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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um exemplo de Madre Teresa

Queria partilhar com vocês uma passagem de um livro que estou lendo que me tocou muito:


"No último dia do Congresso internacional de Bombaim, em 1964, Madre Teresa e suas irmãs saíram do Convento em Vie Parle onde eu era capelão e estavam a caminho do Oval, onde o Papa Paulo VI ia celebrar a Eucaristia.

De repente, elas se depararam com um indigente moribundo abandonado na rua. Madre Teresa parou, ergueu-o e levou-o de volta para a casa delas. Neste dia, elas não viram o Papa, representante de Cristo na Terra, mas encontraram alguém maior - o próprio Cristo, na pessoa do indigente."


Pe. Rufus Pereira

Livro Jesus: um Mestre ao alcance de todos. Editora Canção Nova.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ATO DE FÉ
Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas, realmente distintas:
Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre.
Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou.
Creio tudo o mais que ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou.
E nesta crença, quero viver e morrer.
Amém.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Convicção e Autenticidade

Convicção e Autenticidade


Somos convictos de nossa fé, de nosso amor por Jesus? Ou falamos uma coisa e vivemos outra. Comecei a pensar nisso, após uma postagem da amiga Maria João em seu blog "Deus em tudo sempre", e encontrei esse texto que falava do mesmo assunto. Nós cristãos precisamos buscar essa autenticidade, e não simplesmente falar de Deus.


Boa leitura!



“Se fordes o que deveis ser, incendiareis o mundo inteiro...”


O que significa viver segundo suas próprias convicções e ser uma pessoa autêntica?
Disse, então, Jesus aos judeus que nele haviam crido: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo. 8, 31-32).


Vivemos, atualmente, em uma sociedade que perdeu o sentido da verdade objetiva. Esta deixou de ser um parâmetro para se tornar algo que cada pessoa pode manipular segundo seus próprios interesses. Tudo é relativo, não existem leis estáveis: “Eu pessoalmente não faria um aborto, mas se você acha que o aborto é o melhor para você, sem problemas”, “porque não deixar que os homossexuais se casem e tenham filhos? O que importa é a felicidade”, “eu adoraria casar na igreja, mas se não der, Deus vai entender...”, “não é pecado faltar à missa aos domingos quando não se está com vontade de ir, o importante é não ser uma pessoa hipócrita...”.


Fala-se muito de tolerância, como sendo um valor primordial, quando os princípios fundamentais do homem passam para um segundo plano. Acima da verdade estão os sentimentos, os estados de espírito, as paixões, os modismos, o desejo de ser aceito a qualquer custo, e por isto vendemos tudo, inclusive nós mesmos.


(...)

Este estilo de vida nos afasta do Evangelho porque Cristo é muito claro, Ele é exigente, não dá “tapinhas nas costas”. Jesus Cristo nos diz no Evangelho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele nos diz que é o detentor da verdade, Ele é a Verdade e por esta razão, quem não a vive, está fora do Evangelho. Seguir Cristo implica em fazer uma opção pela verdade, crer em Cristo exige uma vida norteada pelo Evangelho.


No entanto, este estilo de vida “light” que parece nos deslumbrar, nunca nos trará a felicidade. Jesus Cristo, em contrapartida, nos mostra um caminho, que apesar de ser bastante exigente, é o único capaz de nos levar à autêntica felicidade. Quem conhece Cristo não pode deixar de amá-Lo, não pode deixar de ver toda a sua beleza e bondade, não pode ficar indiferente.

(...)


Deus se tornou para muitas pessoas uma espécie de recurso mágico. Caso precisem de algum consolo divino, ou quando se sentem impotentes perante um problema, elas se aproximam d’Ele, e ainda se atrevem a ficar chateados com Ele caso não recebam o que pediram; mas quando estão bem, se esquecem de que Deus existe. Porquê? Porque não o conhecem, porque não têm fé.
(...)

“Não tenhais medo! Abri, de par em par, as portas a Cristo! Não tenhais medo! Cristo sabe o que está dentro do homem. Só Ele o sabe!” Permiti, pois, eu vos peço, eu vos imploro com humildade e confiança – permiti que Cristo fale com o homem. “Apenas Ele tem palavras de vida, sim, de vida eterna.” (João Paulo II)

(
...)

Temos consciência de que a autenticidade na vida de uma pessoa arrebata e deixa uma marca permanente, indelével. A sua vida não é como a das outras pessoas: passageira e fugaz, ou seja, a vida de uma pessoa autêntica transcende, mas porquê? Porque uma pessoa autêntica tem um sentido na vida, e esta vida está sustentada por princípios sólidos e íntegros.
Por esta razão, uma vida autêntica finca suas raízes em convicções bem profundas.

(...)

Uma convicção é uma certeza de amor que se acredita e pela qual se opta livremente. Desta forma, as convicções: orientam, impulsionam, inspiram e sustentam a vida de acordo com a verdade revelada com Cristo e em Cristo através da Igreja.
Ter uma certeza absoluta significa conhecer algo em profundidade, com interesse, com segurança, a tal ponto que esta certeza se transforma em uma idéia própria à qual me incorporo... já não existe mais as minhas crenças de um lado e o meu modo de viver do outro. A certeza une crença e ação.


Mas, qual é o elo de ligação entre crença e ação? O amor, a diferença está no fato de que esta certeza é amada e por esta razão orienta tudo o que sou.


(...)

Texto retirado do Site Virgem Peregrina


Vivamos nossa vida de forma coerente!


Paz e bem.

