jesus; mas sim, a valorizam ainda mais, pois dependem dela para ter eficácia.







Uma das orações Eucarísticas da Santa Missa diz que “os Santos intercedem no Céu por nós diante de Deus, sem cessar”. Que maravilha! Essa intercessão leva-nos mais a fundo no plano de Deus, porque promove a glória de Deus e o louvor de Jesus Cristo, uma vez que os Santos são “obras-primas” de Cristo, os quais nos levam, por suas preces e seus exemplos, a reconhecer melhor a grandeza da nossa Redenção.







O culto aos Santos tem ao menos três sentidos profundos:


1 – Dar glória a Deus, de quem os Santos são obras-primas de sua graça; pois são Santos pela graça de Deus;



2 – Suplicar-lhes a intercessão por nós e pela Igreja;



3– Mostrar que os Santos são modelos de vida a serem imitados, uma vez que amaram e serviram a Deus perfeitamente.




Deus nunca proibiu ao povo fazer imagens dos Santos, mas proibiu fazer “imagens de ídolos”. E isso a Igreja nunca fez.





Os Santos não são ídolos, nem são adorados, mas sim, venerados, o que é completamente diferente. As imagens são um meio e não um fim em si. Aristóteles, sábio filósofo grego, já dizia: “Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos”. É que o homem em sua vida sensitiva depende das coisas que o cercam.




A visão de uma imagem desperta na alma pensamentos salutares, o anseio de imitar o Santo de sua devoção, a se sacrificar por Jesus crucificado.


A tradição antiqüíssima da Igreja confirma a grandeza dos Santos.







São Jerônimo (340-420), doutor da Igreja, afirmou:







“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos.





Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo?



São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil. 6).


Santo Hilário de Poitiers (310-367), bispo e doutor da Igreja, garantia que:


“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará nem a guarda dos anjos nem a proteção dos Santos”.





São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja, afirmava que:







“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, Profetas, Apóstolos e Mártires; para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas”.







A Igreja, com a autoridade que recebeu de Jesus, declara Santos protetores das profissões, das cidades, dos países, contra as enfermidades, etc.; e isso não é superstição nem se trata de rótulos vazios, mas de verdadeiros intercessores diante de Deus pelos homens.




Ter devoção aos Santos é confiar nesta intercessão diante de Deus, suplicando-Lhe a misericórdia para nós, pobres pecadores.




Santa Teresa d’Ávila recorria diariamente a seus Santos protetores: São José, Santo Agostinho, entre outros.





Todos os Santos, enquanto viveram na terra, também suplicaram essa intercessão do céu. O que não podemos é prestar um culto idolátrico ou supersticioso a eles, fazendo do seu culto algo meio mágico para obter as graças.



A devoção aos Santos exige um esforço do cristão de viver uma vida de santidade, conforme a vontade de Deus, segundo o Evangelho e o ensinamento da Igreja. Aí sim, tem sentido a devoção necessária a eles.




Essa devoção é um caminho de graça para Deus, e não um fim em si mesmo. Podemos e devemos venerar as imagens e beijá-las com respeito, mas sem exagero e ritualismo mágico.



quarta-feira, 9 de julho de 2008

Um suicida será condenado?



Antigamente se pensava que sim, embora a Igreja nunca tenha ensinado isso oficialmente; pois ela nunca disse o nome de um condenado. Hoje, com a ajuda da psicologia e psiquiatria, sabemos que a culpa do suicida pode ser muito diminuída devido a seu estado de alma.


Evidentemente que o suicídio é, objetivamente falando, um pecado muito grave, pois atenta contra a vida, o maior dom de Deus para nós. Infelizmente há países que chegam a facilitar e até mesmo a estimular essa prática para pacientes que sofrem ou para doentes mentais.
Na Suíça, por exemplo, uma decisão da Suprema Corte abriu o caminho para a legalização da assistência ao suicídio de pacientes mentalmente doentes. O país já permite legalmente o suicídio assistido para outros tipos de pacientes com uma ampla faixa de doenças e incapacidades físicas. É o império da “cultura da morte” por meio da eutanásia.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que:

§2280 – “Cada um é responsável por sua vida diante de Deus que lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para sua honra e a salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela”.

