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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Santa Monica






Hoje é o dia de Santa Monica. Vamos conhecer um pouco da vida dessa Grande Santa, e pedir a Deus a graça de copiar um pouco dessa fé e perseverança, nessa semana que comemoramos as vocações leigas.






Um ótimo dia!






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Santa Mônica nasceu em Tagaste, África, por volta do ano 331. Foi a mãe do célebre doutor da Igreja, Santo Agostinho. Jovem, ainda, ela casou com Patrício e teve filhos, um dos quais foi Agostinho de Hipona, convertido ao cristianismo, graças às suas orações e lágrimas.






Foi uma mulher de intensa oração e de virtudes comprovadas. Em seu livro, Confissões, Santo Agostinho fala de sua mãe com grande estima e veneração: Superou infidelidades conjugais, sem jamais hostilizar, demonstrar ressentimento contra o marido, por isso. Esperava que tua misericórdia descesse sobre ele, para que tivesse fé em ti e se tornasse casto.






Embora de coração afetuoso, ele se encolerizava facilmente. Minha mãe havia aprendido a não o contrariar com atos ou palavras, quando o via irado. Depois que ele se refazia e acalmava, ela procurava o momento oportuno para mostrar-lhe como se tinha irritado sem refletir ...






Sempre que havia discórdia entre pessoas, ela procurava, quando possível, mostrar-se conciliadora, a ponto de nada referir de uma à outra, senão o que podia levá-las a se reconciliarem ...






Educara os filhos, gerando-os de novo tantas vezes quantas os visse afastarem-se de ti. Enfim, ainda antes de adormecer para sempre no Senhor, quando já vivíamos em comunidades depois de ter recebido a graça do batismo (...), ela cuidou de todos, como se nos tivesse gerado a todos, servindo a todos nós, como se fosse filha de cada um (Confissões, Ed. Paulinas, p. 234).






quinta-feira, 14 de agosto de 2008

São Maximiliano Kolbe



Hoje é o dia em que lembramos São Malimiliano Kolbe - de sua vida é somente conhecida a última parte, em que ele dá a sua vida por um pai de família, no campo de concentração de Auschwitz, mas tem muito mais a ser conhecido. Segue um pouco mais desse Grande Santo, exemplo de vida para todos nós.
São Maximiliano Kolbe, rogai por nós!
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Maximiliano Kolbe Patrono da imprensa
Por Maria Auristela B. Alves
Raimundo Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, na Polônia, numa família de operários profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de fé e acolhida da vontade de Deus.
Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do oratório na modesta casa de seus pais, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando uma flor branca – representando a virgindade – e uma vermelha – simbolizando o martírio – e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela difícil escolha, respondeu: “As duas”.
Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais e, emitindo sua profissão religiosa, recebeu o nome de Maximiliano Maria.
Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia.Em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”.
A milícia seria uma ferramenta nas mãos da Medianeira Imaculada para a conversão e santificação de muitos. No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e voltou à sua pátria, onde foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia.
Então, organizou o primeiro grupo da milícia fora da Itália.
Recebendo a permissão de seus superiores para dedicar-se mais à promoção da milícia e desejoso de que muitas almas conhecessem a Deus e amassem a Nossa Senhora, começou a evangelizar através da imprensa escrita.
Em 1922, mesmo sem dispor de recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada “Cavaleiro da Imaculada”, que poucos anos depois chegava à elevada tiragem de um milhão de exemplares. A esta revista seguiram-se outras iniciativas editoriais: uma revista para crianças, “Pequeno Cavaleiro da Imaculada”; uma revista latina para sacerdotes, “Miles Immaculatae”, e um diário que chamou de “Pequeno Jornal”, com 200 mil exemplares.
O apostolado da imprensa era seu carisma.Em 1929, fundou o convento chamado “Niepokalanow”, que significa cidade de Maria. Era um verdadeiro recanto de oração e caloroso posto de trabalho para aqueles franciscanos engajados na evangelização através da imprensa. Dois anos depois, atendendo ao pedido do Santo Padre aos religiosos para auxiliar os esforços missionários da Igreja, foi para o Japão e fundou outra cidade da Imaculada, a “Mugenzai no Sono”.
Em Nagasaki fundou também a revista “Cavaleiro da Imaculada”, que, apesar do restrito meio católico, alcançou a tiragem de 50 mil exemplares.Desejava ir para a Índia e para os países árabes e, também lá, fundar revistas e jornais que propagassem a devoção à Imaculada, como instrumento de divulgação do Reino. No entanto, teve de retornar à Polônia, como diretor espiritual de Niepokalanow, em 1936.
De 1936 a 1939, início de Segunda Grande Guerra, Maximiliano Kolbe redobrou seu zelo no apostolado da imprensa, enquanto se ocupava também da direção do convento e da formação de 200 jovens. No dia 1º de setembro de 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia de surpresa, destruindo qualquer resistência.
Os frades foram dispersos e Niepokalanow foi saqueada. Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram levados para os campos de concentração. Na celebração da Imaculada Conceição do mesmo ano foram libertos. Para incriminar Frei Maximiliano Maria Kolbe, a Gestapo permitiu uma impressão final do “Cavaleiro da Imaculada”, em dezembro de 1940.
No dia 17 de fevereiro de 1941, foi preso e levado à prisão Pawiak, na Varsóvia, e, ao fim de maio do mesmo ano, foi transferido para o campo de extermínio de Auschwitz, perto de Cracóvia. Era um campo de horrores. Lá foram mortos, depois de incríveis sofrimentos, quatro milhões de seres humanos. Os judeus e os padres eram os mais perseguidos. Os judeus tinham o direito de viver duas semanas, e os padres católicos, um mês.
Em resposta ao ódio dos guardas da prisão, Frei Maximiliano era obediente e sempre pronto a perdoar. E aconselhava os colegas prisioneiros a confiar na Imaculada, a perdoar, a amar os inimigos e orar pelos perseguidores: “O ódio não é a força criativa; a força criativa é o amor”.
Era notado pela generosidade em dar o seu alimento aos outros, apesar dos prejuízos da desnutrição que sofria, e por ir sempre ao fim da fila da enfermaria, apesar da tuberculose aguda que o afligia.
Na noite de 3 de agosto de 1941, um prisioneiro escapou com sucesso da mesma seção onde Frei Maximiliano estava detido. Em represália, o comandante ordenou a morte por inanição de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais veria a esposa e os filhos. Então, saiu da fila o prisioneiro nº 16670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família.
O comandante perguntou, aos berros, quem era aquele “louco”, e, ao ouvir ser um padre católico, aquiesceu ao pedido. Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome.
Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal e partiu para o paraíso. Era o dia 14 de agosto de 1941.
O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.
Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI.
Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.