Ecclesiae Dei

Para ler o texto na íntegra, clique aqui

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Católico Pelo Direito de NÃO Decidir

Esse texto diz tudo!
Boa leitura!!
Ecclesiae Dei
********************
Católico Pelo Direito de NÃO Decidir
Por Carlos Eduardo Maculan

"Deus não fez a morte, nem se alegra que pereçam os vivos » (Sab. 1, 13). É certo que Deus criou seres que não têm senão uma duração limitada e que a morte física não pode estar ausente do mundo dos viventes corporais. Mas, aquilo que é querido, antes de mais nada, é a vida; e, no universo visível, tudo foi feito em vista do homem, imagem de Deus e coroamento do mundo (cfr. Gén. 1, 26-28).
No plano humano, foi « por inveja do demónio que a morte entrou no mundo" (Congregação para a Doutrina da Fé - Declaração Sobre o Aborto) Eu quero meus direitos, e como vivo num país democrático (jargão muito usado por aqueles que pensam ser a democracia uma simples regra matemática), quero dizer que eu decido pelo meu direito de não decidir.
Eu não quero decidir sobre o aborto, porque algumas coisas não se decidem no voto, e entre elas figura a dignidade do ser humano, seu exercício livre e constante, bem como sua proteção e resguardo de todos os direitos possíveis de serem exercidos desde a concepção. Sabendo que o hedonismo e a libertinagem deram saltos meteóricos na década de 1970, não posso decidir pela cultura do "corpo livre", porque eu não consigo imaginar que eu possa colocar o sexo e sua praticidade acima da vida humana.
São valores separados por um universo de distância, pois enquanto o sexo pode ser disposto livremente e usado com as conveniências morais e imorais de cada filho de Deus, por sua vez a vida não se insere no que se pode usar e desusar.
Eu não quero decidir sobre a pílula do dia seguinte, porque dela não cabe decisão em qualquer foro ou instância. Dela podemos simplesmente dizer que é uma roleta russa, pois se brinca com um projétil dentro do tambor de um revólver, e para cada seis tiros possíveis, somente um é verdadeiro, e esse único tiro é capaz de matar. Com as pílulas o mesmo resultado é realizável, porque sendo abortivas, podem interromper a gravidez ainda que a possibilidade de concepção seja ínfima, e assim, há o risco real de morte do embrião. No mesmo malogro moral, sua finalidade ainda é contraceptiva, atuando como fator determinante para que a lei natural não seja realizada uniformemente.
Eu não quero ir para as urnas, e não desejo usar de uma falsa isenção de consciência para justificar um "sim" em benefício da cultura da morte, afirmando que não sei quando a vida começa, por isso, posso matar aquele embrião no corpo de uma mulher que eu nunca vi, sequer conheci, e da qual jamais terei notícias. Deus nunca me deu o direito de decidir pelo outro no que se refere ao seu corpo, e muito menos sobre o meu próprio corpo, e a lógica é simples: - eu não posso transferir e adquirir direitos que não tenho, e como eu não tenho direito sobre meu corpo e nem mesmo sobre o corpo alheio, evidentemente que tais direitos por mim não serão adquiridos e nem transferidos, seja por qualquer título, oneroso ou gratuito, por ato entre vivos ou mortis causa.
Eu não quero decidir porque qualquer jurista que se valha, e que tenha estudado em qualquer universidade brasileira, sabe (e como sabe) que a vida é indisponível, inalienável, intransmissível, imprescritível, pelo motivo simples e óbvio de sua alta dignificação, e que dela resulta todo o poder soberano - fruto do senso de humanidade que tanto permeia as ditas constituições modernas -, que o insere no rol de direitos fundamentais; com isso, a vida, seu exercício e livre gozo é característica estrutural e primeiro imperativo do Estado, o que legitima seu fruir, tornando-o oponível contra qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, para só assim ser característica do Estado Democrático de Direito.
Sabemos que a vida intra-uterina está ligada e dependente do corpo materno, mas dele não é propriedade, pelo fato de que não existe uma vida em dois corpos diferentes, mas dois corpos e cada qual com sua própria vida autônoma.
Eu não quero e não vou decidir por nada que se refere ao aborto, porque os direitos naturais são irrevogáveis, e só Deus pode mudar a ordem natural. A crise da filosofia não pode impedir que estejamos unidos aos valores perenes da vida, e muito menos condicionar a humanidade no pensamento que estamos destituídos de qualquer senso moral, sancionando que a religião é fruto de um período negro da humanidade, e que dela não resulta a liberdade.
No entanto, é notório que não podemos falar de liberdade quando muitos estão escravizados por um pensamento linear e falacioso, que se constrói sob a base da falta de ética para com o próximo que está por nascer, principalmente porque esse próximo é vida em plenitude, completa e indisponível.
Proclamar que "todos são iguais perante a lei" não está, de forma alguma, violando situações que visam desigualar os iguais quando eles se desigualam, ou seja, quando entre os iguais existe o mais fraco, aquele que não pode decidir, que é indefeso e não pode se opor às decisões que tomam no lugar dele. Certamente que a igualdade tem que ser quebrada em benefício daquele que é frágil, para que este possa estar no mesmo nível dos demais, então, entre a força de decisão de um ser humano já nascido, que usa da linguagem para se expressar e do seu intelecto para avaliar a realidade (logo o mais forte), e um ser humano que vive intra-uterinamente, que não fala, não escolhe, não faz cognições (logo, mais fraco), para que exista justiça, o mais forte não pode jamais exercer seu poderio em detrimento daquele que na sua fragilidade não tem a possibilidade fática de decidir.
Não estabelecer uma justa medida de desigualdade legal do forte em benefício do fraco é arruinar a dita "democracia", principalmente quando o homônimo se diz protetor da vida humana. O Estado não existe por si, mas por aqueles que o reconhecem como poder soberano, que são seus cidadãos; afinal, todo poder emana do povo.
Eu não quero decidir sobre o aborto, porque a vida sempre será protegida na sua dupla acepção, mesmo que após o parto sua sustentabilidade seja mínima. Nenhum jurista é capaz de contrariar a lógica constitucional, e se dela não podemos garantir a perpetuidade, ante a revogação natural dos textos normativos, então nos valemos do que é irrevogável em si, logo, é importante ressaltar que a proteção jurídica da vida engloba a sua forma geral, ou seja, intra ou extra-uterina.
Não por outra lógica, é afirmado que: “o embrião ou feto representa um ser individualizado, com uma carga genética própria, que não se confunde nem com a do pai, nem com a da mãe, sendo inexato afirmar que a vida do embrião ou do feto está englobada pela vida da mãe” (Lluziá, Botella in Bittar, Carlos Alberto. O Direito de Família e a Constituição de 1988. São Paulo: Saraiva, 1989. P. 41).
Não é possível que presenciemos todos os dias a relativização de valores absolutos, que nas instâncias de representatividade popular são colocados sob a capa de interesses políticos, de bandeiras partidárias, e programas e diretrizes estatutárias de correntes esquerdistas que pregam o absurdo igualitarismo. Ainda se crê que a democracia é uma simples regra aritmética, para que a maioria vença a minoria, esquecendo que existem outras manifestações da democracia igualmente legítimas e tão verdadeiras quanto o sistema majoritário.
Não podemos dizer que um Estado Democrático é somente aquele que permite o voto, e quem votou em maior número é o vencedor. O governo do povo, pelo povo e para o povo também é feito de forma que todos os poderes do Estado, concretizados no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, sejam ouvintes e interessados pelos cidadãos.
Chamando, então, a filosofia para fundamentar minhas posições, provo a verdade através do seguinte silogismo:Premissa maior: Os brasileiros e estrangeiros residentes no país têm garantido a inviolabilidade do direito à vida (Constituição Federal, art. 5º caput), porque são seres humanos, estão sob proteção jurídica, têm a vida sob a guarda constitucional;Premissa menor: A Constituição estabelece que a dignidade da pessoa humana é princípio fundamental da República (Constituição Federal, art. 1º, II), o que a torna um Estado Democrático de Direito
Conclusão: Logo, o Estado por ser Democrático, por ter como fundamental princípio a dignidade humana, por tornar inviolável o direito à vida, não pode permitir que o aborto seja decidido - assim estaria rompendo com a própria estrutura do Estado -, e como ele não existe sem carta constitucional - porque é ela que dá autoridade emanada do povo -, então o povo já decidiu, como cláusula imutável, que não se pode tornar lícito o aborto.
Eu não quero decidir, finalmente, porque eu não posso modificar o que já foi deliberado pela Igreja de Cristo, que é Una, Santa e Católica. Como católico, estou submetido totalmente e por livre vontade ao Primado dos Papas e ao Magistério Petrino. Toda a minha vida é vivida de forma que o Supremo Doutor na fé e na moral seja ouvido por todos, e creio por direito que a verdadeira filosofia é a cristã, e que qualquer outro caminho filosófico é apenas uma semente da grande árvore que é o pensamento cristão, e que esta semente só se torna perfeita quando for um ramo enxertado na verdadeira videira, ou então correremos o risco de mais e mais sistemas que pretensamente desejam ser filosóficos, acabem por dar poderes aos homens que eles não têm e jamais terão.
© Copyright Sociedade Católica
http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=92
Para citar este artigo:
MACULAN, Carlos Eduardo. Apostolado Veritatis Splendor: Católico Pelo Direito de NÃO Decidir. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4765. Desde 14/2/2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