§2281 – “O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente o amor do próximo porque rompe injustamente os vínculos de solidariedade com as sociedades familiar, nacional e humana, às quais nos ligam muitas obrigações. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo”.

Mas o Catecismo lembra também que a culpa da pessoa suicida pode ser muito diminuída:

§2282 – “Se for cometido com a intenção de servir de exemplo, principalmente para os jovens, o suicídio adquire ainda a gravidade de um escândalo. A cooperação voluntária ao suicídio é contrário à lei moral. Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”.

Portanto, ninguém deve pensar que a pessoa que se suicidou esteja condenada por Deus; os caminhos de Sua misericórdia são desconhecidos de nós. O Catecismo manda rezar por aqueles que se suicidaram:

§2283 – “Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida”.

Certa vez, São João Maria Vianney, também conhecido como “Cura D’Ars”, ao celebrar a Santa Missa notou que uma mulher vestida de luto estava no final da igreja chorando, seu marido havia se suicidado na véspera, saltando da ponte de um rio.
O santo foi até ela no final da Celebração Eucarística e lhe disse: “Pode parar de chorar, seu marido foi salvo, está no Purgatório; reze por sua alma”. E explicou à pobre viúva: “Por causa daquelas vezes que ele rezou o Terço com você, no mês de maio, Nossa Senhora obteve de Deus para ele a graça do arrependimento antes de morrer”.
Não devemos duvidar dessas palavras.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Felipe Aquino

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Creio em Ti



CREIO EM TI

Creio em Ti,
Deus Criador,
E que assim sendo
És Pai.
Creio em Ti,
Deus que és Pai,
E assim sendo,
És Criador.
Creio em Ti,
Deus de todas as coisas,
Que tudo crias,
Em amor.
Creio em Ti,
Deus de amor,
Que tudo crias,
Para o amor.
Creio em Ti,
Deus que Te dás,
E recebes,
Quem se Te entrega.
Creio em Ti,
Deus que és Três,
E ao mesmo tempo,
Apenas Um.
Creio em Ti,
Deus que nos chamas
A sermos assim nós,
Um contigo também.
Creio em Ti,
Deus que não vejo,
E no entanto me habita.
Creio em Ti,
Deus que não toco,
E no entanto,
Te fazes sentir.
Creio em Ti,
Deus a quem falo,
E me responde
Sem palavras.
Creio em Ti
Deus vida eterna,
Minha esperança,
Minha lanterna.
Creio em Ti,
E no Teu querer,
Ó Deus de amor
E de bondade.
Creio em Ti,
Na Tua vontade
Porque a verdade
Ó meu Deus,
Ó meu Senhor,
É que só em Ti
Posso crer.




Joaquim




sábado, 5 de julho de 2008

PERDÃO




"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará". Mt 6,14-15






Quem já não – ao ser tomado pelo ímpeto e na certeza de estar fazendo a coisa certa – feriu aquela pessoa com quem se convive?


Seja numa resposta “atravessada” ou numa atitude grosseira, contribuímos de alguma forma com a divisão ou o isolamento das amizades.


Passado algum tempo, já com a “cabeça fria”, percebemos que procedemos de maneira equivocada – ferindo pessoas ou até mesmo nos ferindo.


Refletir sobre o nosso ato nos ajuda a perceber o momento em que agimos precipitadamente; e dessa reflexão vem o remorso, o qual nos prepara para o pedido de desculpas.


Reconhecer que fomos precipitados nos argumentos, significa, muitas vezes, humilhar-se e se fazer pequeno, reconhecer que errou. Perdoar ou liberar perdão não é ter "amnésia" sobre o ocorrido, mas sim, disponibilizar-se a restabelecer o relacionamento abalado.


Do remorso ao perdão há uma pequena distância, mas o espaço é grande o bastante para residir o orgulho. Sentimento este que nos tentará convencer de que o ato de se desculpar ou reconhecer seu erro é atitude dos fracos.Por outro lado, infelizmente, há pessoas que não aceitam as nossas desculpas.


Preferem romper com os laços afetivos em vez de crescer e amadurecer por meio dos exercícios apresentados pela vida. Insistem em manter a irredutibilidade e a prepotência, que pensam possuir, em vez de dar o passo que romperá com as cadeias que as prendem.