Fonte: Comunidade Shalom

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Culto aos Santos



Muitos católicos não têm uma noção correta do que seja a devoção aos Santos da Igreja. Por isso, alguns pensam que são atribuídos rótulos aos Santos, como se fossem mercadorias de consumo espiritual. Mas, não é assim.














Os santos são pessoas humanas que viveram neste mundo como verdadeiros modelos de cristãos, seguindo o Evangelho de Cristo e colocando-o em prática em suas vidas. Viveram conforme a vontade de Deus; por essa razão, conquistaram o céu.







A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, depois de um rigoroso processo de beatificação e canonização – nos quais são exigidos no mínimo dois milagres, confirmados pela medicina – declara, por intermédio do Papa, que eles estão no céu gozando da comunhão com vida e da visão beatífica do Senhor.







Muitas vezes, os católicos são acusados de idolatria e de prestarem um culto indevido aos Santos, aos Anjos e à Virgem Maria, bem como às suas imagens e relíquias. A intercessão dos Santos e sua mediação por nós em nada substituem a ação única e essencial de Jesus; mas sim, a valorizam ainda mais, pois dependem dela para ter eficácia.







Uma das orações Eucarísticas da Santa Missa diz que “os Santos intercedem no Céu por nós diante de Deus, sem cessar”. Que maravilha! Essa intercessão leva-nos mais a fundo no plano de Deus, porque promove a glória de Deus e o louvor de Jesus Cristo, uma vez que os Santos são “obras-primas” de Cristo, os quais nos levam, por suas preces e seus exemplos, a reconhecer melhor a grandeza da nossa Redenção.







O culto aos Santos tem ao menos três sentidos profundos:


1 – Dar glória a Deus, de quem os Santos são obras-primas de sua graça; pois são Santos pela graça de Deus;



2 – Suplicar-lhes a intercessão por nós e pela Igreja;



3– Mostrar que os Santos são modelos de vida a serem imitados, uma vez que amaram e serviram a Deus perfeitamente.




Deus nunca proibiu ao povo fazer imagens dos Santos, mas proibiu fazer “imagens de ídolos”. E isso a Igreja nunca fez.