"A sociedade quis me matar e hoje eu sou doutor"

Não Matar: Vale a pena ler esse texto, em tempo de Campanha da Fraternidade pela "Vida"...
Boa leitura.
Ecclesiae Dei


Um dos momentos que marcaram a tarde desta quinta-feira, 07, no I Congresso Internacional em Defesa da Vida, foi o testemunho do doutor Mauro Figueiroa. Confira a transcrição, na íntegra:


“Fala-se hoje sobre a defesa da vida. Falo sobre isso há mais de 50 anos. Nasci em maio de 1940 em Machu Pichu. Cheguei ao mundo com 20 centímetros e com 900 gramas. Não conheci as minhas mãos. Não conheci meus pés. Meus pais a princípio ficaram muito emocionados e choraram muito, preocupados com o que seria do meu futuro, um dia. Mas, mesmo assim, eles me deram calor humano paterno e materno.


Tenho sete irmãos, todos perfeitos e normais. Deus iluminou o coração dos meus pais para que me amassem e não me desprezassem. A imprensa peruana falou muito mal do meu nascimento, dando notícias exageradas, como “Nasce criança de três cabeças”.15 dias após meu nascimento, meus pais receberam quase 100 pessoas que foram em minha casa para me visitar.


Pessoas vestidas de cordeiro, mas que na verdade eram lobos. Eram preconceituosos. Aqueles que se julgavam poderosos e importantes na sociedade, que julgavam a pessoa pelo tamanho e pelo físico e não pelo espírito foram pedir a minha mãe que me mostrasse a elas. Minha mãe questionava o porquê de tanta gente. E os preconceituosos diziam que, simplesmente, queriam me conhecer, dizendo: “Trouxemos presentes para esta criança”.


Ela com muito cuidado me levantou do berço e me conduziu para a sala onde estavam as pessoas. Enquanto olhavam para mim, uma mulher que estava ao meu lado cuspiu no meu rosto. Nessa hora minha mãe me levou de volta para o quarto e voltou para a sala de visita para pedir uma explicação. Dirigiu-se à pessoa que fez isto e, chorando, perguntou: “Por que a senhora fez isto com a criança? Por que você cuspiu no rosto do meu filho?”.


Já estavam todos combinados e uma só voz falava: “Nós viemos aqui, em nome da sociedade peruana para pedir que você mate seu filho. Ele é um deficiente inútil para a sociedade. Quem vai tomar conta desta criança?”. Mamãe chorava. Mãe é mãe quando é verdadeira mãe. Mamãe nunca me desprezou, nunca negou seu amor. E, implorando, falou: “Não me importa a sociedade, Deus deu vida a esta criança e eu vou tomar conta dele, por favor, não me peçam para matar meu filho”. E a multidão então falou: “Deixe-nos entrar no quarto dele, dê licença, saia da porta”. E minha mãe disse: “Não sairei da porta do quarto do meu filho. Se vocês querem matá-lo, terão que passar por cima do meu cadáver”.


Os preconceituosos desistiram e minha mãe fugiu comigo para outra cidade, onde me criei.


Eu digo nesta tarde, não era a sociedade peruana que queria minha morte, mas um grupo de egoístas. Passaram-se 67 anos e quem sou agora? Será que sou um parasita? Será que sou um mendigo, um inútil ou um mercenário? Hoje sou um doutor, advogado criminalista. Sou professor da Universidade de Lima, sou escritor literário e defensor de Direitos Humanos.


Todos temos o direito de viver. Todos temos o direito de nascer. A mãe não deve abortar, não deve ser tão egoísta. A mãe deve amar seu filho como Nossa Senhora amou Jesus. Para encerrar, pergunto à humanidade: “Se a mãe de Bento XVI tivesse cometido a prática do aborto existiria Bento XVI para o mundo? E quantos “Bentos XVI” as mães matam, jogam pela janela, no lixo e no rio? Quantos seres importantes deixaram de vir ao mundo?”