Talvez querendo cumprir a lei do "olho por olho, dente por dente", esperam por um momento de revanche. Enquanto isso, desperdiçam tempo e amargam seus dias remoendo o que já está resolvido para aquele que se dispôs a se desculpar.


A vida é muito curta para se gastar o precioso tempo com comportamentos que não trazem a sustentabilidade de nossas convivências. Pedir ou conceder perdão não nos exige mais do que podemos agüentar.


Sabemos de pessoas que gastam muito tempo buscando motivos para justificar suas infelizes atitudes, fazendo-se de injustiçadas, em vez de adotar gestos de humildade e agir de maneira diferente. Na verdade, elas são vítimas do orgulho, que mata pessoas e sentimentos!Mais importante – do que lembrar que não devemos desculpar – seria fazer uso da faculdade de reflexão e reconhecer que ninguém está acima dos lapsos e erros. Pois aquele, que errou hoje, poderá ser você amanhã...


Não percamos tempo monopolizando picuinhas, ressentimentos ou retendo perdão. Se uma situação especial o faz refletir – levando-o ao ato da reconciliação –, peça ou dê o perdão e continue a viver com a experiência adquirida.


Situações mal resolvidas afetam outras áreas de nossa vida. Talvez, por isso, existam ainda alguns problemas não “equacionados” em nossas vidas, pois esses são reflexos dos fragmentos dos “elos” que deixamos se perder ao longo do caminho.


José Eduardo Moura


Recebi essa mensagem por e-mail... achei que deveria ser publicada.

abraços fraternos em Cristo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

DINHEIRO E FALSA SEGURANÇA



Problema de herança, que envolve brigas e até mortes por causa do dinheiro, desejo de acumular para nos tranqüilizar são situações que nós já conhecemos.


O dinheiro é importante, mas não é tudo. Ele pode e consegue, normalmente, facilitar nossa existência. Pode “comprar” alguns anos a mais de vida, mas não nos isenta da morte certa. Pode favorecer a vida das pessoas, mas também se tornar fonte desagregadora da convivência familiar e social.


Freqüentemente o dinheiro é fonte das hierarquias sociais. É ele que determina quem manda, quem tem “valor”, quem decide, conferindo status e prestígio. Para consegui-lo, não raro as pessoas passam por cima umas das outras. É ele que determina ou cria a “lei do mais forte”. É por isso que constitui o bem material mais procurado e cobiçado, pois, com ele, se pode adquirir e comprar os outros bens materiais.


Por causa da ganância, existe grande abismo entre os poucos ricos e os muitos pobres – cada vez mais numerosos. A ganância de dinheiro é a causa de todos os males. Quem acumula só para si, sem pensar nos outros, inverte o plano de Deus, que deseja que os bens produzidos pela sociedade venham favorecer a todos, tragam mais vida feliz para todos. A pessoa se anestesia diante do acúmulo de bens, pensando que tem segurança e vida garantidas. Pura ilusão! “Louco, logo pedirão conta da tua vida”.


O dinheiro em si não é um mal, desde que não seja usado ou buscado apenas para especulação, concentrando-se nas mãos de alguns privilegiados. Ele tem valor positivo, desde que não seja instrumento de divisão, mas de comunhão em favor de todas as pessoas. Quando usado corretamente, traz benefícios a toda a sociedade, mas, quando se torna o centro das atenções de uma pessoa, transforma-se em ídolo.


Por isso lidar com dinheiro requer prudência, uma vez que, junto com ele, podem estar escondidas falsas seguranças.


Pe. Nilo Luza, ssp

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quando não comungar

“Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.
Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. “ 1 Cor 11, 26-30


Há pouco tempo ouvi uma pessoa comentando sobre o problema dos recasados (pessoa que se divorciou e está vivendo com outra pessoa), e o fato de, segundo a Igreja, não poder comungar... a pessoa reclamava e achava um absurdo o fato do Papa não permitir a comunhão a essas pessoas.


Ao ler hoje pela manhã essa passagem me lembrei dessa conversa... a Igreja não pode permitir que pessoas que estejam “vivendo em pecado”, já que o casamento é indissolúvel, e quem se casa com outra pessoa, está adulterando com relação à outra (1) .

Assim, quando a Igreja pede que seus filhos que estão em situação de pecado não comunguem, os está livrando da condenação!!