Os Santos não são ídolos, nem são adorados, mas sim, venerados, o que é completamente diferente. As imagens são um meio e não um fim em si. Aristóteles, sábio filósofo grego, já dizia: “Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos”. É que o homem em sua vida sensitiva depende das coisas que o cercam.




A visão de uma imagem desperta na alma pensamentos salutares, o anseio de imitar o Santo de sua devoção, a se sacrificar por Jesus crucificado.


A tradição antiqüíssima da Igreja confirma a grandeza dos Santos.







São Jerônimo (340-420), doutor da Igreja, afirmou:







“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos.





Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo?



São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil. 6).


Santo Hilário de Poitiers (310-367), bispo e doutor da Igreja, garantia que:


“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará nem a guarda dos anjos nem a proteção dos Santos”.





São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja, afirmava que:







“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, Profetas, Apóstolos e Mártires; para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas”.







A Igreja, com a autoridade que recebeu de Jesus, declara Santos protetores das profissões, das cidades, dos países, contra as enfermidades, etc.; e isso não é superstição nem se trata de rótulos vazios, mas de verdadeiros intercessores diante de Deus pelos homens.




Ter devoção aos Santos é confiar nesta intercessão diante de Deus, suplicando-Lhe a misericórdia para nós, pobres pecadores.




Santa Teresa d’Ávila recorria diariamente a seus Santos protetores: São José, Santo Agostinho, entre outros.





Todos os Santos, enquanto viveram na terra, também suplicaram essa intercessão do céu. O que não podemos é prestar um culto idolátrico ou supersticioso a eles, fazendo do seu culto algo meio mágico para obter as graças.



A devoção aos Santos exige um esforço do cristão de viver uma vida de santidade, conforme a vontade de Deus, segundo o Evangelho e o ensinamento da Igreja. Aí sim, tem sentido a devoção necessária a eles.




Essa devoção é um caminho de graça para Deus, e não um fim em si mesmo. Podemos e devemos venerar as imagens e beijá-las com respeito, mas sem exagero e ritualismo mágico.



quinta-feira, 13 de março de 2008

Um modelo na luta contra o aborto: Giana Beretta Molla

Nesses dias tenho encontrado muitas matérias interessantes sobre o aborto, é até difícil escolher qual publicar.

Para hoje, escolhi um modelo magnífico, de uma mãe que preferiu a morte a não abortar.

Nesses tempos em que vivemos, parece a nós que os Santos são somente aqueles que dedicaram a vida a Deus como religiosos ou sacerdotes. Eis um exemplo de uma mãe de nossos tempos, médica formada, muito culta, com 39 anos e mãe de três crianças pequenas, que foi canonizada por João Paulo II.





"Pedro! Se vocês devem decidir entre mim e a criança, não hesitem: escolham a criança, eu exijo, salvem-na! Eu faço a vontade de Deus, e Deus providenciará o necessário para meus filhos". Giana Beretta Molla



Segue aqui, parte de um belo texto de Roberto Bertogna.

Boa leitura!
João Batista - Ecclesiae Dei
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Para ler o texto completo, no site Veritatis Splendor, clique aqui


Heróico amor maternal por amor de Deus



Após três gravidezes dolorosas, no início da quarta tornou-se indispensável uma cirurgia, devido a um fibroma uterino (tumor no útero). Fidelíssima a seus princípios morais e religiosos, decidiu, sem hesitar, que o médico se preocupasse, em primeiro lugar, não com a operação que salvaria sua vida, mas com a salvação da vida da criança.



Escreve então seu marido: "Com incomparável força de vontade e com imutável empenho, continuava a sua missão de mãe até os últimos dias da sua gestação. Rezava ou meditava. O sorriso e a serenidade que infundiam a beleza, a vivacidade e a saúde dos seus três `tesouros' eram quase sempre velados com uma interior inquietude. Temia que a sua criança nascesse com sofrimentos. Rezava para que assim não fosse.



Muitas e muitas vezes, pediu-me desculpas se me causava preocupações. Disse-me que nunca havia tido necessidade de tanta amabilidade e compreensão como agora. Aproximando-se o período do parto, afirmou explicitamente, com tom firme e ao mesmo tempo sereno, com um olhar profundo que não esquecerei jamais: `Se vocês devem decidir entre mim e a criança, não hesitem: escolham a criança, eu exijo, salvem-na! Eu faço a vontade de Deus, e Deus providenciará o necessário para meus filhos'".