Danusa Rego Canção Nova Notícias, Aparecida (SP) Robson Siqueira

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=251551
Figura: http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/251551.jpg

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Recebi uma sugestão de falar um pouco sobre abstinência, e sua diferença do jejum. Como estamos em tempo de quaresma, é um tema muito propício.
Então vamos lá:
Jejum
Jejum, Jejum é ato que consiste em abster-se de comida ou bebida, total ou parcialmente, durante algum tempo. Na Sagrada Escritura, entendia-se por Jejum, não comer ou beber (e abster-se da vida conjugal) por determinado período.
O que a Sagrada Escritura pretendia positivamente era fazer as pessoas admitir que as necessidades humanas estavam dependentes de Deus. Isto significa que o Jejum não consiste em parar com uma coisa que é automática (autocontrole), e esperar por Deus.

A sensação da fome atua como uma constante lembrança de que se deve ouvir a voz de Deus, na prática de orações litúrgicas e através de celebrações e leituras da Sagrada Escritura :- Ele fez-te sofrer e passar fome; depois, alimentou-te com esse maná que tu não conhecias e que os teus pais também não conheceram, para te ensinar que o homem não vive somente de pão mas de tudo o que sai da boca do Senhor. (Deut. 8,3).

Portanto Jejuar não é apenas estar disposto a enfrentar e aceitar a fome como renúncia às provisões, mas sobretudo a aceitar a vontade e soberania do Provedor; Jejuar é como uma parábola viva ou uma "linguagem personificada" de quem torna visível ou exterioriza uma necessidade interior da Providência de Deus.
Dias de Jejum:

Segundo a lei da Igreja são estes os dias de Jejum obrigatório :
- Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Cân. 1251).
Entretanto, durante todo o ano, somos convidados a jejuar, mas especialmente na quaresma.

Abstinência:
O preceito da Abstinência refere-se privar-se de um alimento específico (normalmente carne) nos dias determinados pela Igreja. A Abstinência pode ser de comida (carne, doce, etc), bebida (bebidas alcoolicas, refrigerantes, etc) ou de atividade (assistir TV, etc...) Virtude que se relaciona com a temperança e que regula de forma racional a privação voluntária de certos alimentos.
Importante lembrar que a Igreja nos pede:
  • às sextas feiras (durante todo o ano, exceto que coincidam com alguma solenidade da Igreja) é dia de abstinência, penitência ou obra de caridade. (Cân.1251.)
  • na quaresma, a Igreja pede abstinência durante os quarenta dias (de carne ou escolha), bem como a de carne às quartas e sextas.
  • ainda na quaresma, a Igreja pede jejum e abstinência de carne na Sexta feira da paixão e quarta feira de cinzas.

Alguns dados importantes, retirados do Site da CNBB:

Cân. 1249. - Todos os fiéis, cada um a seu modo, por lei divina têm obrigação de fazer penitência; para que todos se unam entre si em alguma observância comum de penitência, prescrevem-se os dias de penitência em que os fiéis de modo especial se dediquem à oração, exercitem obras de piedade e de caridade, se abneguem a si mesmos, cumprindo mais fielmente as próprias obrigações e sobretudo observando o jejum e a abstinência, segundo as normas dos Cânones...

A Legislação complementar da CNBB quanto aos cânones 1251 e 1253 do Código de Direito Canônico prescreve:"Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado catorze anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade (quem completou 18 anos) até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf. Cân. 1252).

“No Brasil, toda sexta-feira do ano é dia de penitência, a não ser que coincida com solenidade do calendário litúrgico. Os fiéis nesse dia se abstenham de carne ou outro alimento, ou pratiquem alguma forma de penitência, principalmente obra de caridade ou exercício de piedade. "

"A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia”

Uma Santa quaresma a todos nós!
Fontes bibliográficas:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Jejum

Jejum


A Quaresma é um tempo propício para a prática do Jejum, apesar de sabermos que durante todo o ano o sacrifício é bem vindo. Mas nem todos sabemos como fazê-lo. Seguem abaixo algumas dicas valiosas do Monsenhor Jonas Abib sobre essa prática indispensável para todo católico.
Importante lembrar que as abstinências ou mortificações que fazemos (deixar de comer um doce, carne, refrigerante, assistir TV, etc) não são jejum, apesar de serem muito importantes também nessa caminhada.
A Igreja nos convida à esses sacrifícios de mortificações durante o tempo da quaresma, bem como ao Jejum, à Esmola e a Oração.



Práticas de Jejum




Todos podem fazer jejum. Sejam idosos ou estejam cansados ou doentes; sejam gestantes, mães que amamentam, jovens ou adultos. todos podem jejuar sem que isso lhe faça mal, mas, pelo contrário, lhes faça bem.

Muitas pessoas não jejuam porque não sabem fazê-lo. Imaginam que jejuar seja uma coisa muito difícil e dolorosa que elas não vão conseguir fazer.

Abordamos aqui o aspecto prático do jejum. Existem várias modalidades de jejum, trataremos, no entanto, somente de quatro tipos que poderão ser de grande proveito para você.

Jejum da Igreja


Assim é chamado o tipo de jejum prescrito para toda a Igreja e que, por isso, é extremamente simples, podendo ser feito por qualquer pessoa.

Alguém poderia pensar que esse seja um jejum relaxado ou que nem seja realmente jejum, porque ele é muito fácil. Mas não é bem assim.

Esse modo de jejuar vem da Tradição da Igreja e pode ser praticado por todos sem exceção, sendo esse o motivo porque é prescrito a toda a Igreja.

O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição - almoçar ou jantar -, a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho. A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.

Dessa maneira, por exemplo, se você escolher o almoço para fazer a refeição completa, no jantar faça um lanche que lhe dê condições de passar o resto da noite sem fome.

O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjurgorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer.

O importante, e aí está a essência do jejum, é a disciplina, e é você não comer nada além dessas três refeições. O que interessa é cortar de vez o hábito de "beliscar", de abrir a geladeira várias vezes ao dia para comer "uma coisinha". Evitar completamente, nesse dia, as balas, os doces, os chocolates e os biscoitos. Deixar de lado os refrigerantes, as bebidas e os cafezinhos.

Para quem é disciplinado - e muitos de nós o somos -, isso é um jejum, e dos "bravos"! Nesse tipo de jejum, não se passa fome. Mas como "a gente" se disciplina; como refreia a gula! E é esta a finalidade do jejum.

Qualquer pessoa pode fazer esse tipo de jejum, mesmo os doentes, porque água e remédios não quebram jejum. Se for necessário leite para tomar os remédios, o jejum não é quebrado, pois a disciplina fica mantida. Para o doente e para o idoso, disciplina mesmo talvez seja tomar os remédios e tomar corretamente.