Assim como diz a passagem de I Corintios, que nos examinemos antes de receber o Corpo e o Sangue de Jesus, buscando sempre o Sacramento da Confissão.


(1)

  • “Não separe o homem aquilo que Deus uniu” (Mt 19,6)
  • “Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério” (Mt 19,9)
  • "O Senhor Jesus insistiu na intenção original do Criador, que queria um casamento indissolúvel. Ab-roga as tolerâncias que se tinham introduzido na Lei antiga. Entre batizados, o matrimonio ratificado e consumado não pode ser dissolvido por nenhum poder humano nem por nenhuma causa, exceto a morte". (Catecismo da Igreja Católica §2382)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Edir Macedo e o Aborto

Abortando a fé
Por Silvio L. Medeiros


Recebí por email um trecho de uma entrevista feita pela revista Veja ao fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, onde este opina favorávelmente pela legalização do aborto.


É uma resposta de ante-mão inusitada para alguém que assume para sí o título de bispo e pautado por princípios evangélicos. Agora, ainda mais inusitado é o instrumento lançado para a fundamentação de tal posicionamento: a bíblia.


Já se ouviu argumentos filosóficos, materialistas, sociológicos, feministas etc, para a defesa do aborto, mas exegéticos, teológicos, isso sim é novidade. A impressão sincera que temos é que o desejo de se opor a Igreja Católica sobre assuntos controversos no afã de ganhar simpatizantes é tão grande, tão grande, que a própria razão fica para segundo plano, subordinada a uma estratégia competitiva de marketing.


Primeiro se decide pela diferenciação do “concorrente”, depois nos benefícios de comunicação, e então lá por último pensa-se no porquê das coisas. E desta vez ficou claro que a mais simples reflexão foi posta de lado, ignorado, subjugado sem qualquer escrúpulo.


Eis a defesa do bispo: "O que a Bíblia ensina é que se alguém gerar cem filhos e viver muito anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele (Eclesiastes 6.3). Não acredito que algo, ainda informe, seja uma vida."


Na verdade o que diz o trecho citado é o que se segue: “Um homem, embora crie cem filhos, viva numerosos anos e numerosos dias nesses anos, se não pôde fartar-se de felicidade e não tiver tido sepultura, eu digo que um aborto lhe é preferível.“ Aqui Edir Macedo demonstra rasteiramente a sola scriptura, princípio de Lutero que defende o uso das escrituras como único ponto genuíno de fé, incluindo a livre interpretação. E eis o grande problema, a palavra aborto citada no livro de Eclesiastes provém do hebreu nephel que tem sua raiz na palavra num-peh-lamed, "aquilo que cai", e na verdade significa uma pessoa que não chega a nascer.


Acontece que em algumas línguas, como a portuguesa, a mesma palavra, aborto, é usada para traduzir tanto um abortamento espontâneo como um provocado. É ambígua. Mas em outras línguas, como as anglo-saxônicas por exemplo, que possuem palavras e expressões distintas para expressar diferentes tipos de aborto, acaba-se traduzindo a palavra nephel justamente para seus correspondentes de aborto espontâneo ou de complicação de parto.


É o que nos mostra abaixo o trecho de Eclesiastes retirado da bíblia em língua inglesa e em castelhano: "I say, that an untimely birth is better than he" (Inglês – King James Version). "En ese caso digo que un recién nacido fallecido es más feliz que él" (Castelhano – Bíblia Latinoamericana) Ou seja, a bíblia não só não defende o aborto provocado (ver Êx 21:22, Jr 1:5, Sl 22: 10-11, Sl 71: 6, Sl 138, Sl 139, Ecle 8:8, Jó 10: 8-12), como o bispo dá a entender, como na verdade quer é incentivar o leitor a uma vida de felicidade, de bem-aventurança, de amizade de Deus. Esta é a mensagem real do trecho e o seu verdadeiro contexto, deixado de lado pelo empresário: uma vida sem Deus é vazia de sentido a ponto de ser tão inútil quanto a própria inexistência.


Ainda um outro ponto a ser considerado é que mesmo na ausência da devida contextualização e análise, a mera letra do argumento não se sustenta a menor reflexão: Cristo nem gerou nenhum filho, nem viveu muitos anos, nem teve uma vida cheia de felicidade, pelo contrário, padeceu um sofrimento constante do início de sua vida (nascendo num estábulo e fugindo ainda recém-nascido para o Egito) até o fim (flagelado e nu numa cruz), e muito menos teve uma sepultura própria sendo esta inclusive emprestada (Mt 27-60). E então? Seria preferível que Maria tivesse abortado Jesus Cristo?