Era uma Sexta-feira Santa, 20 abril de 1962, quando foi internada para o parto. No Sábado Santo, Gianna e toda a família tiveram a indescritível alegria de um dom divino: a filha que portava em seu seio nascia bela e forte.



O fruto abençoado desse heróico gesto de amor de Deus recebeu no santo Batismo o nome de Gianna Emanuela.



Após vida modelar, santa morte



Durante aquele momento, Pedro não deixou sua esposa um só minuto. Os médicos tentavam salvá-la a todo custo: antibióticos, soro, sondas… tudo em vão.



Sua última confidência ao marido foi: "Pedro! Agora me curei. Estava já do outro lado, e se soubesses o que eu vi... Um dia te direi! Mas, como éramos muito felizes, estávamos tão bem com os nossos maravilhosos filhos, cheios de saúde e graça, com todas as bênçãos do Céu, mandaram-me de volta aqui embaixo, para sofrer um pouco mais, porque não é justo apresentar-se a Deus sem haver sofrido muito".



Inteiramente lúcida, Gianna solicita e recebe a Extrema-Unção e a Santa Comunhão pela última vez. Naquele momento, acabava de chegar da Índia sua irmã Virginia, missionária naquele país. Vendo o Crucifixo que lhe pendia do pescoço, pede para osculá-lo, e diz: "Jesus, Te amo".



Era o dia 28 de abril de 1962, e seria apropriado colocar em seus lábios as últimas palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus: "Eu não morro, mas entro na Vida".(5)

Para ler o texto completo, no site Veritatis Splendor, clique aqui


Para citar este artigo:BERTOGNA, Roberto. Apostolado Veritatis Splendor: Exemplo simbólico da luta contra o aborto. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4849. Desde 9/3/2008.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Um exemplo de Madre Teresa

Queria partilhar com vocês uma passagem de um livro que estou lendo que me tocou muito:


"No último dia do Congresso internacional de Bombaim, em 1964, Madre Teresa e suas irmãs saíram do Convento em Vie Parle onde eu era capelão e estavam a caminho do Oval, onde o Papa Paulo VI ia celebrar a Eucaristia.

De repente, elas se depararam com um indigente moribundo abandonado na rua. Madre Teresa parou, ergueu-o e levou-o de volta para a casa delas. Neste dia, elas não viram o Papa, representante de Cristo na Terra, mas encontraram alguém maior - o próprio Cristo, na pessoa do indigente."


Pe. Rufus Pereira

Livro Jesus: um Mestre ao alcance de todos. Editora Canção Nova.

sábado, 10 de novembro de 2007

A verdade sobre as beatificações de 28 de Outubro pelo Papa



Interessante esse texto, escrito por Antonio Socci, retirado do Site Cléofas. Apesar das críticas da revista Veja, que aponta que os beatificados pelo Papa Bento eram fascistas e que essa beatificação tinha cunho político, veja a verdade dessa história.




Paz e Bem


Ecclesiae Dei




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A lição de 28 de outubro por Antonio Socci