Jejum a pão e água


Nesse segundo tipo de jejum, deve-se comer pão quando se tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais.

Não se trata de comer pão e beber água ao mesmo tempo. Pelo contrato: é preciso evitar isso. Nosso tipo de pão, quando comido com água, geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça.

É melhor ir comendo aos poucos durante todo o jejum. Você vai perceber que, nesse dia, o pão adquire um novo sabor. Também se deve beber água várias vezes no decorrer do dia. O organismo precisa de água. Por isso, tome água, mesmo que você não tenha sede.

O principal desse tipo de jejum é que você só coma pão e beba apenas água.



Jejum à base de líquidos


O terceiro tipo de jejum requer que você passe o dia sem comer nada, limitando-se a tomar líquidos. Ou seja, durante todo o seu dia de jejum, você se alimenta somente com líquidos. Essa é uma modalidade muito boa de jejum, que refreia a nossa gula e garante a nossa disciplina. Tratando-se de líquidos, temos uma grande variedade de opções e de combinações possíveis; todas elas nos mantêm alimentados e bem dispostos sem a quebra do jejum.

É recomendável passar o dia tomando chá. Existem vários tipos de chá, podendo-se escolher. Desde que seja quente e com um pouco de açúcar ou mel, o chá alimenta e mantém o estômago aquecido, o que é muito bom. Quem não puder usar açúcar nem mel, pode usar adoçante ou tomar chá puro; fazendo assim estará se privando da glicose, que é alimentícia, mas conservará as vantagens do chá e do calor. Mas, se preferir, você poderá tomá-lo frio ou gelado, especialmente no verão.

Laranjada, limonada e sucos de fruta também são indicados para esse dia. O mesmo acontece com os sucos de legumes, como cenoura e beterraba, e de verduras. Veja bem: tome suco, não vitamina. Combinando-se frutas, legumes e verduras, as possibilidades aumentam bastante. Os vários sucos, adoçados ou não com açúcar, mel ou adoçante, são sempre alimentícios, deixando o corpo leve para a oração e para as outras atividades intelectuais ou físicas.

Outra boa opção para esse tipo de jejum é a água de coco, que é completa, jé tendo tudo para nos manter hidratados e alimentados. Especialmente para quem tem a sorte de viver nos lugares onde há coqueiros, um jejum a base de água de coco é excelente. Não existe melhor hidratante.

Qualquer pessoa, mas em especial os idosos e os doentes, pode fazer um jejum muito saudavél à base de caldos. Tal como os sucos, os caldos também apresentam um grande variedade. Observe, no entanto, que estou me referindo a caldos, e não a sopas e canjas, embora se possa fazer caldo de frango e até de carne. O que importa é que o caldo é líquido e tem como vantagens ser nutritivo e quente, além de conter sal.

Especialmente em dias frios, os caldos são uma ótima maneira de fazer jejum, pois com eles temos garantida a ingestão das calorias necessárias às nossas atividades, espirituais em particular.



O Jejum completo


Nesse quarto tipo de jejum, não se come coisa alguma e só se bebe água.

É recomendável que, antes de experimentar essa forma de jejum, você já tenha feito o jejum a pão e água e o jejum à base de líquidos, que podem servir de treino.

No jejum completo, é fundamental beber várias vezes ao dia. Não é bom fazer jejum a seco, isto é, sem tomar água, especialmente quando não se tem um bom treinamento.

Mas é possível fazer jejum sem ingerir mesmo água? Sim, como eu já disse, é possível. Porém só as pessoas bem experientes devem tentar fazê-lo.


É fundamental ter em mente que não estamos nos submetendo a um teste de resistência. Não precisamos provar nada a ninguém: nem a nós, nem ao Senhor. O objetivo do jejum é nos encontrar com Deus, favorecer a oração e nos disciplinar. Ele serve para nos abrir à Graça da contemplação, da intercessão a da Unção do Espírito Santo.


Como dissemos acima, nosso organismo precisa de água. Ele necessita estar bem hidratado para agir e reagir no campo espiritual. E como o nosso jejum se destina a combatentes que batalham por Deus na dimensão espiritual, tome água várias vezes ao dia quando praticar o jejum completo.

Quanto a hora de terminar o jejum, principalmente o jejum completo, Nossa Senhora de Medjugorje fala em encerrá-lo às quatro da tarde. Você pode terminá-lo às cinco, às seis ou às oito horas da noite. O importante é ser comedido e agir com sabedoria. Nossa intenção não é bancar os heróis.


Repito: não temos de provar nada a ninguém, nem a nós e nem mesmo ao Senhor.



Observações Finais


Um erro muito comum que as pessoas cometem consiste em fazer um dia de jejum sem tomar café da manhã. Agindo assim, elas na verdade começam a jejuar a partir da última refeição que fizeram, na véspera, e não pela manhã.

Essas pessoas mal-informadas acabam ficando com dor de cabeça, que em geral; começa bem cedo. Ora, dor de cabeça não é o objetivo do jejum. Além disso, trata-se de uma coisa que deixa a pessoa indisposta o resto do dia, que a torna irritadiça e sempre pronta a perder a paciência. E isso é totalmente oposto ao que se espera conseguir jejuando.

É bom que você tome tranqüilamente seu café da manhã, como se faz todos os dias, e, a partir daí, inicie o jejum. Agindo dessa maneira, você fica livre dos ácidos do estômago, da dor de cabeça, da irritabilidade e da indisposição. E isso custa muito pouco: basta tomar café da manhã como nos outros dias.

Se você não quer mesmo comer nada, ou é daqueles que não fazem uma refeição pela manhã, ao menos beba alguma coisa, de preferência quente. Isso vai fazer bem ao seu aparelho digestivo, preparando-o para o dia de jejum.

O jejum é uma riqueza que precisamos reconquistar. É uma forte expressão da comunidade que decidiu fazer uma conversão, começar uma vida nova.

Você provavelmente é uma das muitas pessoas que não conheciam o que acabei de apresentar e que por esse motivo não jejuava. Agora, com uma nova compreensão do jejum, comece a praticá-lo, pois isso seguramente trará benefícios a você e ao Corpo de Cristo.

Deus abençoe o seu jejum!

Essa matéria foi tirada do livro "Práticas de Jejum" escrito pelo Pe. Jonas Abib!!!