É que a defesa pró-escolha feita pelo líder religioso/empresário abre um critério tão vasto e subjetivo para a aplicação do abortamento, que mesmo o Deus que a sua "igreja" professa não escaparia. Acrescente o fato de a mãe de Jesus não ter planejado a sua gravidez, de não ter marido, de ser pobre e de pelas leis da época correr perigo real de apedrejamento. Para a Igreja que se diz do Reino de Deus, um aborto neste caso seria perfeitamente justificável.


A esta altura resta lamentar que um homem reconhecido em seu meio como o “maior evangelizador do século” seja também capaz de difundir com a mesma ânsia a leviandade, a malícia e a insensatez a uma legião de singelos fiéis honestos, e que certamente darão muito mais ouvidos ao fundador de sua igreja do que a voz do bom-senso. A pergunta que fica é: e se aqueles que ainda não nasceram pagassem o dízimo, haveria uma reconsideração?


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Para citar este artigo:MEDEIROS, Silvio L. Apostolado Veritatis Splendor: Abortando a fé. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4627. Desde 24/10/2007.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

“Os Quatro Naõs da história”

O saudoso D. Estevão Bettencourt, falecido neste ano, se referia muitas vezes ao que chamava de “Os Quatro Naõs da história”, que segundo ele foram responsáveis pela situação de descrença, materialismo, ateísmo, relativismo moral e religioso que vivemos hoje.

Segundo o mestre de muitos anos, o primeiro golpe foi o “Não à lgreja Católica”, dito pela Reforma protestante (séc. XVI). Muitos homens continuaram a crer no Evangelho e em Jesus Cristo; não, porém, na Igreja fundada por Cristo. Os princípios subjetivos do “livro exame”, “sola Scriptura”, não à Igreja e ao Papa, não à Tradição Apostólica, estabelecidos por Lutero e seus seguidores, promoveu um esfacelamento crescente da Cristandade pela multiplicação de novas “igrejas”. Cristo foi mutilado. Segundo Teilhard de Chardin, “sem a Igreja Cristo se esfacela”. A túnica inconsútil do Mestre foi estraçalhada.

Até esta época da História, o mundo Ocidental girava em torno do ensinamento da Igreja, assistida e guiada pelo Espírito Santo. A Reforma “quebrou o gelo”, e inaugurou a contestação `a doutrina ensinada pela Igreja, depois de quinze séculos. A partir daí muitas outras contestações foram inevitáveis. É preciso lembrar que após o início da Reforma, a Igreja realizou o mais longo Concílio Universal, o de Trento (1545-1563), por dezoito anos, e nada mudou da doutrina que recebeu de Cristo e dos Apóstolos.

O segundo golpe foi dado no século XVIII: foi dito um “Não a Cristo”. Não à religião Revelada por Cristo. Surgiu por parte do Racionalismo, que teve a sua expressão mais forte na Revolução Francesa (1789). Os iluministas, positivistas, introduziram a deusa da razão na Catedral de Notre Dame de Paris. Muitos pensadores passaram a professar o deísmo (crença em Deus como ser reconhecido pela razão natural apenas), em lugar do teísmo (crença em Deus que se revelou pelos profetas bíblicos e por Jesus Cristo). Depois do Não `a Igreja, veio o Não a Cristo.

O terceiro golpe foi dado no século XIX: o “Não ao próprio Deus” oriundo do ateísmo em suas diversas modalidades ateístas. A tomada de consciência da história e da sua influência, tal como Darwin e os evolucionistas a propuseram, contribuiu para disseminar o historicismo que coloca a história acima de Deus. Daí surgiu o relativismo e o ceticismo, que impregnaram muitas correntes de pensamento de então até os nossos dias. Hoje o Papa Bento XVI fala de uma “ditadura do relativismo”; que tenta negar a verdade objetiva.

Infelizmente assistimos hoje o triste espetáculo de pesquisadores que escrevem livros ensinando o ateísmo; difundindo isso nas universidades e afastando os jovens de Deus, como se crer fosse um subdesenvolvimento cultural ou mental.