Em 28 de Outubro próximo no Vaticano serão beatificados 498 mártires da feroz perseguição religiosa na Espanha depois de 1931 e especialmente entre os anos de 1934 e 1936. Uma cerimônia de massa de tais proporções não tem precedente. João Paulo II havia começado beatificando em 1987 três freiras carmelitas que foram cruelmente massacradas pelas ruas de Madri. Depois papa Wojtyla celebrou outras onze cerimônias de beatificação num total de 465 mártires espanhóis. Domingo próximo serão declarados beatos 2 bispos, 24 padres, 462 religiosos e religiosas, 2 diáconos, 1 seminarista e 7 leigos, todos vítimas daquela perseguição.
Será a ocasição para conhecer uma das mais sanguinárias tempestades anti-cristãs desencadeadas na Europa de nosso tempo por obra dos revolucionários republicanos (uma mistura de comunismo, socialismo, anarquia e laicismo). “Jamais na história da Europa e talvez no mundo” escreveu Hugh Thomas “se viu um ódio assim obstinado pela religião e pelos seus homens”. Igrejas e conventos (com uma quantidade de obras de arte) foram incendiados e destruídos.
Em poucos meses foram assassinados 13 bispos, 4.184 sacerdotes e seminaristas, 2.365 religiosos, 283 freiras e um número incalculável de simples cristãos cuja única culpa era portar um crucifixo ao pescoço, ou ter um rosário no bolso, ou ter ido à missa, ou ter escondido um padre, ou ser mãe de um sacerdote como aconteceu com uma senhora que por esse motivo foi sufocada com um crucifixo cravado na garganta.Muitos bispos ou sacerdotes poderiam ter fugido, mas permaneceram em seu posto, mesmo sabendo o que lhes esperava, para não abandonar sua gente. Não marca somente a fúria com a qual se fez cruelmente suas vítimas, indefesas e inofensivas (por exemplo houve quem foi amarrado a um cadáver e deixado assim ao sol até à sua decomposição, vivo, com o morto).
Mas marca ainda mais a vontade de obter das vítimas a negação da fé ou a profanação dos sacramentos ou horríveis sacrilégios. Há nisso algo sobre que não se refletiu o bastante. Cito alguns exemplos. Os revolucionários decidiram que o pároco de Torrijos que se chamava Liberio Gonzales Nonvela, dada sua ardente fé, devesse morrer como Jesus. Assim ele foi desnudado e chicoteado de modo bestial. Depois se começou a crucificação, a coroação de espinhos, lhe deram a beber vinagre, por fim o mataram com um disparo enquanto ele abençoava seus algozes. Mas é significativo que estas pessoas, na precedência, lhes diziam, "blasfêmia e te perdoaremos". O sacerdote, cansado dos maus tratos, respondeu que era ele a perdoá-los e os abençoar. Mas deve ser sublinhada a vontade de obter deles uma traição da fé.
Também de outros sacerdotes pretendiam a profanação dos sacramentos. Ou das freiras violentadas. Qual sentido podia ter, do ponto de vista político, por exemplo, a exumação dos corpos das freiras em decomposição expostos na praça para delas zombar? Não há algo de simplesmente satânico nisso?E o jovem Juan Duarte Martin, diácono de vinte e quatro anos, torturado com agulhas sob todo o corpo e, através dessas, com terríveis descargas elétricas? Pretendiam fazê-lo blasfemar e fazê-lo gritar "viva o comunismo!", enquanto ele gritou até o fim "viva Cristo Rei!". Enxarcaram-no com gasolina e atiraram fogo.
Aqui não estamos somente na presença de louco desejo político de eliminar a Igreja. Há algo além disso. Definir a natureza e a verdadeira identidade desse horror foi tentado por Richard Wurmbrand, um romeno de origem judia que na juventude militou entre os comunistas, em 1935 tornou-se cristão e pastor evangélico, por isto sofreu 14 anos de perseguição, muitos dos quais no Gulag do regime comunista de Ceausescu.Também ele notou – nos lager do Leste – este obscuro objetivo na perseguição religiosa. Em um de seus livros escreveu: "Pode-se entender que os comunistas prenderam padres e pastores porque os consideravam contra revolucionários. Mas porque os padres eram forçados pelos marxistas na prisão romena de Piteshti a rezar a missa sobre o esterco e na urina? Por que os cristãos vinham sendo torturados e eram obrigados a receber a sua Comunhão usando estas matérias como elementos?". Não era somente "deboche obsceno".
Ao sacerdote Roman Braga "arrancaram-lhe um a um de seus dentes com uma verga de ferro" para fazê-lo blasfemar. Os seus algozes diziam-lhe: "se vos asssassinarmos, vocês cristãos vão para o Paraíso. Mas nós não queremos fazer-lhes o favor de vos dar a coroa do martírio. Deveis antes blasfemar contra Deus e depois irem ao inferno". A um prisioneiro cristão do cárcere de Piteshti, refere-se Wurmbrand, os comunistas todos os dias repetivam em modo blasfemo o rito do batismo imergindo-lhe a cabeça no "vaso" onde todos deixavam os excrementos e obrigavam naqueles minutos os outros prisioneiros a cantarem o rito batismal.
Outros cristãos "eram espancados até fazê-los enlouquecer para obrigá-los a ajoelhar-se diante de uma imagem blasfema de Cristo".Pergunta-se Wurmbrand, "O que tem isso a ver com o socialismo e com o bem-estar do proletariado? Não são estas coisas simples pretextos para organizar orgias e blasfêmias satânicas? Supõe-se que os marxistas são ateus que não acreditam no Paraíso e no Inferno. Nessas extremas circunstâncias o marxismo tirou a máscara ateísta revelando o próprio e verdadeiro rosto, que é o satanismo".
Com efeito, o livro de Wurmbrand se entitula "Was Karl Marx a satanist?" e foi traduzido em italiano pela editora "Uomini nuovi" com o título "L'altra faccia di Carlo Marx" (A outra face de Karl Marx). O autor se lança questionando nos escritos juvenis de Marx e nas suas vicissitudes biográficas, até considerar que Marx mantivesse contato com seitas satanistas. Contudo no fervilhar de seitas e sociedades esotéricas de meados do século XIX são tantas as personalidades que tiveram estranhos contatos. E sobre Karl Marx também outros autores tinham feito hipósteses do gênero. Wurmbrand sustenta sobretudo que a filantropia socialista não era a inspiração verdadeira de Marx, mas apenas o disfarce, o pretexto para a sua verdadeira motivação que era a guerra contra Deus. Realizada depois em larga escala com a Revolução de Outubro e as demais que a seguiram (nos regimes comunistas fatos, correntes, episódios e personagens que levam naquela direção são claros).
Sobre satanismo não me pronuncio, mas os efeitos satânicos da experiência marxista (planetária) estão aos olhos de todos mesmo que sejam removidos clamorosamente da reflexão pública: a mais colossal e feroz matança de seres humanos que a história recorda e a mais vasta guerra ao cristianismo destes dois mil anos. Como acontece ouvir, nos ambientes católicos, juízos tolerantes sobre os "ideais comunistas", que teriam sido traídos na prática ou mal traduzidos, veio o momento de definir de uma vez por todas a natureza satânica da ideologia em si e de tudo o que aconteceu. Visto que um grande filósofo como Augusto Del Noce há vários anos demonstrou o quanto o ateísmo é fundamental no marxismo e de maneira alguma secundário ou facultativo.
A tragédia espanhola, sobre a qual o povo cristão quase nada sabe (e que foi perpetrada também pela outra força revolucionária e laicista) deveria fazer refletir, se não por outra razão, pelas proporções daquele Martírio.