Isso é apenas uma introdução... vale a pena ler o livro, que pode ser adquirido na Canção Nova ou em livrarias Cristãs.
http://www.cancaonova.com/cnova/dicas_fe/jejum.html

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Nossa Senhora de Lourdes


Hoje celebramos o dia de Nossa Senhora de Lourdes. Vamos conhecer um pouco da história dessa aparição de Nossa Senhora.


Lourdes é uma cidade situada no Sudeste da França, pertencente à diocese de Tarbes; dos santuários marianos, um dos mais freqüentados.

Segundo as declarações de Bernadete Soubirous, menina de 14 anos, filha de pobre moleiro do lugar, teve ela na gruta de Massabielle 18 aparições de Nossa Senhora, das quais a primeira foi em 11 de fevereiro de 1858 e a última em 16 de julho do mesmo ano.
Na terceira aparição, em 16 de fevereiro, Maria Santíssima ordenou-lhe que, durante uma quinzena, viesse à gruta diariamente; em 25 do mesmo mês recebeu a ordem de beber água e de se lavar na fonte, que não existia, mas que imediatamente brotou, a princípio muito fraca, avolumando-se continuamente, até fornecer, como hoje fornece: 122.000 litros por dia.

Em repetidas aparições a Santíssima Virgem insistiu na necessidade de penitência e da oração pelos pecadores. Manifestou seu desejo de no lugar ver erguida uma igreja, a qual fosse visitada por procissões dos fiéis católicos. Em 25 de março, perguntada por Bernadete, quem era, a dama de aparência sobrenatural respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição". A fama das aparições, das curas, de todo extraordinárias, verificadas na gruta, os favores obtidos por meio de orações dirigidas a Maria Santíssima encheu toda a França e se estendeu aos países vizinhos.

O Bispo de Tarbes, em 28 de julho de 1858, nomeou uma Comissão que, durante 3 anos, examinou minuciosamente todos os fenômenos observados na gruta de Massabielle. Esta mesma comissão sujeitou Bernadete a rigorosas interrogações; estudou escrupulosamente todos os casos que havia de curas maravilhosas, de que se dizia, terem se dado em Lourdes. Os próprios médicos dos doentes favorecidos eram convidados para fazer as suas observações profissionais e se externar a respeito do restabelecimento, dito miraculoso pelos clientes.

No seu relatório, publicado em janeiro de 1882 Monsenhor Laurence, Bispo de Tarbes, reconheceu o caráter sobrenatural das aparições e autorizou o culto público da SS. Virgem na gruta de Massabielle. Aos 04 de abril de 1864 foi colocada na gruta uma estátua da Imaculada Conceição e em 02 de julho de 1876 sagrou-se a igreja construída no lugar indicado por Nossa Senhora. À mesma igreja o Papa Pio IX concedeu o título de Basílica, a qual enriqueceu muitos privilégios.

Mais tarde, em 1886, começaram as obras da grandiosa Igreja do Rosário, que apresenta uma vasta rotunda com cúpula de 15 capelas. Cinco anos se trabalhou na construção deste santuário que, em 1910, foi sagrado e inaugurado.

Em 1891 foi estabelecida e autorizada a festa da Aparição da Imaculada Conceição na província eclesiástica de Auch, de que a diocese de Tarbes é sufragânea.

Em 13 de novembro de 1907 foi ela estendida à toda Igreja. Desde então começaram a afluir a Lourdes as procissões não só de todas as regiões da França, mas também da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, enfim de todos os países da Europa e de todo o mundo. Já em 1903 chegaram a Lourdes as procissões não só de todas as regiões da França, mas também da Bélgica, da Holanda, da Alemanha, enfim de todos os países da Europa e de todo o mundo. Neste mesmo ano chegaram a Lourdes 4.271 comboios, dos quais 292 do estrangeiro, trazendo 3.817.000 romeiros. A afluência dos devotos, longe de no correr dos anos diminuir, aumentou continuamente. Contam as centenas de milhares, quiçá a milhões de pessoas que em Lourdes encontraram a paz da sua alma, alívio em seus sofrimentos corporais, espirituais, cura dos seus males.

Embora a Igreja Católica não obrigue a ninguém a dar crédito à realidade das aparições e ao caráter sobrenatural das mesmas, racionalmente elas não podem ser postas em dúvida.
Bernadete era uma menina simples do povo. Vestígios de histeria, de mania ou suscetibilidade religiosa nela não existiam. As suas declarações sempre ela as fez sem titubeação alguma e nunca se emaranhou em contradições. No leito da morte (12-12-1878) confirmou tudo com a mesma simplicidade e firmeza. Em seus relatos fala de coisas que ela mesma não compreendia, por exemplo: "Eu sou a Imaculada Conceição" (ou como ouviu Nossa Senhora textualmente falar: "Que Soy era Immaculada Concepciou"). Predisse uma série de aparições; insistia na existência de uma fonte oculta, que depois de fato apareceu. As autoridades eclesiásticas acompanharam tudo com muita atenção e máxima reserva. As curas milagrosas estão sob o controle de uma comissão de médicos, acessível a todos os facultativos sem distinção de credos ou mentalidades.

Esta comissão se ocupa detidamente a cada caso de cura milagrosa, e devem os doentes se sujeitar a um exame médico anterior, logo depois de sua chegada em Lourdes, e depois da cura que julgarem ter experimentado. Desde 1858 até 1904 a comissão oficial de médicos constatara a autenticidade de 3.353 curas, que se subtraíram à explicação natural e científica. Daquela data até hoje as curas milagrosas observadas em Lourdes se tornaram inumeráveis. A água da fonte que os doentes bebem e em que tomam banho de imersão, quimicamente analisada, que foi, não acusou existência de nenhuma substância mineral curativa. Sabe-se quanta influência a sugestão pode influir sobre certas doenças nervosas; mas quando se trata de cancro, de tuberculose, de cegueira ou fratura de ossos, a sugestão não pode ser tomada em consideração como fator restaurador da saúde.

Bernadete, em 1865 se fez religiosa da Congregação das irmãs de Caridade e do Ensino Cristão. Entrou no Convento de Nevers, onde professou votos em 22 de setembro de 1878. Muito sofreu, mas o meio dos sofrimentos físicos e morais, conservou sempre a simplicidade, a mansidão e a humildade, virtudes que sempre a caracterizavam. Faleceu no Convento de Nevers aos 16 de abril de 1879.

O Papa Pio XI em 14 de julho de 1925, inseriu o nome da Irmã Maria Bernarda no catálogo dos Bem-aventurados e canonizou-a em 02 de julho de 1933.
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Fonte: Página Oriente
Referência bibliográfica: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas Gerais, 1959.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Deus em Tudo

Muitas vezes, passamos nossa vida sem a percepção de que Deus cuida de nós. Levamos nossos dias em tamanha correria que não chegamos a nos dar conta dessa presença. Quantas vezes, em nosso dia a dia, Deus faz milagres, quebra-nos galhos, atende-nos em nossos pedidos nós nem percebemos.
Passe a ver quantas coisas Ele tem feito em sua vida. Atente-se para isso. Quantas vezes tudo o que queríamos acontece, e atribuímos à "sorte" ou "coincidência"...
Quantas vezes pedimos, dentro de nosso coração algo tão simples a Deus, como que aquele estabelecimento ainda não tenha fechado quando chegarmos lá, e sequer lembramos de agradecê-lo quando chegamos e encontramos conforme pedimos. Esperamos por grandes milagres, e não vemos os pequenos. Esperamos por grandes transformações, grandes mudanças, e não percebemos as pequenas.
Convido-o hoje a pedir a Deus a graça dessa percepção, a sabedoria de perceber quantas vezes Deus cuida de nossos problemas, até antes de virarem problemas.
Aquela questão de que "não existe coincidência, o que existe é providência" é muito verdadeira. Passemos a Louvá-lo pelas pequenas e grandes coisas que tem feito em nossas vidas.
Paz e Bem
Ecclesiae Dei

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Pilula do Dia Seguinte (PDS) é abortiva?

Para não restar dúvida...
Todo o cristão deve ter isso claro: vamos informar nossos familiares, amigos e conhecidos a respeito dessa verdade, abaixo publicada!!!!!
Encaminhe o e-mail, publique no seu blog, site, informe seu grupo, etc... faça a sua parte para que essa mensagem chegue a todos e que ninguém permaneça na ignorância!
A Igreja não pode ficar calada... é nós precisamos fazer nossa parte!
Paz e Bem
Ecclesiae Dei



A concepção de uma criança pode se logo após o ato sexual do casal, ou pode se dar até uns três dias depois, tempo que o espermatozóide pode sobreviver no interior da mulher. Segundo Speroff e colaboradores, 90 segundos após a ejaculação, já se pode encontrar os gametas masculinos no endocérvice (porção interna do colo uterino).


Estudos feitos, em casos de esterilidade conjugal, mostram que 5 minutos após a inseminação, feita no interior da cavidade uterina, já se detecta espermatozóides nas trompas, na região onde vai ocorrer a fecundação. Portanto, alguns minutos após o orgasmo masculino, já é possível a presença dos gametas masculinos em volta do óvulo.


A PDS contém uma fortíssima carga hormonal que não permite que o embrião (óvulo fecundado) se ligue à parede do útero da mulher (nidação) e se desenvolva; assim, ele é eliminado acontecendo um aborto. Na maioria das vezes usa-se o Levonorgestrel (derivado da 19-nortestosterona), e em dosagens que equivalem de 7 a 11 comprimidos das pílulas anticoncepcionais comuns de uso diário.


A empresa produtora e distribuidora da PDS na Nova Zelândia admitiu recentemente que este fármaco pode causar um aborto nas primeiras fases da gravidez. A companhia Schering Ltd, que tem a seu cargo a produção da PDS, distribui um folheto informativo que deve ser entregue às mulheres que adquirem o fármaco, no que claramente se indica que um de seus efeitos é evitar que o óvulo fecundado se aninhe ou implante nas paredes do útero, produzindo-se assim um aborto. (AUCKLAND, 2007-01-08 - ACI).


O diretor do Instituto de Bioética da Universidade Católica de La Plata, Dr. Juan Carlos Caprile, considerou que a pílula do dia seguinte não deve identificar-se como um “anticoncepcional de emergência, mas sim como um aborto de emergência”, dado que entre seus efeitos está o de evitar que um óvulo fecundado se implante no útero materno. Para o perito, a pílula do dia seguinte que o governo argentino distribui gratuitamente no sistema público de saúde “é abortiva porque diminui notavelmente a espessura da parte interna do útero (endométrio) não permitindo que se fixe o embrião entre os 7 e 14 dias de ocorrida a concepção, eliminando-o”. (BUENOS AIRES, 07 Mar. 07 - ACI).


Dr. Juan Caprile assinalou que “está comprovado pelos últimos adiantamentos científicos da biologia molecular que a penetração do espermatozóide no óvulo marca o início da vida humana, e, portanto desde esse momento é um novo indivíduo único e irrepetível que possui toda a informação necessária para ir desenvolvendo suas capacidades”.


O Conselho Regional XVII de Callao, do Colégio Médico do Peru divulgou em 21 de março de 2006 um comunicado à opinião pública em que assinala que a chamada “pílula do dia seguinte“, conhecida como Anticoncepcional Oral de emergência” (AOE) tem caráter abortivo e, portanto, não deveria ser legal no Peru.


O laboratório Grünenthal, fabricante no Chile da “pílula do dia seguinte”, decidiu retirar do mercado o fármaco devido a sua escassa venda e às constantes ações judiciais interpostas por organizações pró-vida que denunciam seu potencial efeito abortivo, pois o Postinor 2 (nome comercial do levonorgestrel 0.75) induz ao aborto.


O Desembargador José Renato Nalini, em artigo intitulado “Feto é Gente”, comenta que o nascituro pode ser autor em juízo: … No momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, ocorre o mágico fenômeno da concepção. Passa a existir um ser que já possui todas as características definidoras daquele fluxo que já não pode ser interrompido. É um ser vivo portador de um patrimônio genético próprio. (…) Tudo o que representar vulneração a esse direito fundamental à vida, é vedado pela ordem constitucional”. E diz, ainda, o autor do artigo: “Com razão maior, aquele que já foi fecundado é gente, tem direito a assistência pré-natal, tem direito a impedir que sua mãe pratique aborto…”


Embriões e fetos são seres portadores de DNA próprio e original, e não uma parte anexa ao corpo da mãe.


Afirma o Dr. Eurico Alonço Malagodi, médico, autor do livro “Mulher, o último elo”: “Quando se faz a leitura atenciosa da bula de uma das muitas pílulas do dia seguinte, à venda livremente nas farmácias brasileiras, vamos nos surpreender com a advertência de que tal medicamento não pode ser usado na presença de uma gravidez, e mais surpresos ainda ficamos quando constatamos que tal advertência aparece oito vezes no texto.”