A mudança de mentalidade foi se realizando em velocidade crescente, principalmente a partir de meados do século passado (1850): o desenvolvimento das ciências e da técnica deixou os homens mais ou menos atordoados diante de perspectivas inéditas, sem que soubessem, de imediato, fazer a síntese dos novos valores com os clássicos.

O quarto Não é dito ao homem. Depois do Não à Igreja, à Cristo, `a Deus, agora, como consequência, assistimos ao triste Não dito ao homem. São Tomás de Aquino dizia que “quanto mais o homem se afasta de Deus, mais se aproxima do seu nada”. É o que acontece hoje. Sem Deus o homem é um nada. O Papa João Paulo II disse na primeira encíclica que escreveu – “Jesus Cristo Redentor do Homem” – afirmou que “o homem sem Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável”. Quer dizer, sem Deus, sem Jesus Cristo, o homem é um desorientado; não sabe de onde veio, não sabe quem é, não sabe o que faz nesta vida, não sabe o sentido da vida, da morte, do sofrimento. E na agonia desse mistério insondável vive muitas vezes no desespero, como muitos filósofos ateus que desorientaram a muitos.

Esse Não dito ao homem, conseqüência dos Não anteriores, se manifesta hoje na perda dos valores transcendentes da pessoa humana, o desprezo pela sua dignidade humana, o desaparecimento do seu valor intrínseco. Isto se manifesta nas aprovações aberrantes de tudo que há 20 séculos ninguém tinha dúvida em condenar: aborto, eutanásia, manipulação e destruição de embriões, “camisinhas”, sexo livre, “família alternativa”, “casamentos alternativos”, e tudo o mais que a Igreja continua a condenar como práticas ofensivas a Deus e ao homem.

Mas em nossos dias nota-se um retorno aos valores eternos, que a Igreja guardou fielmente através das tempestades. Muitos se dão por desiludidos do cientificismo e do tecnicismo, e procuram de novo no transcendental os grandes referenciais do seu pensar e viver. A busca do ateísmo cede lugar de novo à consciência de Deus e dos valores místicos, sem os quais a vida humana se auto-destrói. O homem moderno percebe que os frutos da tecnologia por si só não lhe satisfazem; a prova disso é que crescem as mazelas humanas: depressão, guerras, injustiças, imoralidade…

A sociedade moderna decaiu. O Modernismo, o Relativismo e o Indiferentismo Religioso dominaram o mundo. Os dogmas foram desprezados; a fé e a moral calcados aos pés. Em lugar de Deus o homem idolatra-se a si mesmo, o dinheiro, a Ciência, o prazer da carne, … o pecado.
O mundo moderno não deu atenção ao Papa Pio IX quando este apontou os erros que lhe levariam ao caos em seu Syllabus; não quis ouvir a voz da Igreja no Concílio Vaticano I, quando este mostrou a harmonia entre fé e razão e a suprema autoridade do Papa. Não ouviu também o apelo dos Papa Leão XIII, Pio X, Pio XI, Bento XV, Pio XII… quando eles apontaram os males do mundo moderno em suas encíclicas de fundo moral e social.

O resultado de tudo isso é a decadência moral, ética e sobretudo religiosa que assistimos hoje, razão de tantas desordens, crises e sofrimentos. Tudo nos faz lembrar a máxima de São Paulo: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6,23). Por tapar os ouvidos à voz de Deus anunciada ao mundo pelos últimos Papas, o mundo experimentou duas terríveis guerras mundiais com mais de 60 milhões de mortos, e depois a tragédia do nazismo e comunismo com mais de 100 milhões de vítimas.

A sociedade moderna, enfim, rejeitou a voz da Igreja e dos Papas e preferiu dar ouvidos aos hereges. Hoje querem destruir a Igreja com um programa laicista em escala mundial.
Por isso tudo, o homem moderno mergulha no caos do pecado e nas sombras da desesperança e da morte. Eis que surge mais uma vez o Vigário de Cristo a falar da Esperança que nasce em Deus (Salvi Spes). Será que será ouvido?

Somente abandonando os “valores” modernistas e deixando-se guiar pela Igreja é que a nossa Civilização poderá superar suas crises e dores. Está na hora da Civilização Ocidental voltar-se novamente a Jesus Cristo, que a espera de braços abertos.