Antonio Socci Da "Libero", 21 ottobre 2007 http://www.antoniosocci.it/Socci/index.cfm?circuit=Mainname=CaricaOggettomodalita=viewid=540Tradução livre realizada por Alexandre D. Antunes Pereira. Mogi Guaçu, 08 de novembro de 2007.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sede Santos!!


Palavras do Sumo Pontífice Bento XVII por ocasião das duas datas comemoradas por nós católicos: o dia de Todos os Santos (01/11) e o dia de Finados (02/11):


"Todos os seres humanos são chamados à santidade que, em última instância, consiste em viver como filhos de Deus, nessa «semelhança» a Ele, segundo a qual, foram criados. Todos os seres humanos são filhos de Deus, e todos têm que chegar a ser o que são, através do caminho exigente da liberdade. Deus convida a todos a tomarem parte de seu povo santo. O «Caminho» é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém pode chegar ao Pai senão por Ele".


Repensemos nossa vocação e façamos a nossa parte na busca pela santidade.

Paz e bem!


Ecclesiae Dei

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Corpos incorruptos de Santos e Beatos

Contra fatos não há argumentos... milagres acontecem diariamente em nossa Igreja, e nós católicos nem nos atentamos...

Clique no link abaixo e veja as fotos dos Santos e Beatos que permanecem com seus corpos incorruptos, indo contra todas as regras... e ainda tem gente que insiste em dizer que Deus não existe...
http://www.veritatis.com.br/article/3417

PIMENTA, Marcus Moreira Lassance. Apostolado Veritatis Splendor: Corpos incorruptos de Santos e Beatos. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3417. Desde 5/12/2005.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Oração pedindo intercessão a João Paulo II


Partilho hoje com vocês uma oração importante :


ORAÇÃO PEDINDO GRAÇAS POR INTERCESSÃO DO SERVO DE DEUS O PAPA JOÃO PAULO II

Ó Trindade Santa,

nós vos agradecemos por ter dado à Igrejao papa João Paulo II

e por ter feito resplandecer nele a ternura da vossa Paternidade,

a glória da cruz de Cristo e

o esplendor do Espírito de amor.

Confiado totalmente na vossa infinita misericórdia

e na materna intercessão de Maria,

ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor,

indicando-nos a santidade

como a mais alta medida da vida cristã ordinária,

caminho para alcançar a comunhão eterna convosco.

Segundo a vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão,

a graça que imploramos,

na esperança de que ele seja logo inscrito

no número dos vossos santos.

Amém.


Com aprovação Eclesiástica:

CARD. CAMILLO RUINI Vigário General do Santo Padrepara a Diocese de Roma