“Esta é a inequívoca ação abortiva da pílula do dia seguinte, e da qual a esperteza comercial, a irresponsabilidade pública e a banalização do ato genital farão um sucesso de vendas nos próximos anos, especialmente entre as adolescentes.Mais uma vez, a sociedade machista, que aí está, libera o homem de sua responsabilidade, pela violência que continuará cometendo contra a mulher.”


O Cardeal de São Paulo, D. Odilo Scherer, quando foi Secretário Geral da CNBB, afirmou que a Igreja católica é contra esse método (PDS), que para ele fere os princípios de moral da Igreja: “Consideramos que o efeito da pílula do dia seguinte pode ser abortivo. Consideramos que o início da vida humana se dá com a concepção. Portanto, daí para a frente, toda interrupção do processo de evolução da vida humana é considerado um aborto provocado”.Várias outras Conferências de Bispos no mundo todo já se manifestaram contra o uso da PDS por ser abortiva.


Em 11 nov 2001 os Bispos de São Paulo emitiram uma Nota Pastoral nos seguintes termos:


“Nós, Bispos católicos do Estado de São Paulo, reunidos em Itaici-SP, sentimos o dever de orientar o povo católico e todas as pessoas de boa vontade sobre a chamada “Pílula do Dia Seguinte”.

Ela vem sendo oferecida como pílula de emergência para evitar a gravidez em casos de violência sexual ou de outras situações em que a mulher deseja evitar a gravidez imediatamente após a relação sexual mantida.

Trata-se, na verdade, de uma pílula abortiva… A Igreja Católica, no entanto, baseada nos dados da Ciência, afirma que desde a concepção e antes de se fixar no útero, o óvulo fecundado já é o início de uma vida humana.

Portanto, mesmo sendo expelido antes de sua fixação no útero já se trata de um aborto. É isto que a pílula do dia seguinte pode provocar.”

(Itaici, 11 de novembro de 2001)





Prof Felipe Aquino – http://www.cleofas.com.br/






Carnaval sem Traumas



O Brasil tem o privilégio de promover a grande festa do carnaval, renomado pela beleza dos desfiles, pela grande quantidade de pessoas que se mobilizam para trabalhar na “indústria da alegria”, assim como por outras centenas de milhares de turistas que vêm para apreciar esse espetáculo. Ao ritmo de percursionistas, grupos de passistas marcam a cadência e a harmonia de suas evoluções. Todos os integrantes, empenhados num mesmo ardor, desfilam, com esmero, sua animação e alegria ao longo de 60 minutos. Realmente, é um espetáculo grandioso!

Hoje, por outro lado, não podemos negar que essa festa se tornou também um modo de extravasar outros desejos, os quais são encarados com certa naturalidade pela sociedade nesta época do ano. Muitos de nós, querendo viver momentos de alegria e prazer, lançamos mão das justificativas de uma liberdade provisória, – talvez aspirando a anestesiar frustrações ou carências – e avançamos decididos, passando por cima das barreiras do pudor.

“Pierrôs” e “Colombinas”, sedados pelos apelos e pelo ambiente, envolvem-se no consumo de drogas, bebidas alcoólicas e sexo desregrado – muitos deles auxiliados pelo Estado, que disponibiliza dispositivos de contracepção para o público. Após cada dia de folia, encontramos pessoas pelas ruas, as quais não conseguiram voltar para casa devido à embriaguez. Outras, conscientes do descompromisso, permitem-se envolver intimamente com alguém que conheceu no salão de baile.

Dessa maneira, adultos e adolescentes – enredados por todos os atrativos – perdem o sentido de responsabilidade e se lançam nas corredeiras do “vale tudo”.

Sabemos que não temos “sete vidas” assim como também não possuímos uma “tecla de retrocesso”, por meio da qual podemos corrigir os atos mal sucedidos. Acreditar que vale tudo pela emoção do sonho realizado pode levar muitos a desfazer o “castelo” que tinham idealizado. Pois, de alguma maneira, as conseqüências de nossas opções certamente nos atingem, assim como também atingem as pessoas mais próximas. Estar conscientes dessa realidade nos ajuda a nos empenharmos em favorecer somente a comunhão de nossas alegrias com os demais.

Buscar oportunidades de realizar nossos sonhos e desejos é nosso direito, entretanto, descobrir como vivê-los de maneira saudável e duradoura é a atitude que precisa ser observada – não apenas nos dias de grandes celebrações –, mas a cada dia de nossa existência.
Um abraço,

José Eduardo Moura
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Vale o lembrete... o fato de ser carnaval, não apaga nossos erros ou pecados... e pagaremos pelas conseqüências dos nossos atos depois da quarta feira de cinzas, em alguns casos nove meses depois, assim como em qualquer época do ano... sejamos conscientes, e acima de tudo, cristãos em nossas atitudes.
Paz e Bem
Ecclesiae Dei


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Consumir e distribuir pílula abortiva leva a excomunhão!

Consumir e distribuir pílula abortiva leva a excomunhão!



Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, criticou duramente uma campanha de distribuição maciça da "pílula do dia seguinte" anunciada pelas autoridades locais em vistas ao próximo carnaval, e advertiu que as pessoas que usam a pílula abortiva são passíveis de ser excomungadas.

A prefeitura de Recife anunciou que, como resultado da grande quantidade de "sexo casual" que ocorre durante os dias do Carnaval, a "pílula do dia seguinte" será distribuida massivamente, além do milhão de preservativos que se distribuem durante os dias das celebrações que precedem à Quarta-feira de Cinzas.

Nesta quinta-feira, Dom Cardoso assinalou que a distribuição da pílula "do dia seguinte" que tem efeitos abortivos "é aberrante e ilegal", pois no Brasil o aborto é ilegal.

O Prelado assinalou que a Arquidiocese pensa apelar perante a justiça a decisão da prefeitura, mas advertiu além que aqueles que a consomem, são passíveis de ser excomungados.

"Esta política é iníqua, e constitui uma atitude imoral, e neste caso, tanto quem a utiliza como quem promove seu uso está cometendo um crime passível de excomunhão", disse Dom Cardoso.

O Arcebispo também anunciou que vai enviar orientações aos sacerdotes das paróquias da Arquidiocese para que instruam aos fiéis na homilia dominical.

Fonte: Site ACI Digital