A Igreja terá novamente de salvar a nossa Civilização, que começa a desabar, como há 13 séculos quando ela desabou com o Império Romano. Estejamos preparados.
Prof. Felipe Aquino

domingo, 22 de junho de 2008

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE SHESHAN

PAPA BENTO XVI
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE SHESHAN


Virgem Santíssima, Mãe do Verbo encarnado e Mãe nossa, venerada com o título de «Auxílio dos cristãos» no Santuário de Sheshan, para o qual, com devoto afecto, levanta os olhos toda a Igreja que está na China, vimos hoje junto de Vós implorar a vossa protecção.


Lançai o vosso olhar sobre o Povo de Deus e guiai-o com solicitude materna pelos caminhos da verdade e do amor, para que, em todas as circunstâncias, seja fermento de harmoniosa convivência entre todos os cidadãos.



Com o «sim» dócil pronunciado em Nazaré, Vós consentistes que o Filho eterno de Deus encarnasse no vosso seio virginal e assim desse início na história à obra da Redenção, na qual cooperastes depois com solícita dedicação, aceitando que a espada da dor trespassasse a vossa alma, até à hora suprema da Cruz, quando no Calvário permanecestes de pé junto do vosso Filho, que morria para que o homem vivesse.



Desde então tornastes-Vos, de forma nova, Mãe de todos aqueles que acolhem na fé o vosso Filho Jesus e aceitam segui-Lo carregando a própria Cruz sobre os ombros.


Mãe da esperança, que na escuridão do Sábado Santo caminhastes, com inabalável confiança, ao encontro da manhã de Páscoa, concedei aos vossos filhos a capacidade de discernirem em cada situação, mesmo na mais escura, os sinais da presença amorosa de Deus.



Nossa Senhora de Sheshan, sustentai o empenho de quantos na China continuam, no meio das canseiras diárias, a crer, a esperar, a amar, para que nunca temam falar de Jesus ao mundo e do mundo a Jesus.


Na imagem que encima o Santuário, levantais ao alto o vosso Filho, apresentando-O ao mundo com os braços abertos em gesto de amor.


Ajudai os católicos a serem sempre testemunhas credíveis deste amor, mantendo-se unidos à rocha de Pedro sobre a qual está construída a Igreja. Mãe da China e da Ásia, rogai por nós agora e sempre.


Amem.



Fonte: Santa Sé

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vídeo: Católicos Voltem Para Casa

Publico hoje um vídeo maravilhoso. Acho que todo católico deveria assistir, e até os irmãos que estão em dúvida sobre sua religião. É feito pelo site: Catholics Come Home , (Católicos, voltem para casa) que tem feito um trabalho magnífico para trazer os filhos de nossa amada Igreja de volta... O site é em Inglês, mas esse vídeo é com legenda, somente 2 minutos, imperdível.

Provavelmente os leitores que recebem as publicações por e-mail, precisarão entrar no blog para ver o filme, pois não deve ir o anexo. Peço que não deixem de entrar, arrange um tempinho, que vale a pena.

Lembre-se que para assistir tudo precisa carregar o buffer no seu computador, então aguarde carregar totalmente, clicando no pause após iniciar, e depois assista (do contrário, fica parando toda hora).

Se você está recebendo esse artigo por e-mail, clique aqui para ir ao blog e assistir ao vídeo.

Um ótimo dia para você, com as bênçãos de Jesus!

João Batista

terça-feira, 17 de junho de 2008

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Recebi por e-mail ... são riquezas de nossa Igreja que deixamos esquecidas... segue para lembrarmos, e praticarmos essa devoção






Vamos conhecer as 12 Promessas do Sagrado coração?
E vamos pedir que Jesus faça o nosso coração igual ao coração Dele: Que ame a Deus, ame Maria, seja humilde e que ame todas as pessoas!


1- Às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.

2 - Darei paz às famílias.

3 - As consolarei em todas suas aflições.

4 - Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte.

5 - Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos.

6 - Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7 - As almas tíbias se tornarão fervorosas.

8 - As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.

9 - Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.

10 - Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações mais endurecidos.

11 - As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.

12 - A todos os que comungarem nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor onipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final.



JESUS MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO, FAZEI O NOSSO CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO.